terça-feira, 11 de agosto de 2009

Reviews de Agosto - Parte I

Como prometido, adianto aqui alguns reviews recentes. Na próxima semana tem mais!


Cinema:

1) À Deriva (À Deriva, 2009, Brasil, dir. Heitor Dhalia)


O pernambucano Heitor Dhalia fez fama com os filmes Nina e Cheiro do Ralo, o primeiro com storyboard e o segundo inspirado em livro do quadrinhista Lourenço Mutarelli. Neste seu novo projeto, Dhalia usou como base um pouco de sua experiência pessoal e escreveu sozinho o roteiro do longa, que apresenta uma família de férias em Búzios, em meio aos conflitos de um casamento e às descobertas da adolescência.
Filipa (Laura Neiva) tem 14 anos e está aprendendo o que é paixão, sexo e intimidade com garotos, ao passo que tem que lidar com o fato de seu pai ter uma amante e apenas ela saber, e sua mãe estar se tornando uma alcoólatra. O pai Mathias (Vincent Cassel) é um escritor francês radicado no Brasil que precisa conceber um novo romance e vai para o litoral paradisíaco buscando a inspiração para tanto. A mãe Clarice (Débora Bloch) é uma professora insatisfeita com a situação de seu casamento.
A direção de Dhalia tem em seus pontos altos os excelentes planos debaixo d’água (o trabalho de som também colabora para o sucesso das cenas) e alguns planos seguindo Filipa pela praia. O uso de closes pode ser considerado excessivo para alguns, mas é importante para delimitar o clima intimista e pessoal da história. Todavia, algumas cenas são atropeladas e a montagem peca na continuidade, criando um clima episódico na narrativa.
A fotografia de Ricardo Della Rosa (Casa de Areia) é belíssima, apostando no uso elevado do contraste, que ressalta a cor da pele dos personagens, sobretudo da protagonista Filipa, que faz grande parte das cenas em trajes de banho. As belas paisagens do litoral brasileiro auxiliam a fotografia a capturar a atenção do espectador. Percebemos que se trata de um filme de época, ambientado nos anos 80, pelas câmeras fotográficas analógicas, discos em vinil e máquinas de datilografia. Talvez as roupas pudessem auxiliar esse clima, afinal os anos 80 brasileiros foram marcados pelo mau gosto no vestuário e isso não é observado na obra. Para completar, a atriz americana filha de uma brasileira Camilla Belle (10.000 AC) surge com um figurino estranhíssimo para uma personagem americana, sempre com lenços na cabeça e exagerando na mistura de cores.
Se Laura Neiva (que foi descoberta no Orkut e vivenciava na filmagem a mesma fase da vida personagem, conferindo um realismo impactante à narrativa) retrata perfeitamente as emoções de Filipa, expressando na sua face os sentimentos da personagem, não faz o mesmo bom trabalho com os diálogos, que, em todo o elenco infanto-juvenil, soam artificiais e decorados. Por outro lado, Cassel cria um Mathias amável, como pai e muitas vezes como marido, apesar de suas atitudes mais visíveis escondem a angústia que vivencia em seu casamento. Débora Bloch confere autenticidade ao alcoolismo de Clarice e ao seu sofrimento diante da crise. Se Mathias, apesar de sensível, não deixa transparecer o que sente de verdade, Clarice é durona, mas se derrama em lágrimas ao pensar na real situação de sua vida. Já Camilla Belle surge completamente apática e nada consegue fazer para evitar que esqueçamos seu personagem dentro de pouco tempo.
O roteiro do filme toma rumos interessantes, mas falha na concepção dos diálogos, muitas vezes bobos e ineficazes. Talvez por isso, o diretor toma a decisão acertada de economizar no uso destes, deixando para o espectador a apreciação das paisagens e do que ocorre na personalidade de Filipa durante a história. A impulsiva garota é uma típica adolescente, desafiando os pais e buscando se enturmar com os colegas da praia. Sua história cresce em ansiedade durante o longa, culminando no momento em que sua mãe lhe conta a verdade sobre a crise no casamento.
Destaco ainda dois bons momentos da narrativa (não leia se não assistiu ao filme): Mathias não está acostumado a cuidar da casa e dos filhos, mas no momento em que se vê obrigado a tomar conta da casa, lava a louça desajeitadamente, assumindo a responsabilidade que agora lhe cabe; Na última e pior “bebedeira” de Clarice, seu filho mais novo a encontra caída no chão da casa, e Filipa tem que dar um banho gelado na mãe e cuidar dela, cena que apresenta uma inversão de papéis cruel para a adolescente, mas parte da vivência que vai formar o seu caráter.
Com algumas falhas no roteiro e na direção, À Deriva desperdiçou o potencial que tinha para ser um filme brilhante, mas ainda assim consegue cativar a atenção do espectador e oferecer um bom espetáculo visual e emocional que certamente compensa o custo de um ingresso ou uma locação.
3 estrelas em 5

