segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Tops 2012

E se encerra o ano. No dia 31/12 e não no 21/12 como os maias teriam previsto, hehehe. E cá estou para a minha reavaliação anual. Por sinal, um ano de muitas mudanças nos meus registros. Vamos aos números, comparando com as metas para o ano (que podem ser lidas aqui):
- Meta de ler 30.000 páginas de quadrinhos: ao cortar meus laços com a Marvel Comics, inviabilizei este objetivo e cheguei ao final do ano com 18.612 páginas, sem contar as graphic novels. A partir de agora não registrarei mais o número de páginas e sim o de revistas em quadrinhos regulares e encadernadas. Este ano li 107 revistas regulares, sendo 26 americanas e as demais 81 mangás. A meta para 2013 é ler 75 revistas regulares. Li ainda 43 encadernados ou graphic novels, número alto porque li algumas séries do início, então terei como objetivo ler 30 destes;
- Assistir Breaking Bad e One Piece: meta de Breaking Bad cumprida com sucesso (e que sucesso!), mas One Piece não, vi apenas 47 episódios do anime. Para 2013, desejo ver mais alguns episódios de One Piece (uns 100, espero) e assistir à série completa de Battlestar Galactica. No geral, vi 284 episódios de 19 séries distintas, sendo 54 de Breaking Bad e os já citados 47 de One Piece;
- Ler 30 livros: li apenas 22, mas ressalto que dois desses foram das Crônicas de Gelo e Fogo, pô. São imensos! XD A meta para 2013 é ler 25. Dos 22, nove da Anne Rice (sendo quatro inéditos), dois do George R.R. Martin e dois do J.R.R. Tolkien (releituras);
- Assistir 120 filmes: vi 192! Sim, 192!!! Nunca esperei que pudesse sequer passar dos 150, sério! Minha meta para 2013 é 150, um número que já me deixaria bem feliz. Dos 192, incríveis 98 no cinema, um terço desses no CCBB. Revi nove longas, vi 11 produções em 3D (uma destas em 48 fps), oito curta-metragens e quatro documentários. O filme mais velho assistido foi Intolerância, de 1916. Quatro filmes foram completamente nacionais e o país com mais filmes (fora os EUA) foi a Suécia, com 24 produções inteiramente suecas e outras seis co-produções. Esse número se deveu à filmografia do Bergman, claro. Há uma importante alteração nos meus tops de filmes: em vez de registrar o geral e o de cinema, farei o geral e um de filmes lançados comercialmente neste ano, seja nos cinemas brasileiros ou nos americanos se por acaso ainda não chegou aqui e eu já assisti.

Meu tradicional gráfico evolutivo, agora de 2005 a 2012, segue abaixo e em seguida os tops 2012, com links para meus comentários deixados ao longo do ano no Tumblr:



TV - Séries (incluindo animações)

Menções Honrosas: One Piece e Game of Thrones.
2 - Breaking Bad: temporadas 1, 2, 3 e 4
1 - Fringe


Quadrinhos

Menções Honrosas: 20th Century Boys, Solanin e One Piece.
5 - Cem Balas: volumes 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11
3 - Monster
2 - Y: O Último Homem: volumes 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10
1 - Strangers in Paradise Pocket Edition: volumes 1, 2, 3, 4, 5 e 6

Obs.: os três mangás citados estão no mesmo post do Tumblr; Cem Balas, Y e Strangers in Paradise em mais de um; e eu sei que já tinha lido Strangers in Paradise antes, mas não nessa edição pocket (ok, estou trapaceando =PPP).


Livros

2 - Taltos
1 - Lasher


Filmes - Lançamento 2012

10 - Argo

Obs.: Sei que Toda Forma de Amor saiu aqui direto em DVD e no final de 2011, mas estava concorrendo ao Oscar desse ano e foi quando ouvi falar do longa, então considero como um lançamento na época, já que não passou nos cinemas locais. =P O mesmo se aplica a Chico & Rita, que concorreu a prêmios no início do ano e até hoje não parece ter saído por aqui.


Filmes - Geral

10 - Amnésia

Obs.: Quem diria que eu veria o melhor filme do ano já no dia 15 de janeiro, hein? =]

Feliz 2013 para todos! o/

Edit: esqueci de citar um número -> 276 posts no Tumblr. o/

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ingmar Bergman: O Filósofo Cineasta


Entre junho e julho deste 2012 o Centro Cultural Banco do Brasil exibiu em Brasília uma mostra de cinema dedicada ao sueco Ingmar Bergman. Aproveitei o ensejo para assistir 27 de seus filmes, incluindo todos os recebedores de prêmios, os indicados pela crítica e os elogiados pelo público, além de alguns menos conhecidos.


Segue abaixo a filmografia de Bergman, listando apenas aqueles que estrearam nos cinemas (há mais uns poucos feitos direto para a TV e que nunca foram exibidos na telona), com a cotação dos que assisti e o link para meu comentário no Tumblr:

1946: Crise (Kris)
1946: Chove sobre nosso amor (Det regnar på vår kärlek)
1947: Um barco para a Índia (Skepp till Indialand)
1948: Música na noite (Musik i mörker)
1948: Porto (Hamnstad)
1949: Prisão (Fängelse)
1949: Sede de paixões (Törst)
1950: Rumo à felicidade (Till glädje)
1950: Isto não aconteceria aqui (Sånt händer inte här)

1952: Quando as mulheres esperam (Kvinnors väntan)

1964: Para não falar de todas essas mulheres (För att inte tala om alla dessa kvinnor)
1966: Persona (Persona) ****
1969: O rito (Riten)

1970: Faro 1969 (Fårö-dokument)
1971: A hora do amor (Beröringen)
1977: O ovo da serpente (Das Schlangenei)
1979: Faro 1979 (Fårö-dokument 1979)
1980: Da vida das marionetes (Aus dem Leben des Marionetten)
1997: Na presença de um palhaço (Larmar och gör sig till)

Eu dividiria a carreira de Bergman em quatro partes (destacadas na lista acima):
- Na primeira, encerrada em 1950, antes de Juventude, ele foi submisso aos produtores, não tinha muita liberdade, estava aprendendo seu ofício e não tinha ainda nenhum de seus famosos atores ao seu comando. Acabei não vendo nenhum dos 9 representantes desta fase;
- Na segunda, de Juventude a O Olho do Diabo, em 1960, Bergman alternou os projetos que satisfaziam os estúdios, como as comédias protagonizadas principalmente por Eva Dahlbeck e Gunnar Björnstrand, com seus projetos pessoais e as primeiras incursões nas reflexões que lhe tornariam famoso, presentes em O Sétimo Selo e Morangos Silvestres, dois de seus filmes mais reconhecidos. Nesta fase, começou a firmar parcerias com os atores de sua confiança, como os já citados Dahlbeck e Björnstrand, e Harriet Andersson, Ingrid Thulin, Max von Sydow e Bibi Andersson;
- Na terceira fase Bergman ganhou o mundo. O Oscar recebido por A Fonte da Donzela lhe projetou em definitivo para fora dos países nórdicos e finalmente lhe concedeu a liberdade de filmar o que bem desejasse. Assim, o diretor se aprofundou nos dramas e reflexões, abrindo a única exceção com o filme Para Não Falar de Todas Essas Mulheres, uma comédia, mas que dizem ser diferente das dos anos 50. A fase vai de Através de um Espelho a A Paixão de Anna e conta com a trilogia do Silêncio (Através de um Espelho, Luz de Inverno e Silêncio) e a sequência de filmes realizados na Ilha de Farö, onde passou a morar. Bergman encontrou aqui sua grande atriz, Liv Ullman, além de ter como presença constante o também excelente Erland Josephson;
- Por fim, a última e mais longa fase de sua carreira, de 1970 até seu falecimento, trouxe a maturidade final. Com tratados à sétima arte do porte de Gritos e Sussurros e Fanny e Alexander, performances desgastantes como as de Face a Face e Sonata de Outono, Bergman aqui não tinha mais o que aprender, apenas a ensinar. E ele dá aulas de cinema, espaçando cada vez mais seus filmes. O diretor casou pela última vez em 1971 e parece ter encontrado a felicidade conjugal, uma vez que não teve mais amantes. Isso talvez tenha tirado um pouco o peso de suas reflexões profundas, permitindo que o diretor se concentrasse cada vez mais nas técnicas cinematográficas.

Curiosidades sobre a filmografia de Bergman:
- Os longas Faro 1969 e Faro 1979 são documentários sobre a ilha onde o diretor residia;
- Os filmes Isto não Aconteceria aqui, de 1950, e A Hora do Amor, de 1971, eram abominados pelo diretor, de tal forma que se tornou até difícil encontrar cópias dos mesmos;
- Bergman trabalhou basicamente com dois diretores de fotografia, salvo algumas exceções: Gunnar Fischer e, principalmente, Sven Nykvist, que é até hoje considerado um dos principais expoentes que já existiram no ramo.


