terça-feira, 11 de agosto de 2009

Reviews de Agosto - Parte I

Como prometido, adianto aqui alguns reviews recentes. Na próxima semana tem mais!


Cinema:

1) À Deriva (À Deriva, 2009, Brasil, dir. Heitor Dhalia)


O pernambucano Heitor Dhalia fez fama com os filmes Nina e Cheiro do Ralo, o primeiro com storyboard e o segundo inspirado em livro do quadrinhista Lourenço Mutarelli. Neste seu novo projeto, Dhalia usou como base um pouco de sua experiência pessoal e escreveu sozinho o roteiro do longa, que apresenta uma família de férias em Búzios, em meio aos conflitos de um casamento e às descobertas da adolescência.
Filipa (Laura Neiva) tem 14 anos e está aprendendo o que é paixão, sexo e intimidade com garotos, ao passo que tem que lidar com o fato de seu pai ter uma amante e apenas ela saber, e sua mãe estar se tornando uma alcoólatra. O pai Mathias (Vincent Cassel) é um escritor francês radicado no Brasil que precisa conceber um novo romance e vai para o litoral paradisíaco buscando a inspiração para tanto. A mãe Clarice (Débora Bloch) é uma professora insatisfeita com a situação de seu casamento.
A direção de Dhalia tem em seus pontos altos os excelentes planos debaixo d’água (o trabalho de som também colabora para o sucesso das cenas) e alguns planos seguindo Filipa pela praia. O uso de closes pode ser considerado excessivo para alguns, mas é importante para delimitar o clima intimista e pessoal da história. Todavia, algumas cenas são atropeladas e a montagem peca na continuidade, criando um clima episódico na narrativa.
A fotografia de Ricardo Della Rosa (Casa de Areia) é belíssima, apostando no uso elevado do contraste, que ressalta a cor da pele dos personagens, sobretudo da protagonista Filipa, que faz grande parte das cenas em trajes de banho. As belas paisagens do litoral brasileiro auxiliam a fotografia a capturar a atenção do espectador. Percebemos que se trata de um filme de época, ambientado nos anos 80, pelas câmeras fotográficas analógicas, discos em vinil e máquinas de datilografia. Talvez as roupas pudessem auxiliar esse clima, afinal os anos 80 brasileiros foram marcados pelo mau gosto no vestuário e isso não é observado na obra. Para completar, a atriz americana filha de uma brasileira Camilla Belle (10.000 AC) surge com um figurino estranhíssimo para uma personagem americana, sempre com lenços na cabeça e exagerando na mistura de cores.
Se Laura Neiva (que foi descoberta no Orkut e vivenciava na filmagem a mesma fase da vida personagem, conferindo um realismo impactante à narrativa) retrata perfeitamente as emoções de Filipa, expressando na sua face os sentimentos da personagem, não faz o mesmo bom trabalho com os diálogos, que, em todo o elenco infanto-juvenil, soam artificiais e decorados. Por outro lado, Cassel cria um Mathias amável, como pai e muitas vezes como marido, apesar de suas atitudes mais visíveis escondem a angústia que vivencia em seu casamento. Débora Bloch confere autenticidade ao alcoolismo de Clarice e ao seu sofrimento diante da crise. Se Mathias, apesar de sensível, não deixa transparecer o que sente de verdade, Clarice é durona, mas se derrama em lágrimas ao pensar na real situação de sua vida. Já Camilla Belle surge completamente apática e nada consegue fazer para evitar que esqueçamos seu personagem dentro de pouco tempo.
O roteiro do filme toma rumos interessantes, mas falha na concepção dos diálogos, muitas vezes bobos e ineficazes. Talvez por isso, o diretor toma a decisão acertada de economizar no uso destes, deixando para o espectador a apreciação das paisagens e do que ocorre na personalidade de Filipa durante a história. A impulsiva garota é uma típica adolescente, desafiando os pais e buscando se enturmar com os colegas da praia. Sua história cresce em ansiedade durante o longa, culminando no momento em que sua mãe lhe conta a verdade sobre a crise no casamento.
Destaco ainda dois bons momentos da narrativa (não leia se não assistiu ao filme): Mathias não está acostumado a cuidar da casa e dos filhos, mas no momento em que se vê obrigado a tomar conta da casa, lava a louça desajeitadamente, assumindo a responsabilidade que agora lhe cabe; Na última e pior “bebedeira” de Clarice, seu filho mais novo a encontra caída no chão da casa, e Filipa tem que dar um banho gelado na mãe e cuidar dela, cena que apresenta uma inversão de papéis cruel para a adolescente, mas parte da vivência que vai formar o seu caráter.
Com algumas falhas no roteiro e na direção, À Deriva desperdiçou o potencial que tinha para ser um filme brilhante, mas ainda assim consegue cativar a atenção do espectador e oferecer um bom espetáculo visual e emocional que certamente compensa o custo de um ingresso ou uma locação.
3 estrelas em 5