2) G.I.Joe: A Origem de Cobra (G.I.Joe: The Rise of Cobra, 2009, EUA, dir. Stephen Sommers)


Os bonecos dos G.I. Joe, ou como eram mais conhecidos no Brasil, os Comandos em Ação, fizeram parte da minha infância. Ou melhor, foram os principais responsáveis pela maior parte das minhas brincadeiras, com outros bonecos variados junto. Quando comecei a ficar velho para brincar, ainda assim não os abandonei, divertindo-me mais em bolar histórias mirabolantes das mais variadas, inspiradas nos filmes, desenhos e quadrinhos que compunham o meu lazer da época, do que em realmente brincar. Quando pude notar que era mais divertido criar as histórias, parei de brincar e comecei a escrever. Mas até hoje, guardo meus Comandos em Ação prediletos juntos a outros itens que coletei com o passar dos anos.
Dito isso, eu não tinha grandes expectativas para o filme G.I.Joe, pois eu raramente seguia o estipulado para os personagens em minhas brincadeiras, e simplesmente aproveitava os bonecos em histórias de artes marciais, super-heróis, etc. Além disso, o nome de Stephen Sommers na direção não me deixou exatamente empolgado. A história apresenta um time formado pelos melhores soldados do mundo, enfrentando uma célula terrorista em formação, ambos fazendo uso de tecnologia de ponta para alcançar seus fins.
Após quinze minutos de película, perguntei-me se o filme não seria na verdade dirigido pelo Michael Bay, já que a cada instante novas e maiores explosões surgiam em cena. Por ser um blockbuster de verão focado na faixa adolescente masculina, seu foco está nas cenas de ação, estas bem esquematizadas e acompanhadas por efeitos visuais competentes, por um trabalho visual tecnicamente correto (em trajes, aviões, armas, etc.), além de um ótimo esforço no som, que normalmente é lembrado nas cerimônias do Oscar para o gênero. A tecnologia exibida pelos personagens é criativa, sobretudo os hologramas que parecem ser capazes de se movimentar livremente (ainda não compreendi exatamente como eles fazem isso =P).
Infelizmente, o filme é extremamente falho no roteiro e nas atuações, que boicotam o longa. A trama é desnecessariamente confusa, e o número excessivo de personagens atuantes não permite que nos identifiquemos adequadamente com nenhum deles, até porque são pobremente estabelecidos pelo roteiro, e o filme se conclui sem que tenhamos eliminado todas as confusões sobre quem é quem. A história investe em personagens comuns desse tipo de produção: o mocinho imbatível (Duke, vivido por Channing Tatum); o chefe durão (General Hawk, vivido por Dennis Quaid); o amigo engraçadinho (Ripcord, interpretado por Marlon Wayans); o vilão afetado (uma caricatura de Christopher Eccleston como McCullen); e até mesmo um cientista louco (encarnado por Joseph Gordon-Levitt).
O longa tenta estabelecer um clima de tensão, mas não obtém sucesso, pois em momento algum sentimos que os personagens bonzinhos têm chance de não sair por cima da trama. Ao revelar a verdade sobre o cientista louco, os roteiristas esperam que nos choquemos e torçamos para que Duke consiga vencer o personagem. Mas o fato jamais vem a ocorrer, porque não nos interessamos pelo destino dos personagens e a tentativa de estabelecer uma história é falha. A mais ridícula tentativa de identificação com os personagens se dá através da Baronesa, que quando mocinha é loira e quando vilã é morena e usa óculos. A tensão é ainda atrapalhada por já sabermos (está no trailer) que a Torre Eiffel vai desabar, façam os heróis o que fizerem para resistir, eliminando a emoção.
O filme de Sommers contém ainda tantos fatos esdrúxulos que preferi enumerá-los:
• As granadas arremessadas pelos personagens do Exército na primeira cena de ação explodem muito perto dos Cobras, mas os personagens sequer se mexem – claro, quando gravaram a cena não havia as explosões;
• Duke anda com uma foto de sua ex-namorada que não vê há quatro anos e da qual já desistiu no meio de uma missão do Exército;
• Duke e Ripcord são levados para a base ultra-secreta dos Joes sem hesitação;
• Duas crianças que duelaram um dia e foram treinadas pelo mesmo mestre no Japão se encontram em lados opostos das forças do filme – uma história pouco verossímil;
• Baronesa de “Cobray” exigiu risadas ao ser mencionado na telona;
• Ter que usar palavras celtas para ativar certos comandos de um Caça é ridículo, os personagens descobrirem esse fato sem maiores indicativos é mais ainda, completado por ter uma personagem que sabia que palavras dizer, e sempre acerta na primeira tentativa;
• São realizadas inúmeras e ridículas tentativas de demonstrar o entrosamento dos personagens, como uma cena desnecessária ambientada na academia da base;
• A personagem Scarlett (Rachel Nichols) é super-inteligente, exímia lutadora, bonita, divertida... é a mulher perfeita? (E ainda assim não consegue cativar);
• Os diálogos risíveis, como o ocorrido em uma perseguição do ninja Snake Eyes aos vilões, no qual Baronesa exclama: “Ele deve ter desistido!”, ao que Storm Shadow prontamente retruca: “Ele nunca desiste!”.
O elenco é extremamente homogêneo – todos estão péssimos –, com destaque para Tatum, que encarna um dos protagonistas mais ridículos dos últimos anos (e nesse aspecto Transformers 2 é um filme superior, por contar com o carisma de Shia LaBeouf). Marlon Wayans exagera nas piadinhas com as quais se acostumou após a série Todo Mundo em Pânico, o que nada lembra seu ótimo desempenho em Réquiem para um Sonho. Sienna Miller e Rachel Nichols surgem apenas para desfilar sua beleza na tela. Até mesmo Jonathan Pryce, que está interessante como o governador de Piratas do Caribe, por exemplo, surge apático ao encarnar o presidente dos Estados Unidos. Ainda: a presença de Arnold Vosloo no elenco é um péssimo indicativo de baixa qualidade, o que é comprovado pelos assobios irritantes de seu personagem.
As cenas de ação são interessantes, e a queda da Torre Eiffel impressiona – faz parecer que é um filme-catástrofe do Roland Emmerich, mas pecam pelos exageros, criando tecnologias e batalhas tão irreais que não somos capazes de crer minimamente na viabilidade delas no contexto da história. A trama boba não consegue sequer me fazer recordar de algumas de minhas ótimas brincadeiras da infância.
2 estrelas em 5




TV:

1) True Blood 2x07
Sam escapa por pouco do ritual de MaryAnn, auxiliado por um desnorteado Andy Bellefleur. O metamorfo não sabe o que fazer após uma conversa com Daphne, que lhe explica tudo sobre a misteriosa mulher. Descobrimos que MaryAnn é uma Mênade! As Mênades eram as sacerdotisas de Dioniso (ou Baco, para os romanos), e as principais organizadores de suas festividades (ou banquetes, ou bacanais), que eram regadas a vinho e sexualidade, com danças esfuziantes, sacrifício de animais e até de homens. Ainda não decidi se estou satisfeito ou não com a revelação. Não deixa de ser interessante envolver mitologia grega no mundo sobrenatural dos vampiros estabelecido na série. Veremos o desenrolar dos acontecimentos, mas certamente haveria de ser algo do gênero. Lorena impede Bill, sua criatura, de ir salvar Sookie, mesmo após o perigo que este sabe que a garota corre. Conhecemos mais do passado dos dois, e descobrimos que o vampiro sempre foi diferente e mais humano que os outros, e fugia desse aspecto para agradar a sua criadora, tendo se arrependido dos sacrifícios após décadas. Agora está mais clara a associação do vampiro com Louis, personagem das crônicas de Anne Rice, o mais humano dos vampiros da Literatura. No quarto vizinho, Jessica e Hoyt formam o casal mais fofo da série, estabelecendo desde já um sentimento puro e humano. A garota está sendo bem criada por Bill, com o auxílio fundamental de Sookie, e lamento que ela esteja inserida em uma mera subtrama.
Na Sociedade do Sol, Sookie descobre que Hugo, o amante da vampira Isabel, é o grande traidor, e seu motivo é simplesmente a recusa de seu amor de transformá-lo em vampiro. Aliás, este drama parece afligir grande parte dos contos vampirescos. Por isso eu gosto de Lestat (o protagonista das histórias de Anne Rice), que age de maneira impensada e cria vampiros quando gosta das pessoas, ao invés de ver em si uma maldição que não deve ser propagada às pessoas que ama. Após correr extremo perigo, surge aquele que deve ser Godric (apesar de me parecer mais alto que nas memórias de Eric, e sem algumas tatuagens – seria pintura?) e a salva. E agora? O que levou o vampiro bimilenar a ser preso pela Sociedade do Sol? Será que eles possuem um poder que desconhecemos? Algum outro ser sobrenatural os auxilia? Para concluir, o episódio mostrou a pastora Sarah alvejando seu novo amado Jason Stackhouse, após seu esposo descobrir sua ligação com Sookie. Terá morrido o irmão da protagonista? Que surpresas Alan Ball (o criador da fabulosa Six Feet Under e de True Blood) nos reserva? Excelente episódio, mais uma vez!
Nota: 10




Quadrinhos:

1) X-Men Extra 91
X-Men Extra começa com a segunda história de Warren Ellis e Simone Bianchi à frente de Astonishing X-Men. Não sou muito fã do traço do italiano, que em alguns quadros deixa os personagens estranhos, mas a coloração de Simone Peruzzi está razoável. A trama mostra a equipe de Ciclope chegando ao tal cemitério de espaçonaves nunca citado na cronologia dos mutantes e enfrentando a resistência do tal mutante com dons de combustão. Uma caixa estranha é apresentada e um tal Anexo é citado. A história até aqui tem bons momentos isolados, como o arremesso especial de Armadura e Wolverine, mas ainda não engrenou e as edições parecem ser episódicas, com mudança de cenário e foco narrativo, mantendo apenas a idéia central por trás. Ellis é excelente nos diálogos, com destaque mais uma vez para Emma Frost que, ao precaver os colegas de equipe sobre a ilha, conclui: “E, em nome de tudo que é mais sagrado, não usem os banheiros. E, sim, eu sou esnobe. Não havia a menor necessidade de todos pensarem isso ao mesmo tempo”. Ademais, não suporto esse novo Ciclope que decidiu sacrificar vidas quando se fizer necessário. Muito engraçado da parte dele criticar Xavier por ser uma pessoa que precisava tomar decisões difíceis e facilitava a vida de seus pupilos escondendo estes fatos deles, mas estar agora se tornando um líder de guerrilha e não mais um herói.
Cable continua em um ritmo um pouco mais lento que a maior parte das histórias da editora, abrindo espaço para diálogos e para a bela arte pintada de Ariel Olivetti. Reencontramos Míssil, que afirma ser o último mutante vivo no futuro visitado pelo protagonista. Nathan foge de Bishop com a ajuda da garçonete Sophie, mas parece se arrepender de deixar seu amigo e pupilo Sam para enfrentar um excelente soldado como Bishop. O final deixou bem claro que Cable está cansado de fugir e vai enfrentar seu perseguidor. Parando para refletir, foi uma boa idéia da Marvel colocar dois de seus melhores soldados em uma aventura estilo gato e rato.
O primeiro arco dos Novos Exilados conclui de maneira boba. Buscando variar um pouco os temas exaustivamente utilizados nas histórias da equipe, Claremont não conclui o salvamento das pessoas daquela realidade e revela que o objetivo do grupo no local era recrutar um novo integrante, a curiosa versão de Gambit no lugar, filho de Namor e de Susan Richards! De toda forma, parece que um clima vai surgir entre ele e Vampira (que óbvio!). Resta esperar para ver o que aconteceu com os demais integrantes da equipe. É incrível que o título ainda exista. Foi bom, teve seus momentos, mas...
X-Force é uma grande surpresa! Não só pelo fato da história da edição praticamente não mostrar o time de humanos anti-mutantes reunidos por Bastian no final da última aventura, mas pela coragem dos autores Craig Kyle e Chris Yost, antes responsáveis por um conjunto de histórias fracas dos Novos X-Men. Inicialmente, o espanto reside no fato de Rahne aparentar ter sofrido lavagem cerebral, e atacar impiedosamente seus colegas de equipe. Podemos ver a fúria da mutante ao liberar seus instintos, algo que raramente ocorre devido à sua natureza pacífica. Mas as surpresas não acabam aí: Lupina arranca as asas do Anjo e as leva para os Purificadores, que revelam que estas são feitas de material alienígena (ali implantado por Apocalipse após os eventos de Massacre de Mutantes) e fazem uso do sangue ali contido para criar novos soldados de asas metálicas como as do Arcanjo de outrora. O recurso foi muito inteligente e poderia inclusive ser utilizado para explicar a razão dos poderes curativos no sangue que Warren parece ter possuído há alguns anos. A aventura conclui com a metamorfose de Warren no Arcanjo, aparentemente dotado de muita fúria. Agora eu indago: e outros personagens utilizados por Apocalipse como seus cavaleiros, não guardam seqüelas? Bom, poderiam explicar Wolverine por seu fator de cura. A escura arte de Clayton Crain é muito adequada ao tom da narrativa, que é inacreditavelmente a melhor da revista.
Nota: 7

2) Universo Marvel 49
Christos N. Gage assume os roteiros das aventuras dos Thunderbolts após a saída de Ellis. O tom ácido dos diálogos permanece e a constante tensão entre os personagens parece prestes a explodir a cada instante. Um clone de Andrea Strucker surge e os irmãos Fenris parecem estar reunidos novamente. Certamente os personagens são bem menos ridículos hoje do que quando eram vilões bobos e coloridos da Marvel, mas ainda não conseguem despertar interesse. Osborn é o personagem mais complexo e anseio para saber como ele chegará ao status que vai ocupar dentro de alguns meses nas revistas da editora. Minha favorita Soprano acaba perdendo espaço sendo a única normal em meio a tantos desajustados. O Capitão Marvel, que é um Skrull disfarçado do Kree que foi seu maior pesadelo no passado, ataca a equipe, em mais um plano da Invasão. Norman surpreende oferecendo ao atacante um diálogo, deixado para a edição seguinte.
Não consigo me interessar por Motoqueiro Fantasma, muito mais adequado a revistas afastadas das grandes sagas da editora, como Marvel Max. A história não é tão ruim e revela que Danny Ketch está de volta e perseguindo Johnny Blaze, como desconfiei na história anterior. Não tenho expectativas por melhora de qualidade no futuro, infelizmente.
O Incrível Hércules apresenta o semideus grego e seus colegas de outros panteões finalmente alcançando a área dos sonhos onde estão as divindades Skrulls. Descobrimos que o cachorrinho Kirby é um Skrull (não sabia que eles poderiam reduzir tão drasticamente a sua massa), o que apenas mostra que até mesmo a sétima mente mais brilhante da Terra (Amadeus Cho) pode ser enganada pelas emoções. Lutas devastadoras acontecem, Pássaro da Neve é deixada para trás e os personagens finalmente encontram um Deus Skrull.
O Quarteto Fantástico de Millar tem uma história corrida, na qual Ben vai ao David Letterman assistir a uma entrevista da nova banda de Johnny Storm, mas este, a caminho, é surpreendido pelo ataque de sua ex-paquera Cindy e seu pai Luminal. Após um duelo rápido, surge o tal Encapuzado e derrota o Tocha Humana com facilidade. Susan janta com Alyssa Moy e esta revela que seu marido planeja levar apenas os favorecidos para a Terra artificial por ele concebida. Enquanto isso, Reed trabalha no laboratório e Johnny descobre que a equipe liderada por Bruce Banner (??) capturou ninguém menos que Galactus! Suspeito que os personagens tenham vindo do futuro. A edição em geral foi morna, com destaque para o menos interessante membro da família mais querida da Marvel.
Nota: 6.5