Após alguma reflexão, consegui montar um Top 5 Bergman:
1- Morangos Silvestres
2- Fanny e Alexander
3- Gritos e Sussurros
4- Persona
5- Juventude


Assim encerro, com a recomendação de que confiram obras deste grande filósofo, que extravasava suas reflexões através do cinema, e que criou obras que serão eternamente lembradas pelos amantes da sétima arte.

terça-feira, 17 de julho de 2012

BIFF 2012

Publico abaixo e-mail recém-enviado para a organização do Brasília International Film Festival 2012:

"Prezados,


Fiquei muito feliz ao saber da realização de uma nova mostra de cinema internacional em Brasília, ainda mais uma que precede as mais famosas do Rio de Janeiro e São Paulo, permitindo que alguns longas sejam vistos aqui antes mesmo das principais cidades do mapa do cinema brasileiro. Claro que a data não foi muito feliz por coincidir com a Mostra Ingmar Bergman, em andamento no Centro Cultural Banco do Brasil, mas imagino que não seja culpa de vocês.


Assim, separei alguns filmes que me interessavam e me dirigi hoje, 17/07, para o Liberty Mall, visando encarar a primeira sessão, às 18:00, na Sala III, do filme Bel Ami - O Sedutor. Comprei o ingresso, entrei na sala e apreciei a sessão. Porém, o final traria um grave problema: ao se iniciarem os créditos, os espectadores foram se dirigindo para fora da sala, mas eu fiquei, pois aprendi que assistir aos créditos é fundamental para que a transição do universo diegético do filme para a vida real seja feita de forma suave, e não bruscamente. Qual não foi minha surpresa quando, ao me ver sozinho na sala, o responsável pela limpeza gesticulou para o projecionista um sinal de encerramento e este último desligou a projeção antes da conclusão dos créditos.


Ora, pode parecer bobo da minha parte, mas me senti desrespeitado. Gastei R$ 16,00 no ingresso e R$ 12,00 no estacionamento para encarar uma experiência cinematográfica completa, esperando uma sessão sem problemas, justamente por se tratar de um cinema conhecido por exibir filmes de arte, e em uma mostra que teoricamente teria um público mais específico, interessado em cinema e não apenas em um escapismo. E sou surpreendido por uma prática que até os cinemas comerciais da cidade, como o Cinemark ou o Grupo Severiano Ribeiro, deixaram de exercer há alguns anos.
Não sei se a responsabilidade é de vocês ou dos administradores do Cine Cultura Liberty Mall, mas lamentavelmente O BIFF 2012 perdeu um espectador.


Desejo sucesso ao festival e que os anos vindouros não tragam este tipo de problema.




Atenciosamente,


--
Elvis Rodrigues"

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Oscar 2012

E chegamos a mais uma edição do Oscar, a 84ª. O tradicional bolão só cresce e agora dá prêmio ao vencedor. Participe aqui e confira o resultado no meu twitter @tocadolobo logo após a cerimônia. Infelizmente, na qualidade de organizador, não poderei participar e, assim, deixo aqui registrados os meus palpites e comentários. Esse ano assisti 41 longas e 3 curtas, faltando apenas W.E. do circuito tradicional, In Darkness, Monsieur Lazhar e Footnote estrangeiros, Undefeated documentário, todos os curtas em live-action e documentários e 2 curtas de animação. Abaixo as categorias, ordenadas do filme que eu mais gostaria que ganhasse para o que menos apreciaria, destacando em negrito os que eu acho que vencerão:


Documentário de Curta Metragem
* The Tsunami and the Cherry Blossom
* Saving Face
* Incident in New Baghdad
* The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
* God is the Bigger Elvis

Não consegui assistir a nenhum dos indicados, mas a partir de trailers e comentários na Internet, montei minhas preferências. The Tsunami and the Cherry Blossom parece ser belíssimo, tanto plasticamente quando em história, ao falar sobre o tsunami que devastou o Japão recentemente e o desabrochar das flores de cerejeira (amadas em todo o país) um mês após o incidente. Saving Face é tão pesado que eu sofreria muito para assistir, pois aborda as mulheres paquistanesas que sofreram ataques com ácido e hoje têm o rosto desfigurado. Incident in New Baghdad aborda a morte de dois jornalistas americanos na guerra no Iraque, também parece bem cru. The Barber of Birmingham é sobre a eleição de um negro para a Casa Branca do ponto de vista de um barbeiro e God is the Bigger Elvis conta a história de uma atriz que contracenou com o Rei e largou a carreira para ser freira. Estes dois últimos são azarões, na minha opinião. New Baghdad tem poucas chances, mas eu não me surpreenderia se vencesse. Agora o páreo está duro entre Tsunami e Saving Face e qualquer um pode se sagrar vencedor neste domingo. Mas apostarei minhas fichas em Saving Face.


Documentário
* Paradise Lost 3: Purgatory
* If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
* Hell and Back Again
* Pina
* Undefeated

Dos cinco, deixei de assistir apenas a Undefeated. Pina é o que menos me agrada, porque realmente não é interessante para mim a dança moderna. Hell and Back Again e If A Tree Falls são bem dirigidos e importantes, mas não há como realizar uma comparação com Paradise Lost 3, que deve e merece vencer.


Curta Metragem
* Tuba Atlantic
* Time Freak
* The Shore
* Raju
* Pentecost

Não assisti a nenhum dos cinco indicados, mas pelos trailers, sinopses e comentários que li Internet afora, Tuba Atlantic tanto parece ser o favorito como o mais interessante. A fotografia, as atuações e a história são promissoras e, assim, é o meu favorito. Time Freak é sobre viagem no tempo, também parece bacana. The Shore tem o Ciarán Hinds, um ator legal, e o visual promete. Já Raju e Pentecost não chamaram muito a minha atenção. Enfim, se não der Tuba Atlantic, Time Freak é o possível vencedor.


Curta Animado
* The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
* Dimanche/Sunday
* Wild Life
* La Luna
* A Morning Stroll

Não assisti nem A Morning Stroll nem La Luna, mas desconfio que a vitória vá para este último, afinal é da Pixar e tem sido fartamente elogiado. Mas dos três primeiros, Wild Life foi o que menos me agradou, enquanto Flying Books e Dimanche são ambos criativos e divertidos, embora eu prefira o primeiro pela história bonitinha. De toda forma, essas quatro primeiras categorias e a de filme estrangeiro são sempre muito obscuras e imprevisíveis.


Filme de Animação
* Rango
* Chico & Rita
* Um Gato em Paris
* Kung Fu Panda 2
* Gato de Botas

Não há o que comentar, essa é uma das categorias mais certas da noite.


Montagem de Som
* A Invenção de Hugo Cabret - Philip Stockton e Eugene Gearty
* Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - Ren Klyce
* Cavalo de Guerra - Richard Hymns e Gary Rydstrom
* Drive - Lon Bender e Victor Ray Ennis
* Transformers: O Lado Oculto da Lua - Ethan Van der Ryn e Erik Aadahl

O trabalho técnico por trás de Hugo é fenomenal, e como ele será esnobado nas categorias mais importantes, vencerá uns três prêmios técnicos de consolação, a começar pelas duas categorias de som. De toda forma, Millennium e Drive são importantes concorrentes aqui.


Mixagem de Som
* A Invenção de Hugo Cabret - Tom Fleischman e John Midgley
* Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce e Bo Persson
* Cavalo de Guerra - Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson e Stuart Wilson
* O Homem que Mudou o Jogo - Deb Adair, Ron Bochar, Dave Giammarco e Ed Novick
* Transformers: O Lado Oculto da Lua - Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Peter J. Devlin

Hugo conforme acima, mas não duvido de Millennium ou O Homem que Mudou o Jogo.


Efeitos Visuais
* Planeta dos Macacos: A Origem - Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White e Daniel Barrett
* Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 - Tim Burke, David Vickery, Greg Butler e John Richardson
* Gigantes de Aço - Erik Nash, John Rosengrant, Dan Taylor e Swen Gillberg
* A Invenção de Hugo Cabret - Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman e Alex Henning
* Transformers: O Lado Oculto da Lua - Dan Glass, Brad Friedman, Douglas Trumbull e Michael Fink

Esta é uma categoria difícil esse ano. Hugo pode levar para aumentar seu número de Oscars e Harry Potter pelo fato da franquia nunca ter ganho uma estatueta sequer. Ainda assim, vou com o favorito Planeta dos Macacos que, convenhamos, é mesmo o mais inovador em efeitos visuais deste ano.


