domingo, 11 de setembro de 2011

Férias - Parte IV: Serra Gaúcha

Em Porto Alegre alugamos um carro e seguimos viagem pela Serra Gaúcha. Passamos cerca de 9 dias na região e conhecemos as cidades de Nova Petrópolis, Gramado, Canela, Bento Gonçalves, Farroupilha, Carlos Barbosa, Garibaldi e Caxias do Sul, fora Novo Hamburgo, que fica no caminho entre Porto Alegre e a Serra. Todas são muito próximas, então andamos bastante entre elas. Infelizmente, há pedágios entre Nova Petrópolis e Gramado, entre Nova Petrópolis e Caxias do Sul e entre Caxias do Sul e Farroupilha. Então gastamos mais de 100 reais com essas taxas. Ao menos as estradas são bem sinalizadas, apesar de muito curvas e estreitas

 
Hospedagem - Pousada Vila Rica

Pontos positivos:
- Localização privilegiada: Nova Petrópolis fica mais ou menos no centro da Serra Gaúcha. Metade dos programas são em Gramado/Canela e a outra metade em Caxias do Sul/Bento Gonçalves/Farroupilha/Carlos Barbosa/Garibaldi. Cada grupo desses fica pra um lado de Nova Petrópolis. Para quem está de carro e vai passar mais do que 5 dias, é uma boa opção. Se for passar menos de 5 dias na Serra, é melhor se hospedar em Gramado/Canela e sair de lá apenas para o passeio de trem de Bento Gonçalves, aproveitando o dia para conhecer outras coisas na região;
- Conforto: camas macias, lençóis limpinhos, chuveiro quentinho, banheiro agradável, quarto espaçoso, serviço excelente;
- Café da manhã: boa parte do peso que ganhei na viagem se deve ao café da manhã espetacular dessa pousada acolhedora. Pães, tortas, geleias... Cada dia eu acordava ansioso para ver o que a gentil senhora que cuidava da refeição teria preparado de diferente. A Mari nunca mais vai esquecer a torta de limão, hahaha. Enfim, fiz bom uso do café nas 9 vezes que o tomamos;
- Acolhimento: dois irmãos (Jonas e Rafael, acho) bastante simpáticos administram a pousada. E acredito que a senhora do café da manhã seja mãe deles. Nos sentimos meio como se estivéssemos visitando parentes.

Pontos negativos:
- Aquecimento: o aquecimento é via calefação e foi menos eficaz do que eu pensava. Funciona apenas durante a noite e às vezes esfria do nada, demora a esquentar, etc. Enfim, nos causou alguns transtornos. Nada que não dê para contornar.


Cidades

Que região fantástica! Fomos no início de junho, então estava bem frio e agradável. Estradas belíssimas, árvores com folhas avermelhadas como no outono europeu, arquitetura alemã/italiana, tranquilidade e ar puro.

Pontos positivos:
- Europa no Brasil: tanto no clima quanto na tranquilidade, na gastronomia, na aparência e nos modos dos habitantes... as cidades menores da Serra parecem cidades pequenas do interior da Europa. Caxias do Sul é a maior, e distoa um pouco dessa impressão. Mas Nova Petrópolis, Gramado e Canela são pedaços da Europa no Brasil;
- Paisagem: faz parte do estilo europeu do item anterior, mas merece uma citação individual. A paisagem do lugar é indescritível. A Mari tirou as melhores fotos das belíssimas rodovias enquanto eu dirigia. Nas curvas fechadas e no sobe e desce, me senti nas paradisíacas paisagens italianas.

Pontos negativos:
- Não consigo pensar em algum ponto realmente negativo nas cidades... talvez apenas a dificuldade para se encontrar caixas eletrônicos e tal, mas justamente por serem cidades pequenas. Eu não gostaria que fossem maiores. =P