3) Os Novos Vingadores 66
A revista inicia-se na história dos Vingadores ainda na Terra Selvagem, e conhecemos a origem do Capitão América Skrull e de como a nave que os maiores heróis da Terra encontraram no jurássico ambiente foi montada com Skrulls que se voluntariaram para sofrer lavagem cerebral e implantes de memórias extraídas dos Vingadores (em oportunidades como a vista na minissérie dos Illuminatti) e realmente crêem serem aqueles heróis. É uma excelente idéia de Bendis, mas que não foi muito bem aproveitada. A nave simplesmente pousa na Terra Selvagem e entrete os heróis em lutas e confusão, mas não é realmente determinante para o sucesso da Invasão, mais centrado na infiltração de Skrulls em posições de destaque na camada de super-heróis, como a Mulher-Aranha, o Jaqueta Amarela, Jarvis, Dugan e outros. De qualquer maneira, isoladamente esta história é ótima, e finalmente percebemos que a Rainha Skrull é deveras inteligente e boa estrategista, para ter concebido plano tão ambicioso.
A ridícula história da Miss Marvel apresenta a heroína combatendo uma espécie de super-superskrull! =P Um ser irracional que lembra um macaco e que assimila um sem-número de poderes e alterna entre eles instantaneamente, aterrorizando os próprios alienígenas. A única cena relevante é a que mostra Carol descobrindo que o poderoso ser tem uma marca da Hidra. Não é de espantar, já que a Mulher-Aranha (ou melhor, a Rainha Skrull) se envolveu com a facção. Felizmente, a revista dá sinais de que está deixando a Invasão de lado para voltar a suas tramas péssimas.
Thor volta às páginas da revista e apresenta uma história fabulosa. Confesso que estava receoso com essa nova geração asgardiana, com uma Asgard dentro da Terra, e personagens um pouco descaracterizados. Mas meus receios eram completamente infundados. Com nove edições, posso afirmar que J. Michael Straczynski trouxe frescor novo ao personagem. Após o Ragnarok, os deuses nórdicos ganham uma nova chance. Thor ressurge e recria Asgard à sua maneira, flutuando sobre uma paisagem desértica dos Estados Unidos (claro, claro, o que Thor iria fazer no deserto de Gobi?) e aos poucos busca seus conterrâneos adormecidos no corpo de mortais. E assim surgem Balder, Heimdall, Volstagg, Hogun e Fandral. Até agora nenhum sinal de Sif, e Loki retornou, mas no corpo de uma mulher. Obviamente, o maior trapaceiro (ops, trapaceira) do Universo Marvel fez seu meio-irmão crer que estava regenerado(a) e já começa a realizar as armações e subterfúgios tão característicos de sua personalidade. Nessa edição, a deusa persuade o nobre Balder a sair pelo mundo em busca de aventuras, ao invés de permanecer em Asgard enquanto apenas Thor se diverte. Balder enfrenta gigantes do gelo e acaba sendo preso, e salvo por seu líder. A história conclui de maneira genial: Loki revela a Balder que este também é filho de Odin e teria tanto direito ao trono de Asgard quanto Thor. Na mitologia nórdica, o deus-supremo Odin é realmente pai tanto de Thor quanto de Balder, e esse fato era ignorado pela Marvel. Até agora! Os nórdicos sempre me fascinaram no que diz respeito à sua cultura mitológica. E nas histórias da Marvel, Thor foi por muito tempo um dos melhores personagens, talvez aquele com o núcleo de apoio mais completo. Balder, Sif, Loki, os Três Guerreiros, Karnilla, Encantor... todos tão fascinantes que poderiam facilmente conduzir uma série própria. Aliás, a maioria deles é até mais interessante que o próprio Thor.
A revista conclui com mais uma ótima história do Capitão América. James “Bucky” Barnes apanha do Capitão dos anos 50 e escapa com a ajuda do Falcão. E Pecado esfaqueou Sharon Carter! Terá ela perdido o único herdeiro de Steven Rogers? Desconfio que os planos do Caveira Vermelha envolviam se apossar dessa criança, e talvez gerar seu próprio exército de supersoldados. Só nos resta continuar acompanhando a complexa trama tecida brilhantemente por Brubaker.
É uma pena que Carol Danvers tenha estragado uma revista excelente.
Nota: 7.5

