domingo, 23 de janeiro de 2011

Bráulio Tavares

Nessa noite de sábado eu me vi meio sem ter exatamente o que fazer. Passava da meia-noite, eu estava completamente sem sono e sem vontade de assistir a um longa metragem. Então comecei a passear pelos meus favoritos e na seção de blogs caí no Mundo Fantasmo, blog onde o paraibano radicado no Rio da Janeiro Bráulio Tavares publica suas crônicas diárias no Jornal da Paraíba. Fazia um bom tempo que eu não lia nada do Bráulio e me peguei saboreando algumas de suas inúmeras crônicas. E pensei em publicar uns links no Twitter. Mas de repente eles proliferaram e eu fiquei desejoso de escrever bem mais do que 140 caracteres. =P

Então, antes de mais nada, deixe-me apresentá-los ao homenageado do post: Bráulio Tavares é um escritor multifacetado, autor de artigos sobre cinema ou literatura fantástica, de livros narrativos ou coletâneas poéticas, cordelista e compositor de músicas, cantadas por Lenine ou Elba Ramalho, roteirista de cinema ou TV... enfim, onde ele puder estar escrevendo, ele estará. O conheci há uns bons anos, cerca de dez (embora eu já tivesse ouvido falar dele antes pelo meu primo Hugo, ator e que conhecia seus trabalhos teatrais), através de suas palestras variadas no Encontro da Nova Consciência, um evento sobre o qual já falei aqui, aqui e aqui. Assisti palestras do Bráulio sobre haikai, ateísmo, Matrix, Literatura Fantástica e repentes! Orador exímio, é impossível não imergir nas suas palavras. Então vou deixar aqui um pouco do seu trabalho.

Mundo Fantasmo: suas maravilhosas crônicas diárias no Jornal da Paraíba. Estou há uma hora navegando por este acervo fabuloso e sem saber o que referenciar diante de tamanha vastidão de temas, espalhados em quase 2500 artigos. Quero listar apenas dois, já de 2011, que mostram seu virtuosismo: Resoluções de Ano Novo e O Ultra-Google.

Elba Ramalho cantando Nordeste Independente, música de um disco seu do final dos anos 80 (a mudança na voz e no sotaque da cantora é impactante), e composta por Bráulio Tavares e um repentista:

Zé Ramalho cantando Meu Nome é Trupizupe, um grande clássico de Bráulio:

Uma excelente entrevista realizada em 2005 pelo Centro Cultural BNB, em Fortaleza, dividida em quatro partes (assistam e verão que o tempo voa enquanto ele fala) - o link para a parte seguinte está no final, nos vídeos relacionados:

7 comentários:

Lucas Altamar disse...

Que bom que voltou por aki... Achei massa o post, e fikei impressionado ao saber dessas composicoes. Como vão as coisas? Abraçus!

Ribamar Bezerra disse...

Seu misera no blog da gente você num vai neh? Nois tudin cum internet, a sua disposição e vc nem aí pra saber se algum de seus amigos está on pra conversar. Tome tento!!! estamos sempre on-line, msn quase todos os dias, não se faça de rogado nas tecnolugias atuais se fica invisível, dê as caras :p

Anônimo disse...

Bom encontrar um exemplo vivo de que o talento e a dedicação produzam o sucesso e a realização de um artista. Prezado Bráulio, sua entrevista foi verdadeiro refrigério para os que seguem obstinadamente nas vias da composição artística.

Grato pelas impactantes palavras.

Atenciosamente,

Bruno Resende Ramos
Projeto Nova Coletânea

Elvis "Wolvie" disse...

Lux e Riba, sou mais acessível via e-mail. =P Aliás, a melhor forma de se comunicar comigo é que vocês não gostam: o Twitter. =P Eu tenho 3G no celular agora só pra poder estar no Twitter o dia inteiro. Acesso desde que acordo até a hora de dormir, hehehe.
Eu fui me perdendo dos blogs alheios, e atualmente não frequento mais nenhum. =( MSN então... só funciona com horário marcado. Mas se quiserem colocar o assunto em dia, é só marcar e eu apareço online. =] Nem fico invisível, eu simplesmente não tenho entrado. Passo às vezes um mês inteiro sem conectar nele.


Caro Bruno, este não é o blog do Bráulio, então acho que ele não vai ler o que você escreveu aqui. Mas fico contente que tenha apreciado a entrevista que publiquei com ele.

Braulio Tavares disse...

Valeu, Elvis! Obrigado pela divulgação. Uma observação sobre este clip de Zé Ramalho: eu sou o autor do refrão ("O meu nome é Trupizupe...", etc) e do verso que começa "Sou o bote da cobra caninana..." Os demais são versos da tradição popular, de diferentes poetas, que a gente (eu, Zé Ramalho, e outros) mistura quando canta, porque pertencem todos à tradição dos "versos de brabeza e jactância".

Acid disse...

Como foi que surgiu o nome "Trupizupe"?

Legal esse resgate da memoria da MPB :)

Elvis "Wolvie" disse...

Obrigado pela visita e comentário, Bráulio. E fica registrada sua observação sobre a letra da música. =]

Caro Acid, não sei exatamente a origem da palavra (talvez o Bráulio saiba, experimente deixar a pergunta nos comentários do blog dele), mas achei a definição aqui. Obrigado pela ilustre visita também! =D