Pontos Turísticos

Recomendo:
- Catedral de Gramado: eu não sou particularmente religioso, mas adoro visitar Igrejas com construções diferentes. A catedral de Gramado é toda de pedra e muito bonita, sobretudo por fora. Ostenta esculturas dos doze apóstolos, o que achei bem bacana;
- Catedral de Canela: também é de pedra e o forte é a iluminação, principalmente à noite. Ela alterna entre três ou quatro cores e pode ser vista de muito longe;
- Igreja San Pelegrino: essa Igreja, em Caxias do Sul, vale o passeio. Externamente, é bonita, mas normal. Agora seu interior... possui um mosaico de pinturas belíssimo no teto no melhor estilo Capela Sistina. Também conta com várias ilustrações, todas muito bem realizadas por um pintor local descendente de italianos e já falecido. Ainda conta com uma réplica enviada pelo Vaticano da Pietá de Michelangelo;
- Museu de Carros Hollywood Dream Cars: pra quem gosta de carros antigos esse museu é um prato cheio. As décadas de 40 a 60 são as melhor contempladas, com Fords e Chevrolets clássicos, que farão os amantes de cinema lembrar de filmes noir e da era de ouro de Hollywood. Há três museus do mesmo dono: este, o da Harley e o de Cera. O ingresso é meio caro (R$ 20,00 cada), mas comprando pra dois museus, ganha-se o terceiro;
- Museu de Cera: muito divertido para lembrar de artistas, personagens de filmes e personalidades famosas. De Harry Potter a Pelé, passando pelo Michael Jackson, a maior parte das representações é realista e dá oportunidade para fotos divertidas;
- Mini Mundo: uma das melhores atrações de Gramado, possui um conjunto de miniaturas de construções famosas. Castelos antigos, estações de trem, pontes e até um aeroporto, todos na escala 1/24 e construídos com base no sonho do já falecido fundador. O ingresso não é barato (acho que foi R$16,00 - todos os museus na região são particulares, então acabam sendo caros), mas vale a pena;
- Maria Fumaça: esse passeio é imperdível! Não achei tão empolgante quanto o Curitiba-Morretes-Paranaguá, mas vale o ingresso para o tour Bento Gonçalves-Garibaldi-Carlos Barbosa, que inclui a viagem, degustação de vinhos e espumantes, apresentações de música e comédia tipicamente italianas e o traslado de retorno, feito de ônibus. Ainda está incluso o ingresso para a Epopeia Italiana, uma espécie de teatro com vários cenários (no estilo Nova Jerusalém, mas em um galpão), que conta a chegada dos imigrantes italianos ao Brasil;
- Castelinho Caracol: localizado nas redondezas de Canela, a caminho do Parque Caracol. O Parque parece ser legal, mas cobra ingresso e achamos meio caro para apenas dar uma caminhada e ver uma cachoeira. Então, fomos apenas no Castelinho. Era uma casa e eles mantém os cômodos com a disposição similar ao que era quando era utilizada como residência. Cobram um ingresso meio caro, mas vale a pena por um item que comentarei na seção gastronômica;
- Lago Negro: é um parque público em Gramado, com um belo lago, que tem esse nome devido às árvores ao seu redor, trazidas da Floresta Negra na Alemanha. Há uma caminhada leve ao redor do lago, passeio de pedalinho (que não fiz) e uma lanchonete com ótimos cafés (quentes ou gelados). Vale pelo contato com a natureza e com a vegetação tipicamente europeia;
- Zoológico de Gramado: o ingresso é caro (acho que custou R$ 18,00), mas a organização do zôo, que possui apenas animais da fauna brasileira, merece a conferida. Tirei inúmeras fotos, gravei vídeo dos animais, etc.;
- Passeio pelas ruas de Gramado: Gramado é um espetáculo à parte. Caminhar pelas ruas, fazendo pausa para um chocolate quente, tem um gosto especial. Claro que eu fui no frio, que potencializa esse efeito, mas deve ser divertido na época mais quente também. A região central é lotada de lojinhas de roupas e chocolaterias. É impossível resistir a trazer chocolates para os amigos;
- Vinícola Salton: fica meio afastada, mas vale demais a visita. O prédio é belíssimo, o processo de elaboração dos variados tipos de vinho e espumante é todo explicado e a degustação é fantástica. Quem não bebe pode se contentar com o suco de uva, não menos excelente. Eu normalmente não bebo, só abro exceção para vinho mesmo. Provei de seis distintos (dois mais fortes, dois mais amenos e dois espumantes, todos excelentes) e não fiquei tonto;
- Vinícola Chateau LaCave: a degustação não tem muita graça nem o passeio, mas vale a pena para conhecer um castelo medieval, incluindo calabouço e guias vestidas à caráter;
- Rodovias: os trechos Novo Hamburgo-Nova Petrópolis, Nova Petrópolis-Gramado e Nova Petrópolis-Caxias do Sul são belíssimos. Pegamos uma forte neblina e gostaria muito de ter as fotos da Mari pra mostrar a vocês, mas já faz mais de dois meses e ela não me enviou;
- Fábrica da Tramontina: Carlos Barbosa é a sede da Tramontina e há uma loja localizada dentro da fábrica com uma variedade imensa de itens. Para quem estiver pensando em comprar panelas e afins, pode valer a pena. O preço mostrado sofre um desconto de 20 a 30%, dependendo do item. Eles entregam em todo o Brasil, mas cobram o frete (paguei R$ 50,00 para entregarem um jogo de panelas e umas coisinhas mais que comprei, pode ser melhor que carregar o peso na volta);
- Compras de calçados: Novo Hamburgo é a capital do calçado e pras mulheres que gostarem de sapatos e sandálias vale dar uma checada. Minha amiga Mari pesquisou antes e fomos a vários outlets, incluindo o da Arezzo. Na chegada a Nova Petrópolis há um outlet da Converse, fábrica do All-Star. Peguei uma promoção de 3 pares por R$ 59,90 cada e fiz a festa! =D