2) G.I.Joe: A Origem de Cobra (G.I.Joe: The Rise of Cobra, 2009, EUA, dir. Stephen Sommers)


Os bonecos dos G.I. Joe, ou como eram mais conhecidos no Brasil, os Comandos em Ação, fizeram parte da minha infância. Ou melhor, foram os principais responsáveis pela maior parte das minhas brincadeiras, com outros bonecos variados junto. Quando comecei a ficar velho para brincar, ainda assim não os abandonei, divertindo-me mais em bolar histórias mirabolantes das mais variadas, inspiradas nos filmes, desenhos e quadrinhos que compunham o meu lazer da época, do que em realmente brincar. Quando pude notar que era mais divertido criar as histórias, parei de brincar e comecei a escrever. Mas até hoje, guardo meus Comandos em Ação prediletos juntos a outros itens que coletei com o passar dos anos.
Dito isso, eu não tinha grandes expectativas para o filme G.I.Joe, pois eu raramente seguia o estipulado para os personagens em minhas brincadeiras, e simplesmente aproveitava os bonecos em histórias de artes marciais, super-heróis, etc. Além disso, o nome de Stephen Sommers na direção não me deixou exatamente empolgado. A história apresenta um time formado pelos melhores soldados do mundo, enfrentando uma célula terrorista em formação, ambos fazendo uso de tecnologia de ponta para alcançar seus fins.
Após quinze minutos de película, perguntei-me se o filme não seria na verdade dirigido pelo Michael Bay, já que a cada instante novas e maiores explosões surgiam em cena. Por ser um blockbuster de verão focado na faixa adolescente masculina, seu foco está nas cenas de ação, estas bem esquematizadas e acompanhadas por efeitos visuais competentes, por um trabalho visual tecnicamente correto (em trajes, aviões, armas, etc.), além de um ótimo esforço no som, que normalmente é lembrado nas cerimônias do Oscar para o gênero. A tecnologia exibida pelos personagens é criativa, sobretudo os hologramas que parecem ser capazes de se movimentar livremente (ainda não compreendi exatamente como eles fazem isso =P).
Infelizmente, o filme é extremamente falho no roteiro e nas atuações, que boicotam o longa. A trama é desnecessariamente confusa, e o número excessivo de personagens atuantes não permite que nos identifiquemos adequadamente com nenhum deles, até porque são pobremente estabelecidos pelo roteiro, e o filme se conclui sem que tenhamos eliminado todas as confusões sobre quem é quem. A história investe em personagens comuns desse tipo de produção: o mocinho imbatível (Duke, vivido por Channing Tatum); o chefe durão (General Hawk, vivido por Dennis Quaid); o amigo engraçadinho (Ripcord, interpretado por Marlon Wayans); o vilão afetado (uma caricatura de Christopher Eccleston como McCullen); e até mesmo um cientista louco (encarnado por Joseph Gordon-Levitt).
O longa tenta estabelecer um clima de tensão, mas não obtém sucesso, pois em momento algum sentimos que os personagens bonzinhos têm chance de não sair por cima da trama. Ao revelar a verdade sobre o cientista louco, os roteiristas esperam que nos choquemos e torçamos para que Duke consiga vencer o personagem. Mas o fato jamais vem a ocorrer, porque não nos interessamos pelo destino dos personagens e a tentativa de estabelecer uma história é falha. A mais ridícula tentativa de identificação com os personagens se dá através da Baronesa, que quando mocinha é loira e quando vilã é morena e usa óculos. A tensão é ainda atrapalhada por já sabermos (está no trailer) que a Torre Eiffel vai desabar, façam os heróis o que fizerem para resistir, eliminando a emoção.
O filme de Sommers contém ainda tantos fatos esdrúxulos que preferi enumerá-los:
• As granadas arremessadas pelos personagens do Exército na primeira cena de ação explodem muito perto dos Cobras, mas os personagens sequer se mexem – claro, quando gravaram a cena não havia as explosões;
• Duke anda com uma foto de sua ex-namorada que não vê há quatro anos e da qual já desistiu no meio de uma missão do Exército;
• Duke e Ripcord são levados para a base ultra-secreta dos Joes sem hesitação;
• Duas crianças que duelaram um dia e foram treinadas pelo mesmo mestre no Japão se encontram em lados opostos das forças do filme – uma história pouco verossímil;
• Baronesa de “Cobray” exigiu risadas ao ser mencionado na telona;
• Ter que usar palavras celtas para ativar certos comandos de um Caça é ridículo, os personagens descobrirem esse fato sem maiores indicativos é mais ainda, completado por ter uma personagem que sabia que palavras dizer, e sempre acerta na primeira tentativa;
• São realizadas inúmeras e ridículas tentativas de demonstrar o entrosamento dos personagens, como uma cena desnecessária ambientada na academia da base;
• A personagem Scarlett (Rachel Nichols) é super-inteligente, exímia lutadora, bonita, divertida... é a mulher perfeita? (E ainda assim não consegue cativar);
• Os diálogos risíveis, como o ocorrido em uma perseguição do ninja Snake Eyes aos vilões, no qual Baronesa exclama: “Ele deve ter desistido!”, ao que Storm Shadow prontamente retruca: “Ele nunca desiste!”.
O elenco é extremamente homogêneo – todos estão péssimos –, com destaque para Tatum, que encarna um dos protagonistas mais ridículos dos últimos anos (e nesse aspecto Transformers 2 é um filme superior, por contar com o carisma de Shia LaBeouf). Marlon Wayans exagera nas piadinhas com as quais se acostumou após a série Todo Mundo em Pânico, o que nada lembra seu ótimo desempenho em Réquiem para um Sonho. Sienna Miller e Rachel Nichols surgem apenas para desfilar sua beleza na tela. Até mesmo Jonathan Pryce, que está interessante como o governador de Piratas do Caribe, por exemplo, surge apático ao encarnar o presidente dos Estados Unidos. Ainda: a presença de Arnold Vosloo no elenco é um péssimo indicativo de baixa qualidade, o que é comprovado pelos assobios irritantes de seu personagem.
As cenas de ação são interessantes, e a queda da Torre Eiffel impressiona – faz parecer que é um filme-catástrofe do Roland Emmerich, mas pecam pelos exageros, criando tecnologias e batalhas tão irreais que não somos capazes de crer minimamente na viabilidade delas no contexto da história. A trama boba não consegue sequer me fazer recordar de algumas de minhas ótimas brincadeiras da infância.
2 estrelas em 5