Maquiagem
* Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 - Nick Dudman, Amanda Knight e Lisa Tomblin
* A Dama de Ferro - Mark Coulier e J. Roy Helland
* Albert Nobbs - Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle

Eu gostaria que Harry ganhasse sua estatueta aqui. Se as sobrancelhas da Frida Kahlo podem render uma estatueta de maquiagem, por que não o nariz do Voldemort? XD Mas a técnica de envelhecimento usada na Meryl Streep é uma vitória quase certa.


Figurino
* W.E. - Arianne Phillips
* Jane Eyre - Michael O'Connor
* O Artista - Mark Bridges
* A Invenção de Hugo Cabret - Sandy Powell
* Anônimo - Lisy Christl

Categoria dificílima, uma das mais complicadas da noite. Normalmente, se há um filme com longos vestidos de época, ele sai na frente. Aqui temos Anônimo e Jane Eyre nessa categoria. Mas em W.E. a personagem Wallis era um ícone fashion e Madonna contratou uma grande estilista para garantir que fosse assim no filme. Por sinal, apesar de eu não ter conferido o filme, vi os vestidos e ficaram realmente incríveis. O Artista e Hugo têm ambos bons figurinos e podem acabar levando por serem os mais assistidos e queridos dos cinco. Mas manterei minha arriscada aposta em Jane Eyre.


Direção de Arte
* A Invenção de Hugo Cabret - Dante Ferretti (Design de Produção) e Francesca Lo Schiavo (Decoração de Set)
* Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 - Stuart Craig (Design de Produção) e Stephenie McMillan (Decoração de Set)
* O Artista - Laurence Bennett (Design de Produção) e Robert Gould (Decoração de Set)
* Cavalo de Guerra - Rick Carter (Design de Produção) e Lee Sandales (Decoração de Set)
* Meia Noite em Paris - Anne Seibel (Design de Produção) e Hélène Dubreuil (Decoração de Set)

Fico muito dividido entre Harry Potter e Hugo aqui. O Stuart Craig é um monstro da Direção de Arte e merecia o devido reconhecimento, mas realmente o trabalho de arte em Hugo é fenomenal e se ele tiver que vencer apenas uma categoria, que seja essa.


Canção
* "Man or Muppet" de Os Muppets - Letra e música de Bret McKenzie
* "Real in Rio" de Rio - Letra de Siedah Garret, música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown

Man or Muppet está longe de ser a melhor música de Os Muppets, mas na falta de algo melhor ela vai levar o prêmio. Tudo menos ter que chamar o Carlinhos Brown de Academy Winner. =PPP É uma lástima que uma categoria tão agradável esteja nesse estado, com apenas duas músicas indicadas.


Trilha Sonora
* O Espião que Sabia Demais - Alberto Iglesias
* O Artista - Ludovic Bource
* As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne - John Williams
* A Invenção de Hugo Cabret - Howard Shore
* Cavalo de Guerra - John Williams

Apesar de ser a melhor trilha do ano, o trabalho de Iglesias é o azarão da noite. Tintim também tem poucas chances, mas Williams é muito querido e acaba de completar 80 anos, então não duvido da possibilidade dele ganhar de aniversário um careca dourado por Cavalo de Guerra, que tem uma trilha muito bonita, mas mal-encaixada no longa. Dito isso, Howard Shore tem mais chances por Hugo, embora o prêmio seja muito provavelmente dO Artista.


Filme Estrangeiro
* A Separação (Irã) - Asghar Farhadi
* Bullhead (Bélgica) - Michael R. Roskam
* In Darkness (Polônia) - Agnieszka Holland
* Monsieur Lazhar (Canadá) - Philippe Falardeau
* Footnote (Israel) - Joseph Cedar

Infelizmente só assisti aos dois primeiros, que são ambos ótimos. A Separação deve mesmo se sagrar o vencedor, mas não descartem uma vitória da Holland, afinal ela é querida da Academia e seu filme é sobre o Holocausto, o tema mais agraciado na história do Oscar. =P Os outros três são certamente azarões.


Fotografia
* A Árvore da Vida - Emmanuel Lubezki
* Cavalo de Guerra - Janusz Kaminski
* O Artista - Guillaume Schiffman
* A Invenção de Hugo Cabret - Robert Richardson
* Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - Jeff Cronenweth

Gosto dos cinco indicados, mas Lubezki vai levar essa. TEM que levar! A fotografia de A Árvore da Vida é uma das coisas mais lindas de 2011 no cinema. E a Academia está em débito com ele. =P


Montagem
* Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - Kirk Baxter and Angus Wall
* Os Descendentes - Kevin Tent
* A Invenção de Hugo Cabret - Thelma Schoonmaker
* O Artista - Anne-Sophie Bion e Michel Hazanavicius
* O Homem que Mudou o Jogo - Christopher Tellefsen

Outra categoria difícil... Eu não acho a montagem de O Artista particularmente complexa para merecer a vitória, mas ainda assim estou apostando nela. Os filmes de Fincher têm tradicionalmente excelentes trabalhos de montagem e não é diferente com Millennium, que, na minha opinião, é o único realmente merecedor do prêmio aqui. Mas não descarto uma vitória da Thelma, que acompanha o Scorcese há anos.


Roteiro Adaptado
* O Espião que Sabia Demais - Bridget O'Connor & Peter Straughan
* Os Descendentes - Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash
* A Invenção de Hugo Cabret - John Logan
* Tudo Pelo Poder - George Clooney & Grant Heslov e Beau Willimon
* O Homem que Mudou o Jogo - Steven Zaillian e Aaron Sorkin, história de Stan Chervin

Há poucas chances de Os Descendentes não levar esse que deverá ser seu único Oscar. O Espião que Sabia Demais é azarão novamente e os outros três têm possibilidades moderadas.


Roteiro Original
* Meia-Noite em Paris - Woody Allen
* O Artista - Michel Hazanavicius
* A Separação - Asghar Farhadi
* Margin Call: O Dia Antes do Fim - J.C. Chandor
* Missão Madrinha de Casamento - Annie Mumolo & Kristen Wiig

Desde que não dê Missão Madrinha de Casamento, eu estou feliz. Mas se alguém tirar esse prêmio de Woody Allen, será O Artista.


Atriz Coadjuvante
* Janet McTeer por Albert Nobbs
* Berenice Bejo por O Artista
* Jessica Chastain por Histórias Cruzadas
* Octavia Spencer por Histórias Cruzadas
* Melissa McCarthy por Missão Madrinha de Casamento

Infelizmente, uma das categorias certas da noite. E uma das mais fracas dos últimos anos. Diferente da masculina, ninguém aqui faz grandes trabalhos. McTeer e Bejo são as melhores e mereciam a indicação, mas Spencer já ganhou.


Ator Coadjuvante
* Christopher Plummer por Beginners
* Kenneth Branagh por Sete Dias com Marilyn
* Max Von Sydow por Tão Forte e Tão Perto
* Nick Nolte por Guerreiro
* Jonah Hill por O Homem que Mudou o Jogo

Outra categoria definida antes da premiação começar. E merecida. Plummer é um grande ator e em Beginners está icônico. Ainda assim, Branagh e Sydow mereciam vencer também.


Atriz
* Michelle Williams por Sete Dias com Marilyn
* Rooney Mara por Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres
* Meryl Streep por A Dama de Ferro
* Glenn Close por Albert Nobbs
* Viola Davis por Histórias Cruzadas

Curiosamente, a categoria de Atriz tem sido difícil sempre que a Meryl Streep está presente. =P Sempre há uma grande adversária para ela. Ano passado, que a Portman era barbada, não tinha Meryl. =P Enfim, eu amaria se desse minha queridinha Michelle Williams ou a excelente revelação Rooney Mara, mas só temos duas opções claras aqui: Streep e Davis. Pelos debates Internet afora, eu diria que há 50% de chances pra cada. Há uma possibilidade fortíssima da Academia não resistir a dar o prêmio para a Meryl quase 30 anos depois de sua última vitória ao longo de incríveis 17 indicações. Mas a Viola Davis é a única atuação boa em Histórias Cruzadas e ela é realmente uma boa atriz, melhor até que a Halle Berry, a única negra a vencer a categoria. E fez um grande discurso no SAG. Enfim, complicado. Quase escolhi no Cara ou Coroa. =P Nas últimas duas indicações da Meryl, apostei nela e perdi. Hoje apostarei contra. Espero perder novamente, porque se alguém merece Oscars, esse alguém é a Meryl Streep.


Ator
* Gary Oldman por O Espião que Sabia Demais
* Jean Dujardin por O Artista
* George Clooney por Os Descendentes
* Brad Pitt por O Homem que Mudou o Jogo
* Demián Bichir por A Better Life

Como eu gostaria de ver o grande Gary Oldman agraciado... Mas Dujardin faz um excelente trabalho em O Artista e merece o prêmio. Ah, eu não descartaria uma vitória de Clooney, que é uma das pessoas mais queridas de Hollywood atualmente.