Não vale o esforço:
- Labirinto gigante de Nova Petrópolis: ok, estava em reforma quando fomos, mas é muito sem-graça ainda assim;
- Igreja Nossa Senhora do Caravaggio: de difícil acesso e não é bonita;
- Fábrica de chocolates da Caracol: a visitação dura no máximo 10 minutos. No máximo vale pela loja, bem diversificada e um pouco mais em conta que a da Prawer (embora o chocolate da Prawer seja superior);
- Mundo a Vapor: ingresso caro e não oferece nada muito interessante. Miniaturas de máquinas a vapor, mas... honestamente, eu que sou um homem da ciência não consegui achar muita graça. XD Não chega a ser ruim, claro, mas não valeu o ingresso (acho que custou R$ 14,00);
- Museu da Harley: só vale a pena se você gostar muito de motos ou se pegar o ingresso gratuitamente, como eu peguei. =P Há várias Harleys clássicas dentro.


Gastronomia (meus amigos vegetarianos me perdoem, ok? =P)

- Galeteria DiPaolo: Considerado o melhor galeto do Brasil pelo Guia Quatro Rodas, a DiPaolo tem várias casas na Serra Gaúcha, mas nós fomos em uma que fica na estrada entre Bento Gonçalves e Garibaldi e fica em um castelo. O atendimento é o melhor que já vi. Os garçons não deixavam acabar nenhum dos pratos e já trocavam por outro cheio. O rodízio custa 30 e poucos reais e inclui: sopa de capeletti de entrada, maionese de batatas, salada com radicchi e um azeite delicioso, polenta frita, queijo a dorê, massas (espaguete e uma recheada com abóbora, com vários molhos à disposição) e o galeto primo canto mais famoso do país (primo canto é um galeto abatido muito novo, então é minúsculo, mas muito macio). Vale cada centavo. Ah, a sobremesa é batida: pudim, sagu ou ambrosia e também está inclusa no valor;
- Pignatella: Uma descoberta impressionante! É um restaurante italiano simples e que foge ao comum - segue a culinária da região do Tirol, um dos poucos do Brasil. Fica muito escondido, perto da Vinícola Salton, cobra valor por pessoa e não há escolha de menu. Eles trazem saladas, massas, carnes, uma atrás da outra e todas deliciosas. Tem até uma massa que pede para que adivinhemos seu recheio, mas contém um item (que não vou revelar =P) com sabor forte (e que eu nunca tinha provado) e que torna difícil a real apreciação. Eu adorei ter provado, mas não sei se quero repetir, porque ficou muito forte o gosto. XD É um belo restaurante, vale a visita;
- Fondue: ir a Gramado e não comer fondue é o mesmo que ir à praia e não mergulhar! Há várias casas de fondue, oscilando entre 40 e 60 reais por pessoa. É caro, mas inclui o fondue tradicional de queijo, o de carnes e o de chocolate, com reposição infinita. XD Fomos em um lugar chamado Ratatouille, que estava com uma boa promoção para a semana dos namorados. O fondue de lá era ótimo, mas estava muito cheio e o atendimento não foi do mesmo nível;
- El Fuego: cortes de carne no estilo argentino/uruguaio, possui pratos a la carte e duas formas de rodízio, sendo uma delas válida apenas dia de semana: a mais barata (acho que era R$ 24,90) dá direito a apenas uma carne da sua escolha; e a mais cara (acho que era uns R$ 45,00) a quantas quiser da variedade completa da casa. Mas ambas as modalidades dão direito a uma salada monstruosa, polenta frita, um acompanhamento adicional (batata, cebola, tomate, todos assados), arroz branco e feijão preto. Um molho à sua escolha acompanha a carne (recomendo o chimichurri, típico uruguaio). A carne é ótima, mas os acompanhamentos que realmente fazem a diferença. Arroz e feijão impecáveis, verduras de altíssima qualidade, molhos espetaculares. Eu achei muito barato, pela quantidade de comida. Pegamos a modalidade mais barata porque não estávamos com tanta fome, mas saí de lá rolando;