TV:

1) True Blood 2x07
Sam escapa por pouco do ritual de MaryAnn, auxiliado por um desnorteado Andy Bellefleur. O metamorfo não sabe o que fazer após uma conversa com Daphne, que lhe explica tudo sobre a misteriosa mulher. Descobrimos que MaryAnn é uma Mênade! As Mênades eram as sacerdotisas de Dioniso (ou Baco, para os romanos), e as principais organizadores de suas festividades (ou banquetes, ou bacanais), que eram regadas a vinho e sexualidade, com danças esfuziantes, sacrifício de animais e até de homens. Ainda não decidi se estou satisfeito ou não com a revelação. Não deixa de ser interessante envolver mitologia grega no mundo sobrenatural dos vampiros estabelecido na série. Veremos o desenrolar dos acontecimentos, mas certamente haveria de ser algo do gênero. Lorena impede Bill, sua criatura, de ir salvar Sookie, mesmo após o perigo que este sabe que a garota corre. Conhecemos mais do passado dos dois, e descobrimos que o vampiro sempre foi diferente e mais humano que os outros, e fugia desse aspecto para agradar a sua criadora, tendo se arrependido dos sacrifícios após décadas. Agora está mais clara a associação do vampiro com Louis, personagem das crônicas de Anne Rice, o mais humano dos vampiros da Literatura. No quarto vizinho, Jessica e Hoyt formam o casal mais fofo da série, estabelecendo desde já um sentimento puro e humano. A garota está sendo bem criada por Bill, com o auxílio fundamental de Sookie, e lamento que ela esteja inserida em uma mera subtrama.
Na Sociedade do Sol, Sookie descobre que Hugo, o amante da vampira Isabel, é o grande traidor, e seu motivo é simplesmente a recusa de seu amor de transformá-lo em vampiro. Aliás, este drama parece afligir grande parte dos contos vampirescos. Por isso eu gosto de Lestat (o protagonista das histórias de Anne Rice), que age de maneira impensada e cria vampiros quando gosta das pessoas, ao invés de ver em si uma maldição que não deve ser propagada às pessoas que ama. Após correr extremo perigo, surge aquele que deve ser Godric (apesar de me parecer mais alto que nas memórias de Eric, e sem algumas tatuagens – seria pintura?) e a salva. E agora? O que levou o vampiro bimilenar a ser preso pela Sociedade do Sol? Será que eles possuem um poder que desconhecemos? Algum outro ser sobrenatural os auxilia? Para concluir, o episódio mostrou a pastora Sarah alvejando seu novo amado Jason Stackhouse, após seu esposo descobrir sua ligação com Sookie. Terá morrido o irmão da protagonista? Que surpresas Alan Ball (o criador da fabulosa Six Feet Under e de True Blood) nos reserva? Excelente episódio, mais uma vez!
Nota: 10