Diretor
* Terence Mallick por A Árvore da Vida
* Martin Scorsese por A Invenção de Hugo Cabret
* Michel Hazanavicius por O Artista
* Alexander Payne por Os Descendentes
* Woody Allen por Meia-Noite em Paris

Será uma grande surpresa se Hazanavicius não vencer. Caso aconteça, o nome a roubar sua estatueta será o de Scorcese.


Filme
* A Árvore da Vida
* A Invenção de Hugo Cabret
* O Artista
* Os Descendentes
* Tão Forte e Tão Perto
* Meia-Noite em Paris
* O Homem que Mudou o Jogo
* Cavalo de Guerra
* Histórias Cruzadas

Um ano esquisito para o Oscar... A Árvore da Vida, o melhor dos indicados, é muito pouco convencional e eu fiquei genuinamente surpreso até com sua presença nessa lista. E entre os oito restantes, não há nenhum filme realmente grande, um filme pelo qual torcer na premiação. O Artista vai levar esse prêmio com facilidade, tenham certeza. Hugo e Os Descendentes são os únicos concorrentes reais, mas contam com chances bem pequenas.


É isso. Estou feliz por todos os filmes que vi e bom Oscar para todos. Comentei sobre os indicados conferidos esse ano no meu Tumblr e twittarei durante a cerimônia, caso alguém queira acompanhar.


Uggie, a grande estrela de 2011

sábado, 31 de dezembro de 2011

Tops 2011

Mais um final de ano... Como passou rápido, não? Nesse ritmo, vou ficar logo velho! =P A vantagem é que ao me aposentar, terei muito mais tempo de ver filmes, escrever posts pro blog, viajar, etc. XD
Vamos ao que interessa! Consegui melhorar as minhas estatísticas em todos os itens esse ano. Vamos verificar as metas do ano passado (aliás, quem quiser checar os Tops 2010, clique aqui) e decidir as de 2012:
- 30.000 páginas de quadrinhos: 33.168 alcançadas, mantenho as 30.000 como uma meta saudável;
- Breaking Bad e Community: assisti à comédia, mas nada de Breaking Bad ainda, que será meta para 2012. Também acrescento igualar os episódios de One Piece ao Japão (será difícil, estou na casa dos 170 e já são mais de 500);
- 30 livros: li 34! 6 desses foram álbuns de quadrinhos. Em 2012 separarei esses álbuns em outra categoria, então manterei como meta ler 30 livros mesmo, sem contar as graphic novels;
- 120 filmes: cheguei a apenas 108. Ok, fui bem melhor que no ano anterior, mas ainda assim... pffft! Ano que vem eu alcanço 120, sem falta!

Mais sobre as estatísticas:
- Dos 108 filmes, 52 foram no cinema, o que me impressionou! Pagando inteira e tudo! Dei uma boa renda para as distribuidoras, hein? Vi 2 filmes em 3D (pffft), 9 curtas e 7 documentários;
- Entre os livros, li várias obras dos mesmos autores: 2 da Anne Rice, 3 álbuns dos Peanuts, 2 do Douglas Adams, 2 do George R. R. Martin, 2 do Stieg Larsson, 3 da Suzanne Collins e 2 do Thomas C. Foster;
- Conferi 433 episódios de 16 séries distintas, sendo 59 de Community, 35 de Pretty Little Liars e esmagadores 177 de One Piece;
- Li 223 revistas em quadrinhos, sendo 118 mangás e 105 comics americanos, todos divididos em 43 revistas seriadas ou especiais distintas.

Abaixo o gráfico evolutivo dos filmes em geral, filmes no cinema e livros de 2005 a 2011:

Evolução estatística de 2005 a 2011


Enfim, vamos aos aguardados (só se for por mim mesmo =P) tops 2011, com breves comentários e possíveis pequenos spoilers! Cliquem nas imagens para ampliá-las!


TV - Séries (incluindo animações)

Menções Honrosas: Parenthood, Community e Pan Am.
Eu sou apaixonado por séries de relacionamento. Preciso ter uma na carteira de séries a acompanhar. Parenthood está suprindo bem esse espaço, com todas as tramas dos seus inúmeros personagens importantes: Zeek, Camille, Adam, Sarah, Crosby, Julia, Kristina, Joel, Jasmine, Haddie, Max, Amber, Drew, Jabbar, Sydney e agora Nora! Não deixo de me impressionar com a forma como os roteiristas conseguem dar atenção a tanta gente! =P
Community é uma série muito inteligente, embora eu não ache tão engraçada assim. =P Não acho justa a comparação que todos fazem com The Big Bang Theory. Acho TBBT muito mais engraçada, embora sua qualidade venha caindo episódio a episódio. Sheldon é mil vezes mais nerd que Abed. Abed entende de cinema e TV. Sheldon entende de todos os aspectos da cultura nerd! Cinema, TV, quadrinhos, videogame e tecnologia! E ainda é um físico teórico! Porém, não encaro nada disso como um demérito à série Community, que é extremamente inteligente em sua estrutura, na variedade excepcional dos estilos de filmagem de cada episódio, nos personagens caricatos e também nas atuações. E, claro, superior a TBBT atualmente (mas não mais engraçada =P).

Os principais personagens de Community

Não é segredo que eu sou fã da Christina Ricci desde a época em que Gasparzinho e Caçadoras de Aventuras estrearam na TV aberta, provavelmente lá por 97, no máximo 98. Vi 40 filmes (faltando 3 de sua carreira pré-2011) e praticamente todos os episódios de séries estrelados por ela (faltando 1 raríssimo de 1990 de uma série obscura com apenas 6 episódios). Então, quando eu soube que haveria uma nova série e que ela interpretaria uma das protagonistas, fiquei animado! A série começou mediana, mas evoluiu bastante e a direção de arte é espetacular! Toda a recriação dos anos 60 em várias cidades, figurinos, veículos, tudo muito agradável. Infelizmente, a audiência não tem correspondido às expectativas dos produtores e, assim, a série corre sérios riscos de cancelamento.

3. Game of Thrones
HBO é HBO. As séries e filmes produzidos por esse canal americano dificilmente desapontam. A longa (e ainda em andamento) série de livros As Crônicas de Gelo e Fogo é de uma complexidade ímpar e sua narrativa multifacetada dificulta assustadoramente a adaptação para qualquer outra mídia. Adjetivos hiperbólicos à parte, o trabalho da equipe da HBO foi muito bem sucedido. Contando com um elenco homogeneamente competente, inclusive as crianças, o que às vezes é difícil, e uma direção de arte eficaz, a série realiza algumas mudanças em relação ao livro (a primeira temporada adapta o primeiro volume literário, A Guerra dos Tronos), sob orientação (até onde sei) do próprio autor, George R. R. Martin, que ajustou detalhes que preferiria ter escrito de forma distinta, como a idade dos filhos de Eddard Stark (são todos mais velhos na série que nos livros, tornando suas atitudes mais realistas). Corajosa ao seguir os rumos da trama literária (sem exagerar nos spoilers, apenas digo que nenhum personagem é sagrado =P), a série merece essa colocação no meu top pelo conjunto do espetáculo. Roubou a posição de Dexter no ano anterior, série esta que vem decepcionando e por isso sumiu da minha lista.

2. Fringe
Fringe é a melhor série americana da atualidade. Essa afirmação pra mim é indiscutível! Claro que eu não vi Breaking Bad e várias outras que figuram nos tops de final de ano Internet afora, mas acho muito difícil uma dessas séries me conquistar da mesma forma. Já falei da série aqui no blog antes, então apenas direi que a metade restante da terceira temporada, exibida no início do ano, é fenomenal, apoteótica! E a quarta vem sendo excelente. É um seriado que não tem medo de inovar e os roteiristas parecem não se importar com o alto risco de cancelamento devido à baixa audiência. Eles simplesmente vão contando a história como deveria. Fringe estaria em primeiro lugar nessa lista, mas de última hora resolvi inverter com o vencedor, enquanto escrevia o post e percebi que ele era ainda mais surreal. =P