- Cantina Pastasciutta: cantina tradicional. Não é tão barata e é bastanta concorrida, mas as massas dão para duas pessoas e são deliciosas. Comemos uma fantástica bolonhesa. Ah, se forem apenas duas pessoas, não recomendo que prove os antepastos (cobrados no peso) ou não conseguirão aguentar o prato principal inteiro;
- Garfo e Bombacha: churrascaria tradicional, importante para provar a famosa costela na vala. Não aproveitamos como deveríamos porque fomos no almoço e só lá descobrimos que há shows típicos no jantar, que parecem ser bem divertidos. Fica nas proximidades do Castelinho Caracol;
- Castelinho Caracol: aqui há o mais autêntico apfelstrudel. Wahhhh!!! Que coisa mais gostosa! o.O Para quem não conhece, apfelstrudel significa torta de maçã em alemão e a daqui é soberba. Recomendo que acompanhe com nata, com sorvete fica muito doce;
- Casa da Bruxa Velha: lanchonete e chocolateria da Prawer, no centro de Gramado. Tanto os chocolates quentes são divinos como os lanches salgados. Aproveito para dizer que a Prawer possui os melhores (e mais caros) chocolates da Serra Gaúcha. A loja localizada na Fábrica dá no caixa um desconto de 20% no preço exibido;
- Café da manhã colonial: infelizmente não pudemos provar, pois não sobrou um dia adequado e nosso café da manhã do hotel já era muito bom para que ainda pagássemos caro por outro café (de 30 a 40 reais, em média, mas dizem que a variedade é impressionante). Ainda assim, o Bela Vista possui o rótulo de primeiro café colonial do Brasil e promete valer o preço.


Como selecionei muitas fotos, deixei-as para o final. Lembrem-se de clicar para ampliar! =]



 As folhas de Outono nas ruas de Gramado
 Os 12 apóstolos na Catedral de Gramado
 A Catedral de Gramado
No Mini-Mundo, o Castelo de Neuschwanstein
 Várias das miniaturas do Mini-Mundo
 Eu e o Kikito, prêmio do Festival de Cinema de Gramado
 A tradicional foto na época de frio, ao lado de um dos termômetros turísticos (reparem na hora e na temperatura)
Vale vinicultor entre Farroupilha e Bento Gonçalves
 A maria-fumaça
 Eu e a Mari no trem (e ela na degustação de vinho =P)
Um senhor divertidíssimo cantando uma tarantella
 O trem visto da janela em uma curva
 Após o jantar na DiPaolo
 Querem um carro antigo?
Posando na moto =P
 Meu xará famoso =P
 Escolhendo as pedras corretas para encontrar o Santo Graal
Alô? De onde fala?
 Muito bacana essa Neytiri
 Às margens do Lago Negro
 O Lago Negro
 A Catedral de Canela
 Outro tom de cor na Catedral de Canela
 Em um dos pórticos de entrada de Nova Petrópolis
A única coisa legal do Mini-Mundo: sua fachada, imitando um acidente de trem ocorrido na França há muitos anos
É inverno nas ruas de Canela também!
 Um dos cômodos intactos do Castelinho Caracol
 O tradicional fogão do Castelinho Caracol (cozinhando apfelstrudel, claro)
 Aceitam apfelstrudel?
 Na frente do Castelinho Caracol
 Fachada da Igreja San Pellegrino, em Caxias do Sul
 Réplica da Pietà de Michelangelo em San Pellegrino
 Sintam a imponência da Igreja San Pellegrino
E um detalhe da belíssima pintura no teto
 Na entrada da Chateau LaCave
 Pra mostrar quem manda aqui! =P
 Ei, sai pra lá!
 Na frente do agradável Pignatella
 A fábrica de vinhos da Salton
 No subsolo da Salton, onde são envelhecidas as safras em barris de carvalho
Uma pintura ilustrando a fabricação do vinho no Egito antigo
 O jardim da Salton
 Um pedaço da fachada da Salton
 Na frente do El Fuego, em Gramado
 Fábrica de chocolates Caracol =P
 Um tucano simpático no Zoológico de Gramado
 Não lembro que pássaro era esse, mas achei lindo
 Outro belo exemplar da nossa fauna
 E esse é até fotogênico!
 Vai, se solta agora! Vai! XD
Exibindo seu porte atlético
 Olhar 43
 Casal nadador
 Um pinguim que passeia pelo nosso litoral sul
O bicho mais esquisito do zôo