Quadrinhos:

1) X-Men Extra 91
X-Men Extra começa com a segunda história de Warren Ellis e Simone Bianchi à frente de Astonishing X-Men. Não sou muito fã do traço do italiano, que em alguns quadros deixa os personagens estranhos, mas a coloração de Simone Peruzzi está razoável. A trama mostra a equipe de Ciclope chegando ao tal cemitério de espaçonaves nunca citado na cronologia dos mutantes e enfrentando a resistência do tal mutante com dons de combustão. Uma caixa estranha é apresentada e um tal Anexo é citado. A história até aqui tem bons momentos isolados, como o arremesso especial de Armadura e Wolverine, mas ainda não engrenou e as edições parecem ser episódicas, com mudança de cenário e foco narrativo, mantendo apenas a idéia central por trás. Ellis é excelente nos diálogos, com destaque mais uma vez para Emma Frost que, ao precaver os colegas de equipe sobre a ilha, conclui: “E, em nome de tudo que é mais sagrado, não usem os banheiros. E, sim, eu sou esnobe. Não havia a menor necessidade de todos pensarem isso ao mesmo tempo”. Ademais, não suporto esse novo Ciclope que decidiu sacrificar vidas quando se fizer necessário. Muito engraçado da parte dele criticar Xavier por ser uma pessoa que precisava tomar decisões difíceis e facilitava a vida de seus pupilos escondendo estes fatos deles, mas estar agora se tornando um líder de guerrilha e não mais um herói.
Cable continua em um ritmo um pouco mais lento que a maior parte das histórias da editora, abrindo espaço para diálogos e para a bela arte pintada de Ariel Olivetti. Reencontramos Míssil, que afirma ser o último mutante vivo no futuro visitado pelo protagonista. Nathan foge de Bishop com a ajuda da garçonete Sophie, mas parece se arrepender de deixar seu amigo e pupilo Sam para enfrentar um excelente soldado como Bishop. O final deixou bem claro que Cable está cansado de fugir e vai enfrentar seu perseguidor. Parando para refletir, foi uma boa idéia da Marvel colocar dois de seus melhores soldados em uma aventura estilo gato e rato.
O primeiro arco dos Novos Exilados conclui de maneira boba. Buscando variar um pouco os temas exaustivamente utilizados nas histórias da equipe, Claremont não conclui o salvamento das pessoas daquela realidade e revela que o objetivo do grupo no local era recrutar um novo integrante, a curiosa versão de Gambit no lugar, filho de Namor e de Susan Richards! De toda forma, parece que um clima vai surgir entre ele e Vampira (que óbvio!). Resta esperar para ver o que aconteceu com os demais integrantes da equipe. É incrível que o título ainda exista. Foi bom, teve seus momentos, mas...
X-Force é uma grande surpresa! Não só pelo fato da história da edição praticamente não mostrar o time de humanos anti-mutantes reunidos por Bastian no final da última aventura, mas pela coragem dos autores Craig Kyle e Chris Yost, antes responsáveis por um conjunto de histórias fracas dos Novos X-Men. Inicialmente, o espanto reside no fato de Rahne aparentar ter sofrido lavagem cerebral, e atacar impiedosamente seus colegas de equipe. Podemos ver a fúria da mutante ao liberar seus instintos, algo que raramente ocorre devido à sua natureza pacífica. Mas as surpresas não acabam aí: Lupina arranca as asas do Anjo e as leva para os Purificadores, que revelam que estas são feitas de material alienígena (ali implantado por Apocalipse após os eventos de Massacre de Mutantes) e fazem uso do sangue ali contido para criar novos soldados de asas metálicas como as do Arcanjo de outrora. O recurso foi muito inteligente e poderia inclusive ser utilizado para explicar a razão dos poderes curativos no sangue que Warren parece ter possuído há alguns anos. A aventura conclui com a metamorfose de Warren no Arcanjo, aparentemente dotado de muita fúria. Agora eu indago: e outros personagens utilizados por Apocalipse como seus cavaleiros, não guardam seqüelas? Bom, poderiam explicar Wolverine por seu fator de cura. A escura arte de Clayton Crain é muito adequada ao tom da narrativa, que é inacreditavelmente a melhor da revista.
Nota: 7