1. One Piece
No boom inicial dos mangás no Brasil, quando a Conrad lançou Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, mangás como Evangelion, Fushigi Yuugi e One Piece vieram parar nas bancas nacionais. E logo One Piece provou ser o melhor deles. Foram lançadas 70 edições, equivalentes a 35 volumes japoneses. Mas as últimas 4, já lançadas após um hiato, surgiram, se não estou enganado, em 2007, graças à quase falência da editora. A boa notícia é que o mangá voltará às bancas já agora em janeiro, pela Panini, de duas maneiras: do início, de forma mensal; e do ponto onde parou, bimestralmente. Insisto: se nunca leu, experimente comprar umas 5 edições. Se bem que a série só prova ser o que é após uns 10 volumes. Mas enfim, antes dessa boa notícia da Panini, eu me decidi por não esperar mais e comecei a assistir ao anime. Pensei que seria divertido, mas chato por causa dos fillers*. Qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um anime de primeiríssimo nível! Ok, os fillers não são tão bons quanto os demais episódios, mas o trabalho de dublagem faz valer cada minuto de exibição. Os japoneses levam anime tão a sério que a profissão de dublador é respeitadíssima no país, que muito provavelmente seja o líder mundial em qualidade nesse quesito. E se houver uma espécie de Oscar da dublagem, One Piece com certeza merece! Se o mangá já é engraçadíssimo, as vozes que dão vida aos tão carismáticos personagens o tornam ainda mais hilário, se é que isso é possível!
Bom, como algumas pessoas podem não conhecer, farei um breve resumo: One Piece é tudo que Piratas do Caribe gostaria de ser. Ou seja, o melhor material de entretenimento sobre piratas de todos os tempos! Ruffy é um garoto sonhador que almeja encontrar o One Piece, um tesouro deixado escondido por um pirata há cerca de 20 anos, tornando-se assim o Rei dos Piratas. Para lhe ajudar, ele come acidentalmente um fruto do diabo, que lhe transforma em borracha. Daí ele sai pelo mar e acaba recrutando um time (o mangá nacional parou com 7 membros, no Japão já são 9 e ouvi rumores de que haveria um 10º e último a caminho), entre eles a navegadora Nami e o espadachim Zoro (não citarei os demais para não ser spoiler com quem não conhece =P). Nami desenha mapas e sonha em fazer um mapa-mundi. Zoro quer ser o maior espadachim do mundo. E por aí vai, cada personagem tem um sonho próprio a buscar, uma personalidade distinta e um carisma próprio. A longeva série não é apenas cômica, mas também incrivelmente aventuresca e, quando se propõe a esse fim, dramática de fazer lágrimas escorrerem pela face do mais viril dos homens!
Então deixo minha recomendação forte: se gosta de ler, compre o mangá; se prefere assistir, veja o anime.

* Para quem não está acostumado com o mundo das animações japonesas, elas costumam adaptar histórias publicadas antes em mangás. Contudo, os animes de maior audiência acabam exibindo episódios chamados de fillers, ou tapa-buracos, para preencher espaço enquanto mais volumes do mangá são publicados.

Ruffy e Zoro, personagens de One Piece



Quadrinhos

Menções Honrosas: Honey & Clover, Kekkaishi e D.Gray-man.
Honey & Clover teve um volume em 2011, o 10º e último. Mas é mais que suficiente para figurar nessa lista. Que história! Que final! Me emociono só de lembrar.
Kekkaishi é mais um mangá que lida com espíritos esquisitos e os exorcistas que cuidam deles. Ok, a nomenclatura e diferente, mas esse tema é recorrente ao extremo na nona arte japonesa. Enfim, ainda assim ocasionalmente a temática faz surgir histórias bacanas. Kekkaishi é um bom exemplo, contando a história de duas famílias que cuidam há 400 anos de uma área suscetível à aparição de ayakashis, os espíritos normalmente malignos que neste lugar ganham poderes. Yoshimori e Tokine são os atuais herdeiros dessas famílias. Yoshimori é atrapalhado, mas poderoso. Tokine é disciplinada, mas depende mais da inteligência que de força sobrenatural. Como de hábito, as tramas começam mais simples e após nos familiarizarmos com a dinâmica do universo diegético e com os principais personagens, a história fica mais densa.
Um exemplo similar é D.Gray-man, que faz uso da mesma temática, trocando ayakashis por akumas e incluindo vilões mais definidos, ao menos por enquanto. Os personagens são bacanas e a seriedade com que a trama é conduzida me faz parecer que a história vai acabar a qualquer momento, mas isso não é verdade. =P

5. Segundo Advento
Essa saga das revistas dos X-Men me surpreendeu positivamente. Apesar dos vilões fracos (os humanos e andróides anti-mutantes), a forma como a trama foi tecida, com o retorno de Esperança do futuro com seu pai adotivo Cable e as baixas corajosas, impulsionaram a qualidade da história, que foi dividida nas revistas X-Men e X-Men Extra em alguns meses da cronologia. Ainda acredito que Esperança renderá boas histórias no futuro.

Esperança e Cable

4. Fairy Tail
Outra surpresa! Antes de decidir comprar esse mangá, passeei pelo Google e encontrei inúmeros ataques à série e ao autor, acusando-o de imitar descaradamente o estilo de One Piece. A verdade é que o traço é muito similar e o estilo dos personagens também. Claro que não chega aos pés do mangá do autor Eiichiro Oda, mas a história é bacana (os personagens sabem realizar magias e se unem em guildas de magos para executar missões em busca de recompensas) e os personagens divertidos.

3. Quarteto Fantástico
O escritor Jonathan Hickman está fazendo um trabalho lento e criativo como há muito não se via nos quadrinhos da família mais famosa da Marvel. Estou curioso para saber como continuará a trama da Fundação Futuro e das quatro cidades, mas o destaque principal é para Valéria Richards, uma das personagens mais bacanas dos últimos anos (aliás, os personagens menores de idade da Marvel costumam ser ótimos! Nos anos 80 tínhamos os Novos Mutantes, Kitty Pryde e o Quarteto Futuro. Mais recentemente, surgiram Os Fugitivos e Os Jovens Vingadores. E agora meus favoritos são Valéria, Esperança e Layla Miller - que virou adulta, mas não vem ao caso =P). Para quem não sabe, mesmo ainda criança, Valéria já é praticamente tão inteligente quanto seu pai, embora esse fato não seja de conhecimento geral dos outros personagens da Marvel.

Valéria Richards negociando com a pessoa errada

2. Naruto
Após uns 10 volumes de Naruto eu já estava me surpreendendo com o mangá. Confesso que tinha um pouco de preconceito e achava que seria bobo e repetitivo. Talvez o anime seja, mas o mangá amadureceu de tal forma que me pego triste ao acabar uma edição e saber que terei que esperar pela próxima. As edições mais recentes foram dramáticas e começaram, ao que me parece, a definir os rumos para o fim da série, que é o mangá/anime mais bem-sucedido no Brasil atualmente. Me espanta a quantidade de pessoas não-nerds assistindo Naruto. =P Importante ressaltar que no Japão One Piece é muito mais bem-sucedida, caminhando para se tornar o mangá mais vendido da história.

1. X-Factor
A série de Peter David esse ano continuou o ótimo trabalho, com a volta de Maddrox e Layla ao presente, a trama envolvendo o Dr. Destino, a entrada de Longshot e o retorno de Lupina às histórias da agência de detetives para casos envolvendo poderes. =P É a melhor revista da Marvel nos últimos 2 ou 3 anos, decididamente.



Livros

Menções Honrosas: Grande Sertão: Veredas, Scott Pilgrim Contra o Mundo Vol. 3 e Três Sombras.
Muito se falava sobre o livro Grande Sertão: Veredas, do Guimarães Rosa, mas o que me levou a querer finalmente lê-lo foi um comentário do Bráulio Tavares, afirmando que se tratava do Senhor dos Anéis brasileiro. Minha mãe já havia comentado comigo sobre a minissérie da Globo e os personagens Riobaldo e Diadorim, inclusive me dando um spoiler que é a maior revelação do livro. =___= Mas enfim, a narrativa de Grande Sertão passa de forma nada linear pelas memórias de Riobaldo Taturana, um jagunço da área que fica no norte de Minas Gerais e sul da Bahia, e todas as emboscadas e apuros que ele passa em companhia de seus colegas jagunços, entre eles Diadorim, seu maior amigo. A linguagem utilizada é a de Riobaldo, uma vez que a história é narrada por ele, então somos brindados por um vocabulário difícil e engraçado, que nos envolve na narrativa, tornando-nos parte daquele universo tão estranho. Escolhendo cuidadosamente a ordem em que apresenta as cenas, de forma a deixar a mais impactante para o clímax do terceiro ato, Guimarães Rosa nos brinda com uma obra atemporal, que deveria ser lida por todos os amantes da literatura.
No ano anterior, os dois primeiros volumes de Scott Pilgrim estavam aqui, então não poderia ser diferente com Scott Pilgrim Contra o Mundo Vol. 3, que encerra a história de forma um pouco diferente do filme, mas tão interessante quanto. =]
O jornalista e editor Sidney Gusman sempre recomenda HQ's em seu twitter pessoal. Sua justificativa para recomendar Três Sombras chamou a minha atenção e resolvi comprar o álbum, que conta a história de um pai desesperado para salvar a vida de seu filho, uma vez que três sombras aparecem para buscá-lo. A arte e a narrativa são o melhor da obra do francês Cyril Pedrosa, que mereceu esta menção honrosa nos tops de 2011.