domingo, 2 de agosto de 2009

Na Toca do Lobo 02

Já passa de uma da madrugada, mas eu consegui concluir a edição 2 do Na Toca do Lobo. Com isso, dei mais um passo na longa jornada de produção mensal deste periódico. Espero encontrar colaboradores em breve e aumentar a divulgação. Candidatos? =)
Também tomei uma decisão: a partir desse mês publicarei os reviews de filmes, séries e quadrinhos conforme os assista/leia aqui no blog. Talvez eu realize posts semanais com os reviews daqueles dias. Ao final do mês, reunirei todos no jornalzinho, que terá como diferencial as matérias. Assim, realizo dois objetivos: aumentar o número de posts do blog; e atender a todos os tipos de público, quer estes gostem de ler semanalmente as dicas no blog ou prefiram esperar o final do mês e ler um PDF.
Completo o post com o link da edição 2 (que também está ali do lado) e alguns vídeos comentados na seção de Tops desse número.

Na Toca do Lobo, Edição 2



(Lady Gaga - Paparazzi)


(Chicane - Poppiholla)


(La Roux - Bulletproof)


(Empire of the Sun - We are the People)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cinema, Meditação e etc.

Mais vinte dias sem posts. Recebi a sugestão de tirar o Na Toca do Lobo do PDF e publicá-lo em um site ou aqui no blog mesmo. Certamente é uma involução o uso de um formato de revista/jornal, quando estes estão se extinguindo em prol do jornalismo online. Todavia, ainda não sei como proceder. Certamente os reviews seriam mais úteis na época do lançamento das coisas e não no final do mês. Há dias Harry Potter e o Enigma do Príncipe estreou, mas vocês ainda levarão mais uma semana para ler minha análise. Algo está errado, não acham? Talvez a melhor opção fosse publicar os reviews conforme eu assista/leia os objetos de revisão e ao final do mês reúno todos no PDF, acrescentando as matérias e o editorial, assim agrado a gregos e troianos. =P O que vocês pensam desse assunto?


Bem, este post tem dois temas principais, sobre os quais desejo falar há algum tempo e só hoje estou conseguindo.