sábado, 13 de agosto de 2011

Férias - Parte III: Porto Alegre

Infelizmente meu post sobre Porto Alegre será pobre de fotografias, pois justo no dia de um passeio turístico eu fiquei sem bateria na câmera e a Mari, que registrou tudo, não me mandou até hoje as fotos dela.

Hospedagem - Lido Hotel

Pontos positivos:
- Localização privilegiada. Só. Escolhi esse hotel porque ficava numa região bem central, sem ser perto de rodoviária (esses costumam ser perigosos =P), e pelo site não parecia ruim. E voltamos de táxi algumas vezes, pagando pouco em todas graças à localização.

Pontos negativos:
- O resto. Ok, era limpinho, mas o banheiro tinha cortina em vez de box, o café era bem pobre e o quarto apertado. Não voltarei a me hospedar lá. Vou preferir ficar em um bairro, tem várias opções, incluindo o Íbis, que costuma ser agradável (embora também careça de um café da manhã decente).

Cidade

A arquitetura da região central de Porto Alegre é muito bonita! Catedral, Teatro, museus, prédios antigos, Mercado Municipal, todos com o que me pareceu uma pequena influência gótica, e repletos de esculturas complementando seu design. Me lembrou um pouco a região da Sé e da Rua Direita em São Paulo, mas reforçada pelas estátuas.

Pontos positivos:
- A arquitetura, definitivamente;
- O jeitão de cidade grande. O comércio na região central é intenso, e me pareceu ser possível resolver qualquer problema nas redondezas, ao contrário de Brasília, que não possui um centro propriamente dito e onde precisamos andar muito para cuidar de pendências;
- O transporte público: não sei se foi apenas uma impressão, mas a cidade me pareceu extremamente bem abastecida de ônibus. O centro possui vários terminais que apenas facilitam o embarque, ficando pendente uma integração. Mas todas as minhas buscas demonstraram uma grande variedade de ônibus;
- A cultura: a cidade possui muitos museus, apresentações de orquestra, teatro, shows, etc. Me pareceu ter mais possibilidades culturais que Brasília. Também senti que é uma cidade repleta de opções de lazer, não só culturais, mas também gastronômicas e turísticas;
- Os parques: um típico hábito gaúcho de inverno é o de ir para um dos numerosos parques da cidade sentar sob o sol aproveitando a cuia de chimarrão enquanto o frio inferior a 10, 12 graus enregela os ossos.

Pontos negativos:
- Violência: antes da viagem, pesquisei e percebi que PoA seria o ponto mais perigoso da viagem. Assim, tirei pouquíssimas fotos na rua, com receio de expor a minha câmera e a situação de turista.

Pontos Turísticos

Recomendo:
- Passeios em ônibus turístico: há dois trajetos, um mais central e um pela zona sul, e recomendo que os dois sejam feitos! Se possível, não deixem de ir na parte de cima, que proporciona uma visão espetacular do Lago Guaíba, das antigas mansões da cidade, da bela arquitetura central, entre outros pontos interessantes. Fizemos os dois trajetos e foi o melhor da viagem, apesar do frio terrível que passamos às margens do lago na parte de cima do ônibus. E é uma forma de tirar boas fotos em segurança;
- Apresentações da OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre). Pudemos prestigiá-la no auditório da UFRGS e foi esplêndido;
- Parque Farroupilha: vale muito a pena caminhar pela região central nas geladas manhãs de domingo, inclusive pelos parques. O que mais me chamou a atenção foi o Farroupilha, muito agradável!