5. Para Ler Como Um Escritor
Não sei se todos aqui conhecem meu passado de escritor amador, mas pretendo em 2012 retomar esse lado da minha vida, voltar a escrever. Para isso decidi ler um conjunto de livros técnicos com dicas para a área, dos quais o melhor foi Para Ler Como Um Escritor, da americana Francine Prose. A especialidade dela é analisar cada palavra, partindo de uma afirmação de que todas são escolhidas a dedo pelo escritor. Então a partir de um parágrafo, ela escreve umas 10 páginas de análise daquele excerto de uma obra. Fiquei chocado com essa possibilidade e a forma como ela conduz o fluxo dos capítulos fez o livro voar.

4. Trilogia Millennium
Tive que trapacear esse ano no top de livros. Foram muitos livros bons para elencar apenas 5 aqui. Assim, decidi agrupar as obras relacionadas em uma única posição. =X Não sei se farei isso todos os anos, como não fiz no ano passado, mas dessa vez essas obras são tão homogêneas entre si que fez sentido. Sendo assim, a quarta posição do top é a Trilogia Millennium, do falecido autor sueco Stieg Larsson. Contando a história do jornalista investigativo Mikael Blomkvist e da esquisita jovem Lisbeth Salander, os três livros trazem mistérios aparentemente insolúveis e muita aventura de risco. Devorei-os rapidamente, na angústia para saber o que aconteceria a seguir. Os três livros foram adaptados pelo cinema na Suécia e agora o primeiro deles, Os Homens que não Amavam as Mulheres, está prestes a chegar aos cinemas nas mãos hollywoodianas e competentes de David Fincher.

3. As Crônicas de Gelo e Fogo, partes II e III
No ano anterior, o volume I da grande saga do George R. R. Martin, A Guerra dos Tronos, esteve no top. Esse ano então, A Fúria dos Reis e A Tormenta de Espadas cravam essa terceira posição. A história dos Stark continua e o autor permanece impiedoso com relação a alguns dos principais personagens. A narrativa se torna mais e mais complexa e aos poucos todos os reinos entram na história e na briga pelo trono de Westeros. E percebi que nós leitores estamos presos em uma teia narrativa, que vem sendo trançada cuidadosamente desde o início do primeiro livro. O ritmo da série é todo especial, bem como sua narrativa deliciosamente intercambiando o foco entre os personagens. Em 2012 o quarto volume sai no Brasil e já promete brigar por uma vaga nessa lista.

2. A Hora das Bruxas I e II
Há muitos anos que sou grande admirador das crônicas vampirescas da Anne Rice, tendo lido uns 10 livros da autora americana, mas só em 2011 pude ler o primeiro volume (dividido em dois livros no Brasil) de sua saga das bruxas Mayfair. Eu não esperava muito, mas fui surpreendido por uma intrincada narrativa remetendo à França de séculos atrás e às origens da Ordem Talamasca, que investiga o sobrenatural no universo dos livros da Anne Rice. A obra narra a história da neurocirurgiã Rowan Mayfair e do restaurador Michael Curry, enquanto eles se vêem às voltas com o espírito Lasher. Os vampiros de Anne Rice são pra mim os melhores já criados, gosto muito da mitologia elaborada por ela para a série. A ideia das bruxas manipularem espíritos não é a mais bacana, mas serviu adequadamente para os propósitos da história. É impressionante como cada personagem das obras da autora tem características distintas e uma tridimensionalidade rara para personagens menores. A Rocco relançou finalmente os livros Lasher e Taltos, que continuam A Hora das Bruxas e estão nos meus planos para 2012.

1. Trilogia The Hunger Games
Há alguns anos a Editora Conrad começou a publicar no Brasil o mangá Battle Royale. Não comprei, mas li a sinopse, que era algo similar a: "jovens estudantes são levados a uma ilha onde devem batalhar até a morte, de forma que reste apenas um; e todo o espetáculo é transmitido via televisão para o mundo, como uma espécie de reality show macabro". Passou o tempo e a Mariana Bergo leu os livros da série Jogos Vorazes, da autora Suzanne Collins, e começou a fazer propaganda no Twitter. E a sinopse era similar a de Battle Royale. Ocorre que tantas e tantas pessoas seguiram a propaganda da Mariana e começaram a elogiar a série, que eu decidi que precisava ler também. Comprei o box da trilogia direto na Amazon (mais uma vez sob orientação da Mariana e de sua amiga Cecília, que me informaram que a tradução publicada pela Editora Rocco no Brasil cometia erros grosseiros, alterando em certos casos até mesmo o significado) e devorei os livros The Hunger Games (Jogos Vorazes), Catching Fire (Em Chamas) e Mockingjay (A Esperança, na versão nacional).
A trama acompanha a jovem Katniss Everdeen, uma adolescente que reside num lugar chamado Distrito 12, uma das 12 regiões administrativas submetidas à Capital do lugar conhecido como Panem, uma espécie de Estados Unidos pós-apocalíptico, onde os recursos naturais são escassos e a população dos distritos atua de forma semi-escrava conforme as ordens totalitaristas de um Presidente que está mais para ditador. Todos os anos a Capital sorteia dois adolescentes de cada distrito para participar dos jogos. Os 24 escolhidos, que então são chamados de tributos, são levados para uma arena, onde devem batalhar até a morte. A história se inicia quando a irmã de Katniss é sorteada e a insensata protagonista se voluntaria para participar em seu lugar. O outro tributo do Distrito 12 é Peeta, o filho do padeiro, que vive em melhores condições que a paupérrima família Everdeen.
Não poderei falar muito do que ocorre nos dois livros seguintes sem revelar o final do primeiro volume, mas posso atestar que a qualidade da narrativa é ascendente, concluindo em um clímax capaz de enlouquecer qualquer leitor. Eu mesmo fiquei estupefato e só depois de trocar alguns e-mails com a Mariana e a Cecília reconheci o quão corajosa havia sido a decisão da Suzanne Collins. Essas obras estão em primeiro lugar na minha lista pelas seguintes razões:
1) Narrativa hipnótica: a autora segue o padrão de cliffhanger em cima de cliffhanger, de forma que o leitor fica preso à história, impulsionado pela necessidade de saber o que vai acontecer em seguida;
2) Futuro distópico: sou um grande admirador de ficção científica e, dentro do gênero, uma das minhas linhas narrativas favoritas é a das distopias, como nas obras 1984, de George Orwell, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley e Farenheit 451, de Ray Bradbury. O futuro dos livros Jogos Vorazes é mais um em que os cidadãos são submissos ao governo, sem perspectivas de alterar este cenário;
3) Coragem: as decisões da história são extremamente corajosas. Decididamente, não são livros para adolescentes de cabeça fraca. Desde o primeiro volume que o clima já é muito pesado e essa sensação só se intensifica;
4) Voz narrativa: acho que o principal fator de sucesso é a brilhante voz narrativa da Katniss. Ao escolher escrever um livro em primeira pessoa, o autor deliberadamente nos dá apenas o ponto de vista daquele personagem, e acompanhar todos os acontecimentos de dentro da cabeça da Katniss é... espetacular!
Encerrando esse comentário, o primeiro livro está sendo adaptado para o cinema, com a Jennifer Lawrence (X-Men, Inverno da Alma) no papel da Katniss. A divulgação até agora tem sido positiva, aguardemos março para ter certeza!

Cartaz do filme Jogos Vorazes



Filmes - Cinema

Menções Honrosas: Contra O Tempo, Trabalho Interno e Lixo Extraordinário.
Lunar (que infelizmente não assisti ainda), filme de estreia do diretor Duncan Jones, filho do cantor David Bowie, tem sido muito comentado. Contra O Tempo é sua segunda e ótima incursão no cinema. Jake Gyllenhaal interpreta um soldado americano que acorda dentro de um trem no corpo de uma pessoa desconhecida e conversando com uma garota que nunca viu (a bela Michelle Monaghan, que adoro, vale ressaltar =P). E após 8 minutos o trem explode e ele volta a acordar no mesmo instante, como se estivesse preso numa espécie de Feitiço do Tempo. Mais não contarei para evitar os spoilers, mas as revelações e os rumos da trama agradam e a energia sempre competente do irmão da Maggie conferem a sensação de desespero necessária para impactar os espectadores.
Os documentários indicados ao Oscar desse ano foram todos excelentes. O vencedor, Trabalho Interno, conta os bastidores das finanças americanas, revelando os podres relacionados à crise que vem abalando os EUA. A forma como o documentário é conduzido é excepcional e suas revelações impactantes. O filme Margin Call, prestes a ser lançado no Brasil, trata de uma história similar, mas desta vez na forma de ficção, veremos se a qualidade é mantida.
Lixo Extraordinário é outro dos indicados a melhor documentário no último Oscar e conta a história dos catadores de lixo de Gramacho, o lixão do Rio de Janeiro e como a chegada do artista plástico brasileiro Vik Muniz altera as suas vidas. As tristes histórias de vida provocam reflexões e as belíssimas obras de Muniz os marcam para sempre.

10. Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte II
Quase 10 anos após o lançamento de Harry Potter e A Pedra Filosofal, o oitavo e último longa da multibilionária franquia derivada dos livros da J. K. Rowling estreou nas telonas. Apesar da batalha final não provocar a catarse esperada, a emoção de ver a conclusão dessa longa jornada foi indescritível. Fui, como de hábito, à pré-estreia alucinada e acompanhei o fim de uma era. Não preciso falar de sinopse, né?

9. Exit Through the Gift Shop
Banksy é um grafiteiro britânico cujas verdadeiras identidade e aparência são secretas para o mundo. Dotado de um talento ímpar (eu não curto muito o trabalho de grafite, mas esse cara é especial, gostei demais do trabalho dele e assumo até que teria um quadro na minha sala =P), acaba produzindo esse documentário que não é exatamente sobre ele, mas sim sobre um maluco francês radicado nos Estados Unidos chamado Thierry Guetta que começa filmando grafiteiros e acaba se tornando um artista ele próprio. As figuras encontradas por Thierry são fantásticas e a seleção das cenas inclusas no documentário é primorosa.

Uma das polêmicas obras de Banksy

8. 127 Horas
Apesar de sofrer fortes críticas, eu gosto do Danny Boyle. Neste longa ele conta a história de Aron Ralston (James Franco), um alpinista que fica preso em uma rocha numa região desértica do estado de Utah e acaba tendo que lutar pela própria vida. A montagem e a trilha sonora ágeis, bem como a interpretação segura de Franco, garantem o sucesso do longa.

7. Eu sou o Amor
Esta singela obra de arte, estrelada pela rainha da androginia Tilda Swinton, acompanha a vida da esposa do patriarca de uma tradicional família italiana, que tem que lidar com as angústias da alta burguesia e a crise que a meia idade lhe provoca. Contando mais por imagens e expressões que por palavras, esta obra vem para consolidar o talento de Swinton para atuações intimistas.

6. Cisne Negro
O Darren Aronoksky é um grande diretor, embora seu melhor filme, Réquiem para um Sonho, já tenha passado dos 10 anos. Neste seu mais recente trabalho, Cisne Negro, Aronofsky faz uso da excelente fotografia de Matthew Libatique e da trilha sonora de seu colaborador habitual, Clint Mansell, para contar a história de Nina, uma bailarina perfeccionista que tem a chance de representar o papel principal do balé O Lago dos Cisnes, mas não tem a sensualidade e paixão necessárias para viver o Cisne Negro, identificando-se mais com o Branco. O longa conta com uma interpretação finalmente reconhecida da talentosa Natalie Portman, que constrói uma Nina insegura e atormentada, que se perde com a figura enigmática e selvagem da personagem de Mila Kunis. Destaque também para Barbara Hershey, que interpreta a mãe de Nina.

A bailarina Nina

5. Namorados para Sempre
Eu sou um grande admirador do trabalho da Michelle Williams desde os tempos do seriado Dawson's Creek, no qual era era a mais promissora do elenco de jovens protagonistas. E curto também o Ryan Gosling desde Diário de uma Paixão, embora ele costume interpretar papéis bem similares, mas se dá bem em todos. Nesse longa, eles interpretam um casal vivendo um relacionamento em crise e enquanto acompanhamos a tentativa de resolução dos problemas conjugais, a narrativa é entrecortada com cenas do início do relacionamento do casal. Uma bela e trágica história de amor. E com uma péssima tradução de título (o original é Blue Valentine).

4. Bravura Indômita
Os Irmãos Coen constroem um dos melhores faroestes dos últimos anos, bastante original, mas sem deixar de prestar homenagens aos clássicos de John Ford e companhia. Bravura Indômita conta a história da jovem Mattie (a revelação Hailee Steinfeld), que contrata Rooster Cogburn (Jeff Bridges) para caçar o assassino de seu pai, Tom Chaney (Josh Brolin), que também tem sido perseguido pelo Texas Ranger LaBoeuf (Matt Damon). Acompanhamos a interação entre esses tipos estranhos na busca do assassino, com o humor e o esmero habituais dos Coen.

3. Rango
Quem diria que o Gore Verbinski, diretor da trilogia Piratas do Caribe, seria capaz de fazer uma animação tão competente quanto Rango, um dos melhores filmes de 2011? Johnny Depp dá voz ao camaleão de estimação Rango, que acaba se perdendo de sua dona no meio do deserto. O roteiro aproveita o ensejo para fazer um grande faroeste, com Rango como o forasteiro da cidade que precisa ganhar o respeito dos habitantes e enfrentar o grande bandido em um duelo. Apuro técnico e qualidade narrativa são aliados a cenas de ação muito bem construídas e personagens divertidos num espetáculo de primeira!

2. A Árvore da Vida
Em 2011 tivemos dois filmes com imagens absolutamente fantásticas: Melancolia, do Lars Von Trier, e este A Árvore da Vida, do recluso diretor Terrence Malick. Melancolia também é ótimo, mas o longa "estrelado" pelo Brad Pitt é uma obra-prima, um espetáculo visual sem igual. Valeu muito a pena assistir no cinema para aproveitar ao máximo a qualidade absurda das imagens e da trilha sonora. Por acaso tem algumas farpas de história por ali, mas este é um mero detalhe.

1. Super 8
Sei que a esmagadora maioria das pessoas estranhará essa minha decisão, mas a verdade é que eu me apaixonei por Super 8. Gosto muito do trabalho do J. J. Abrams e, apesar de concordar que certas coisas poderiam ser melhores (o que só demonstra o quão fraco esse ano foi para o cinema), a história e o estilo do longa estrelado pelo jovem Joel McHale e pela promissora Elle Fanning (que tem uma voz adorável e é a irmã mais nova e mais alta da Dakota) me agradam em demasia. Aventura, estilo oitentista, romance adolescente... tudo que eu adoro! Podem criticar as falhas do filme, mas o fato de lembrar o Spielberg dos anos 80... o fez conquistar essa primeira colocação.

A Elle Fanning Zumbi (esse não é um spoiler =P)



Filmes - Geral

Menções Honrosas: Rango, Bravura Indômita e Namorados para Sempre.
Sobre Rango, vide acima.
Sobre Bravura Indômita, vide acima.
Sobre Namorados para Sempre, vide acima.

10. Império do Sol
Na minha adolescência, Spielberg conquistou o posto de meu diretor favorito graças à trilogia Indiana Jones, que foram meus filmes prediletos durante muitos anos. Todavia, eu tinha inúmeras brechas na sua filmografia, que procurei sanar este ano. Aliás, o primeiro colocado dessa lista havia sido assistido por todos, menos por mim. Nunca entendi como cresci nos anos 80 sem tê-lo assistido, mas enfim. Então esse Top 10 de melhores inéditos do ano possui nada menos que 7 longas do Steven, um outro clássico que eu nunca havia visto e dois filmes lançados nos cinemas em 2011.
Spielberg tem vários temas recorrentes na sua filmografia: crianças, pais ausentes, extraterrestres, finais felizes, belos planos com o pôr-do-sol e guerras (sobretudo a II Guerra). Império do Sol faz uso da temática de guerra, é estrelado por uma criança (um jovem Christian Bale, sem nenhuma sombra de que seria capaz de fazer a voz do Batman um dia =P) e possui um quadro de pôr-do-sol. =P Fora que, de uma forma ou de outra, o tema pais ausentes também está lá. O jovem Jamie se perde da família durante a invasão japonesa em Shanghai na II Guerra Mundial e tem que aprender a se virar. Não ficarei repetindo nos comentários de todas as belas obras do Spielberg que a direção e as atuações são competentes e etc. O tocante aqui é a forma como a história é contada. Spielberg é mestre em falar de temas pesados fazendo uso de uma atmosfera mais leve. Então mesmo com todos os horrores da guerra e o sofrimento vivenciado pelo protagonista, não há excesso de drama. O foco está no amadurecimento do personagem.