2) Universo Marvel 49
Christos N. Gage assume os roteiros das aventuras dos Thunderbolts após a saída de Ellis. O tom ácido dos diálogos permanece e a constante tensão entre os personagens parece prestes a explodir a cada instante. Um clone de Andrea Strucker surge e os irmãos Fenris parecem estar reunidos novamente. Certamente os personagens são bem menos ridículos hoje do que quando eram vilões bobos e coloridos da Marvel, mas ainda não conseguem despertar interesse. Osborn é o personagem mais complexo e anseio para saber como ele chegará ao status que vai ocupar dentro de alguns meses nas revistas da editora. Minha favorita Soprano acaba perdendo espaço sendo a única normal em meio a tantos desajustados. O Capitão Marvel, que é um Skrull disfarçado do Kree que foi seu maior pesadelo no passado, ataca a equipe, em mais um plano da Invasão. Norman surpreende oferecendo ao atacante um diálogo, deixado para a edição seguinte.
Não consigo me interessar por Motoqueiro Fantasma, muito mais adequado a revistas afastadas das grandes sagas da editora, como Marvel Max. A história não é tão ruim e revela que Danny Ketch está de volta e perseguindo Johnny Blaze, como desconfiei na história anterior. Não tenho expectativas por melhora de qualidade no futuro, infelizmente.
O Incrível Hércules apresenta o semideus grego e seus colegas de outros panteões finalmente alcançando a área dos sonhos onde estão as divindades Skrulls. Descobrimos que o cachorrinho Kirby é um Skrull (não sabia que eles poderiam reduzir tão drasticamente a sua massa), o que apenas mostra que até mesmo a sétima mente mais brilhante da Terra (Amadeus Cho) pode ser enganada pelas emoções. Lutas devastadoras acontecem, Pássaro da Neve é deixada para trás e os personagens finalmente encontram um Deus Skrull.
O Quarteto Fantástico de Millar tem uma história corrida, na qual Ben vai ao David Letterman assistir a uma entrevista da nova banda de Johnny Storm, mas este, a caminho, é surpreendido pelo ataque de sua ex-paquera Cindy e seu pai Luminal. Após um duelo rápido, surge o tal Encapuzado e derrota o Tocha Humana com facilidade. Susan janta com Alyssa Moy e esta revela que seu marido planeja levar apenas os favorecidos para a Terra artificial por ele concebida. Enquanto isso, Reed trabalha no laboratório e Johnny descobre que a equipe liderada por Bruce Banner (??) capturou ninguém menos que Galactus! Suspeito que os personagens tenham vindo do futuro. A edição em geral foi morna, com destaque para o menos interessante membro da família mais querida da Marvel.
Nota: 6.5