Não vale o esforço:
- Museu de Ciência e Tecnologia da PUC: o Guia Quatro Rodas fez um estardalhaço em cima desse museu e confesso que me desapontou um pouco. É muito válido para crianças, pois há muitas atrações interativas. E toma um bom tempo, reserve umas três a quatro horas para rodar nos extensos três andares do local. Mas sinceramente, não valeu a pena. Nada foi realmente interessante, infelizmente;
- Mercado Municipal: todos os mercados empalidecem perto do de São Paulo, hehehe. O de Porto Alegre não é tão ruim, mas fica numa área meio perigosa do centro e não oferece nenhum diferencial.

Gastronomia

- Applebee's: não fomos a nenhum restaurante típico. Me arrependi de não ter ido a uma autêntica churrascaria gaúcha (depois fomos na Serra, mas acho que deveríamos ter ido aqui também). Então citarei apenas dois lugares, que não valem taaaanto a pena assim e que existem em outras cidades, mas eu nunca havia ido. A Applebee's é o primeiro. Seguindo o melhor estilo Outback, tudo estava bem saboroso, inclusive as sobremesas. Mas entre os dois, prefiro o Outback;
- Joe & Leo's: também é mais ou menos no mesmo estilo, mas é o único brasileiro no meio de Outback, Applebee's, Capital, Roadhouse, TGI Fridays, Hooters e similares. Estava saboroso também.


Algumas fotos (clique para ampliar):

A única foto que consegui tirar do passeio turístico antes da bateria acabar


Arquitetura de Porto Alegre (by Google)


Arquitetura de Porto Alegre (by Google)


Arquitetura de Porto Alegre (by Google)


Arquitetura de Porto Alegre (by Google)


Arquitetura de Porto Alegre (by Google)


Arquitetura de Porto Alegre (by Google)


Arquitetura de Porto Alegre (by Google)


Arquitetura de Porto Alegre (by Google) - esse é o Shopping Total, que aproveitou um edifício antigo


Vista da Zona Sul com o Lago Guaíba ao fundo (by Google)


Jantar no Joe & Leo's


Eu na decoração do Joe & Leo's

domingo, 24 de julho de 2011

Férias - Parte II: Blumenau

Um mês após a Parte I, finalmente dou continuidade aos posts sobre as férias. =P
Saímos de Floripa na metade da manhã de ônibus rodoviário com destino a Blumenau, uma das cidades mais alemãs do Brasil, palco da famosa versão nacional da Oktoberfest. Passamos apenas um dia e meio na cidade, mas foi praticamente suficiente.

Hospedagem - Hotel Viena Park

Pontos positivos:
- Localização privilegiada a 15 minutos a pé do centro de Blumenau;
- Bem mais chique do que seu preço. Ou melhor, imagino que tenha sido um hotel de luxo um dia e que talvez hoje esteja meio decadente. Mas a fachada imponente, a lareira na recepção, as rampas e os corredores e o quarto são de primeira linha, bem como o atendimento;
- O café da manhã, talvez o mais farto da viagem e que só pudemos experimentar uma manhã, já que saímos na madrugada da outra.

Hotel (retirei do Google, esqueci de fotografá-lo de dia e à noite ficou escuro =P)

Pontos negativos:
- Banheiro gelado. O aquecedor faz um bom trabalho no quarto, mas o banheiro era congelante. Meu esquema era abrir o chuveiro e só então me despir para o banho enquanto tudo esfumaçava.
Observações: se eu voltar a Blumenau, toparia me hospedar no Viena Park novamente, mesmo que não pegue uma promoção tão boa quanto pegamos dessa vez.

Cidade

Há três lugares turísticos: o parque onde ocorre a Oktoberfest; a Vila Itoupava, onde há descedentes vivendo praticamente como seus antepassados alemães; e o centro. Como nossa passagem foi breve, visitamos apenas este último.

Pontos positivos:
- Blumenau me passou um sentimento bastante acolhedor! Fomos a uma cafeteria onde provei uma fabulosa Torta Alemã e a senhora que tomava conta do lugar puxou assunto conosco por longos minutos.