A obra de arte que é o cartaz de Império do Sol

9. Amistad
A comovente história de um grupo de escravos que vão parar nos Estados Unidos em 1839 e são presos como fugitivos. A dificuldade é que nenhum deles fala Inglês nem os americanos encontram intérpretes adequados de seu idioma natal. Felizmente, John Quincy Adams (interpretado por Anthony Hopkins), filho do ex-presidente John Adams, é um grande abolicionista e ganha simpatia pela causa do escravo Cinque (Djimon Hounsou) e seus companheiros. Acompanhamos assim uma série de batalhas em tribunais na luta pela liberdade e pelo direito de voltar ao seu país de origem. Uma obra marcante pela temática e bem-sucedida na resolução de seus problemas.

8. A Árvore da Vida
Vide acima.

7. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final
Sim, eu nunca havia assistido nenhum dos quatro longas do Terminator, para desgosto do meu amigo Gilvan. Sob forte insistência dele, resolvi então encarar os quatro e gostei bastante, como já esperava que fosse gostar. Achei o quarto mais fraco e o primeiro e o terceiro ótimos, mas o segundo rouba realmente a cena. James Cameron aqui conquista o status de grande diretor de ação e tecnologia. Claro que não pude compartilhar do entusiasmo daqueles que assistiram ao longa nos cinemas e se deslumbraram com os efeitos visuais revolucionários, mas ainda assim reconheço no filme uma obra muito bem orquestrada que une aventura e ação na medida certa, personagens carismáticos e uma história empolgante.

O Terminator e John Connor (Arnold Schwarzenegger e Edward Furlong)

6. Super 8
Vide acima.

5. A Lista de Schindler
O longa que deu a Spielberg seu primeiro Oscar de direção e único de Filme e conta uma história de nazismo e de como um empresário alemão consegue salvar seus empregados judeus fazendo uma lista. A fotografia de Janusz Kaminski (que a partir deste longa se torna um colaborador habitual do diretor) é um espetáculo à parte. Ben Kingsley, mas principalmente Liam Neeson e o sensacional Ralph Fiennes encabeçam as magníficas atuações desta belíssima obra sobre a humanidade.

4. O Resgate do Soldado Ryan
Nunca fui grande admirador de filmes de guerra com armas de fogo, preferindo as batalhas com espadas e etc. Mas de todos que eu conferi, O Resgate do Soldado Ryan é imbatível. Tom Hanks é o Capitão de uma tropa que tem a missão de tirar um soldado chamado Ryan da guerra, uma vez que seus três irmãos haviam morrido em combate e seus pais mereciam ficar com o filho restante. Contando com mais uma fotografia deslumbrante de Kaminski, o filme narra uma história de superação e resistência. Nos faz imaginar que inúmeras histórias assim podem ter ocorrido de verdade, e mesmo que essa realidade tenha sido longe do Brasil, não deixo de me emocionar pensando no que as pessoas passaram (e ainda passam) em guerras mundo afora.

3. Tubarão
Não sei se já tinha visto um longa tão tenso como este. Reza a lenda que Spielberg queria mais cenas mostrando o tubarão, mas o boneco não ficou pronto a tempo e ele teve que ir filmando sem mostrar o animal. Se isso for verdade, foi um dos atrasos mais fortuitos da história do cinema! Eu destruí minhas unhas enquanto Roy Scheider e Richard Dreyfuss espreitavam no mar à caça do peixão. E se ele estivesse se aproximando? E se algo desse errado? Mas que atmosfera! Que atmosfera! Uma aula de suspense que serviu para que Hollywood descobrisse ali um diretor capaz.

2. A Cor Púrpura
A triste história de Celie, uma garota negra crescendo nos Estados Unidos do início do Século XX, que é forçada a se separar de sua querida irmã para casar com um homem bruto. Incesto, violência e preconceito são os principais temas desse longa, que conta com interpretações sensíveis de Whoopi Goldberg, Danny Glover e, quem diria, Oprah Winfrey. Lamentavelmente, este tocante drama foi indicado a 11 Oscars, não tendo vencido nenhum, sendo considerado um dos maiores perdedores da história da premiação.

1. E.T. - O Extraterrestre
Como assim eu nunca havia assistido ET, certo? Pois então, peguei vários trechos dele na TV, mas nunca do início, então acabava não conferindo o restante. É impossível não se comover com a linda história do extraterrestre bonzinho e sua amizade com o garoto Elliott. Eu já conhecia a história, mas não imaginava que seria tão impactante, mesmo seguindo uma estrutura narrativa simples. A verdade é que em vários dos grandes filmes de Spielberg, a narrativa não foi inovadora. A fórmula até costumava ser batida. Seu otimismo e espírito de aventura talvez sejam os principais responsáveis pelas grandes obras. Claro que sou suspeito para falar, pois até de Hook e Guerra dos Mundos (dois de seus longas mais criticados) eu sou fã. Só não dá pra defender Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal...

Eu poderia escolher outra imagem para encerrar este post?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Submarino: Nunca Mais

Tem se tornado um hábito encontrar relatos de consumidores reclamando do Submarino. Eu compro no site praticamente desde que ele surgiu, há mais de dez anos, e nunca tinha acontecido nada errado com os meus pedidos. Então eu pensava que essas pessoas eram realmente azaradas. Até que... chegou a minha vez.

Felizmente, não foi nada do tipo "tijolo" (veja aqui e aqui), mas ainda está me incomodando o suficiente para que eu não volte a fazer compras pelo site.

Há alguns meses a Editora Leya anunciou a pré-venda do livro Tormenta de Espadas, terceiro volume das Crônicas de Gelo e Fogo, do escritor americano George R. R. Martin. Demorei algumas semanas, mas acabei me decidindo por comprar em pré-venda. Após fazer uma pesquisa nos sites onde costumo comprar (Submarino, Americanas, Saraiva, Fnac e Cultura), notei que os preços eram muito similares e acabei optando pelo Submarino. Porém, fiz tudo às pressas, sem prestar muita atenção e quando o site me informou que a entrega seria feita em ATÉ 23 dias úteis, achei que era a data de lançamento. Não era, eles já me jogaram em um suposto segundo lote e eu só descobri no dia em que o livro chegou às lojas, quando noticiaram o evento. E percebi que algumas pessoas que haviam comprado na Saraiva depois de mim já tinham recebido a sua cópia. Mas até aí, ok. Eu assumo a responsabilidade por não ter verificado a data de lançamento, e ter aceitado os 23 úteis dias do prazo exposto.

Pois bem, meu primeiro incômodo foi ver dezenas de cópias do livro sobrando nas lojas. Por que o Submarino não tinha em estoque e todo mundo tinha? E eis que chegou o 23º dia útil e nada do meu livro (a compra foi no dia 25/8 antes das 8h da manhã, então, pelas minhas contas, o 23º dia útil seria 27/9). Fui procurar o atendimento online para reclamar e recebi do site uma mensagem informando que o atendimento não estava disponível e eu procurasse outros meios de contato. Como detesto telefone, mandei uma mensagem que chega por e-mail, para a qual recebi uma daquelas respostas automáticas informando que em no máximo 48 horas eu seria atendido. Esperei uma semana inteira e nem sinal de contato. Tentei mais uma vez o atendimento online e recebi a mensagem de que todos os atendentes estavam ocupados. E não me dava sequer a opção de ficar em uma fila de espera, coisa que até a Gol (que costuma ter um atendimento péssimo) oferece. Novamente optei pelo e-mail e redigi uma extensa reclamação narrando todo o histórico. Dessa vez me responderam em 48h e sabe o que disseram? Que estavam aguardando a Instituição Financeira autorizar o pagamento no meu cartão de crédito!!!! What??? Como assim eu fiz um pedido em 25/8 e a Mastercard não autorizou ainda depois de um mês e meio???

Então mandei a mensagem abaixo:
"Mas depois de tanto tempo ninguém entrou em contato comigo?
Alguma coisa está errada nessa história, porque a Instituição vai autorizar um pagamento depois de tanto tempo? E por que ela estaria demorando?
É possível cancelar o pedido ainda?"

Como foi hoje à tarde, ainda não tive resposta. Mas sabe o que aconteceu? Recebi agora à noite um e-mail do Submarino confirmando o pagamento e informando que o prazo de entrega começava a contar agora e a previsão era até 01/12. É, isso mesmo que você leu. 25/8 + 23 dias úteis virou 01/12 depois dessa confusão.

Meu palpite: alguém se esqueceu de processar meu pedido, sabe lá porque cargas d'água. Provavelmente os funcionários estavam sobrecarregados e a demanda pelo livro, que é um sucesso de vendas, deve ter sido mais alta do que o esperado.

Enfim, me sinto lesado e não voltarei a efetuar compras no Submarino. Deixo registrado aqui no blog o problema para que mais pessoas possam evitar passar por algo similar.

UPDATE: Nem tinha feito a conta! 06/10 + 23 dias úteis = 10/11. Por que 01/12????