3) Os Novos Vingadores 66
A revista inicia-se na história dos Vingadores ainda na Terra Selvagem, e conhecemos a origem do Capitão América Skrull e de como a nave que os maiores heróis da Terra encontraram no jurássico ambiente foi montada com Skrulls que se voluntariaram para sofrer lavagem cerebral e implantes de memórias extraídas dos Vingadores (em oportunidades como a vista na minissérie dos Illuminatti) e realmente crêem serem aqueles heróis. É uma excelente idéia de Bendis, mas que não foi muito bem aproveitada. A nave simplesmente pousa na Terra Selvagem e entrete os heróis em lutas e confusão, mas não é realmente determinante para o sucesso da Invasão, mais centrado na infiltração de Skrulls em posições de destaque na camada de super-heróis, como a Mulher-Aranha, o Jaqueta Amarela, Jarvis, Dugan e outros. De qualquer maneira, isoladamente esta história é ótima, e finalmente percebemos que a Rainha Skrull é deveras inteligente e boa estrategista, para ter concebido plano tão ambicioso.
A ridícula história da Miss Marvel apresenta a heroína combatendo uma espécie de super-superskrull! =P Um ser irracional que lembra um macaco e que assimila um sem-número de poderes e alterna entre eles instantaneamente, aterrorizando os próprios alienígenas. A única cena relevante é a que mostra Carol descobrindo que o poderoso ser tem uma marca da Hidra. Não é de espantar, já que a Mulher-Aranha (ou melhor, a Rainha Skrull) se envolveu com a facção. Felizmente, a revista dá sinais de que está deixando a Invasão de lado para voltar a suas tramas péssimas.
Thor volta às páginas da revista e apresenta uma história fabulosa. Confesso que estava receoso com essa nova geração asgardiana, com uma Asgard dentro da Terra, e personagens um pouco descaracterizados. Mas meus receios eram completamente infundados. Com nove edições, posso afirmar que J. Michael Straczynski trouxe frescor novo ao personagem. Após o Ragnarok, os deuses nórdicos ganham uma nova chance. Thor ressurge e recria Asgard à sua maneira, flutuando sobre uma paisagem desértica dos Estados Unidos (claro, claro, o que Thor iria fazer no deserto de Gobi?) e aos poucos busca seus conterrâneos adormecidos no corpo de mortais. E assim surgem Balder, Heimdall, Volstagg, Hogun e Fandral. Até agora nenhum sinal de Sif, e Loki retornou, mas no corpo de uma mulher. Obviamente, o maior trapaceiro (ops, trapaceira) do Universo Marvel fez seu meio-irmão crer que estava regenerado(a) e já começa a realizar as armações e subterfúgios tão característicos de sua personalidade. Nessa edição, a deusa persuade o nobre Balder a sair pelo mundo em busca de aventuras, ao invés de permanecer em Asgard enquanto apenas Thor se diverte. Balder enfrenta gigantes do gelo e acaba sendo preso, e salvo por seu líder. A história conclui de maneira genial: Loki revela a Balder que este também é filho de Odin e teria tanto direito ao trono de Asgard quanto Thor. Na mitologia nórdica, o deus-supremo Odin é realmente pai tanto de Thor quanto de Balder, e esse fato era ignorado pela Marvel. Até agora! Os nórdicos sempre me fascinaram no que diz respeito à sua cultura mitológica. E nas histórias da Marvel, Thor foi por muito tempo um dos melhores personagens, talvez aquele com o núcleo de apoio mais completo. Balder, Sif, Loki, os Três Guerreiros, Karnilla, Encantor... todos tão fascinantes que poderiam facilmente conduzir uma série própria. Aliás, a maioria deles é até mais interessante que o próprio Thor.
A revista conclui com mais uma ótima história do Capitão América. James “Bucky” Barnes apanha do Capitão dos anos 50 e escapa com a ajuda do Falcão. E Pecado esfaqueou Sharon Carter! Terá ela perdido o único herdeiro de Steven Rogers? Desconfio que os planos do Caveira Vermelha envolviam se apossar dessa criança, e talvez gerar seu próprio exército de supersoldados. Só nos resta continuar acompanhando a complexa trama tecida brilhantemente por Brubaker.
É uma pena que Carol Danvers tenha estragado uma revista excelente.
Nota: 7.5

4 comentários:

Monica Loureiro disse...

Fiquei curiosa para assistir a este filme, À DERIVA....

Monica Loureiro disse...

Fiquei bem curiosa pra ler este livro....

Elvis "Wolvie" disse...

Oh, grato pelo comentário! Assista À Deriva sim, é um bom filme! ^^

alex marques disse...

olh ao elvis.. mandando bem nas criticas!!!!! Pena que cinama aqui nem pensar... é esperar pra ver em dvd!!!

Das revistas que vc comentou só acompanho "novos Vingadores"....e tá um inerno essa panini só atraza as revistas da assinatura... ainda bem que tá acabando..foi o jeito retornar pros scans...mas aumenos não tenho mais raiva!!!.. e não precisar ler mais Ms Marvel só por ler.. adeus cArol que chata vocÊ!!!!!


Estou colocando as coisas em dia!!