Pontos negativos:
- Não há tantos atrativos. Mesmo quem for na Oktoberfest, creio que 4 dias sejam mais que suficientes para passear pela cidade. Mas as redondezas são repletas de colônias de alemães e descendentes, então um passeio mais longo pode cobrir outras cidades da região conhecida como Vale Europeu.

Pontos Turísticos

Recomendo:
- Rua XV de Novembro: a rua mais tradicional de Blumenau, com muitas casas no estilo arquitetônico enxaimel, tradicional europeu (popular na Alemanha) de construção de casas de madeira à base de encaixe;

Na rua XV de Novembro

- Catedral: construída numa área bem mais alta da XV de Novembro, sua amplitude e o estilo curioso chamam a atenção.

Interior espaçoso da Catedral

Não vale o esforço:
- Complexo Hering: a famosa malharia foi fundada em Blumenau e sua principal fábrica até hoje fica na cidade. O Museu Hering é gratuito e mostra as origens da companhia, a família Hering e sua vinda para o Brasil, teares antigos, o processo de transformação do algodão bruto em malha e até fotos e vídeos de campanhas publicitárias de sucesso. Ainda assim, só vale o esforço se a agenda tiver bastante espaço. Da mesma forma, o famoso Outlet nada mais é que uma loja normal, mas do tamanho de uma C&A ou Renner, com os mesmos preços das lojas espalhadas nos shoppings Brasil afora;
- Museus: fomos a um museu de objetos antigos localizado em três casas da primeira metade do Século XX, mas honestamente não vale o esforço, inclusive era muito similar a um outro lugar visitado depois na Serra Gaúcha; fomos a uma galeria de arte, mas a exposição era abstrata demais para nosso gosto; fomos ao Museu da Cerveja e não teve a menor graça. Todos só devem ser visitados com tempo sobrando.

Gastronomia

- The Basement: um pub mais irlandês que alemão, mas muito agradável. Localizado num subsolo na região central, conta com cervejas artesanais e petiscos avantajados (comemos um fish & chips gigantesco) e ambiente sombriamente agradável;

Eu e a Mari no The Basement

- Frohsinn Extra Gut: o restaurante alemão mais famoso de Blumenau é o Abendbrothaus, mas ficava muito distante, precisava de reserva e acabamos deixando de lado. Assim fomos para a segunda opção, o agradabilíssimo Frohsinn. Infelizmente, minha companheira de viagem não se dignou a provar o marreco recheado (aliás, o do Abendbrothaus é considerado o melhor do país), então tive que me contentar com salsichões. Mas todo o serviço do lugar, a vista espetacular e a qualidade culinária valem o preço um pouco mais salgado;

Degustando a entrada (ilimitada, diga-se de passagem) do Frohsinn

- Trattoria Di Mantova: bem próximo ao hotel, tivemos um banquete italiano numa das melhores refeições da viagem. Pedimos simples canelones de queijo e presunto, mas o molho era divino e decidimos encarar uma garrafa de vinho tinto para aquecer e acompanhar a massa, então saímos de lá felizes. Eu inclusive senti meu labirinto alterado pela primeira vez na vida, hehehe;
- Cervejarias artesanais: Blumenau é um grande polo produtor de cervejas, sendo a mais famosa a Eisenbahn. Não chegamos a visitar uma das cervejarias, até porque ficavam distantes e precisaríamos usar ônibus ou táxi, mas quem gostar de cerveja não deve sair da cidade sem antes conhecer a produção Eisenbahn!


Mais algumas fotos (clique para ampliar):

Casa em estilo enxaimel


Casas enxaimel na XV de Novembro


XV de Novembro, com o Castelinho Havan ao fundo. A Havan é uma loja no estilo Pernambucanas


Belíssima Prefeitura de Blumenau (fiquei com vontade de trabalhar ao lado de uma dessas janelas =P)


Locomotiva Macuca (tem esse nome por se assemelhar ao pássaro Macuco)


Vista do Frohsinn (a região mais central de Blumenau à esquerda, um bairro moderno ao fundo, o Rio Itajaí abaixo - corta toda a cidade - e do lado direito a estradinha que usamos para chegar ao restaurante - de táxi)


Bela flor