Há algumas semanas fiz um curso ministrado pelo Pablo Villaça, crítico e editor do Cinema em Cena, sobre Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica, realizado pela primeira vez na capital do país. O objetivo é apresentar conceitos da teoria de cinema e estimular as mentes dos alunos, para que possam analisar os filmes assistidos de maneira mais crítica.
O Pablo me surpreendeu com sua didática e com a organização dos temas apresentados, fazendo uso de trechos de inúmeros filmes, e mantendo a turma acordada através do seu bom humor. A turma foi outro espetáculo, extremamente heterogênea. Alunos de cinema, profissionais de exatas (como eu), estudantes, jornalistas, muitos funcionários públicos e até mesmo a dona de um site de Harry Potter e um bombeiro! Todos simpáticos e dispostos a contribuir para o sucesso do curso.
A primeira aula, "Histórico da Crítica, Função e Formação do Crítico" fala da primeira crítica da história, apresenta alguns teóricos importantes, que ajudaram a definir o cinema, enumera as funções e características de um crítico e o que ele não deve fazer. Mas, principalmente, elenca os principais conceitos sobre a Estética do Filme, como quadros, profundidade, perspectiva, plano e movimentos de câmera.
Na segunda aula, "A Linguagem do Cinema", observamos a evolução da linguagem cinematográfica com o passar dos anos, conforme nos tornamos espectadores mais sofisticados, introduzindo alguns dos recursos utilizados pelos criadores.
A aula seguinte, "O Cinema e a Narração", trouxe um tema que me chamou especialmente a atenção, por se tratar do aspecto narrativo dos filmes. Destaco o Modelo Actancial, elaborado por A. J. Gremais, que propõe a divisão dos personagens de uma narrativa em seis papéis (actantes): o Sujeito (quem procura conquistar algo, move a ação); o Destinador (torna possível a conquista, apresenta o objetivo); o Destinatário (quem conquista o prêmio, se beneficia do objetivo); o Objeto (o que se deseja conquistar, o que o Sujeito persegue); Adjuvante (elementos que favorecem a conquista do Objeto, ajudam); e Oponente (se opõe à conquista do Objeto, atrapalha). Nem todas as narrativas possuem os seis papéis, e em muitos casos um mesmo personagem está em vários deles.
A aula quatro, "A Montagem", versou acerca do papel do montador em uma película, seus objetos e objetivos, funções e recursos utilizados pelos profissionais do ramo para contar histórias.
A quinta aula, "O Espectador e o Fenômeno da Identificação", trata de psicologia, como funciona a mente do espectador, como os narradores cinematográficos podem fazer com que ele se identifique com elementos do filme e capturar a sua atenção pela história sendo contada. Nesta aula, destaco negativamente o uso das teorias Freudianas como base psicanalítica, sem realizar minimamente um contraposto com o outro grande teórico da área, Jung.
A sexta e deveras interessante aula, "Roteiro e Direção", iniciou com um duelo antigo entre roteiristas e diretores sobre quem deveria ser mais importante e possuidor do filme. A verdade é que tanto um quanto outro, além do montador, são igualmente importantes, sem levar em consideração todos os profissionais que de alguma forma contribuem para o sucesso da obra. A aula apresenta ainda o roteiro, sua divisão em atos, como formatá-lo, além de um conjunto de recursos passíveis de utilização na elaboração da obra inicial para gerar o filme. Um trecho do roteiro de Cidade de Deus é utilizado para ilustrar os elementos apresentados. Finalmente, os alunos são apresentados ao papel do diretor, separando diretores mais autorais (que deixam sua marca registrada) de diretores mais discretos (que se adaptam bem às necessidades, mais flexíveis).
A aula sete, "Direção de Arte, Fotografia e Som", apresenta superficialmente cada uma dessas áreas, estabelecendo os papéis de seus profissionais e organizando conceitos relacionados.
Na última aula, "Metodologia de Trabalho e Cotações", Pablo rapidamente explica seu modus operandi: levar um pequeno caderno ao cinema e realizar anotações durante a exibição, de quaisquer aspectos que chamarem a atenção. O caderno deve ser fácil de manusear e escrever sem apoio, e, como não teremos iluminação, devemos escrever sem ver, o que vai gerar muitos rabiscos de difícil compreensão. Graças a isso, ao chegar em casa devemos transcrever as anotações enquanto frescas, ampliando alguns detalhes. Por fim, quando for desejado escrever uma crítica, basta agrupar as anotações em temas (atuação, fotografia, aspectos da direção) e estes praticamente gerarão os parágrafos de seu texto final. Um exemplo de anotações transcritas e de crítica foi apresentado e um conjunto de livros importantes da área foi sugerido.
Em suma, o curso foi muito interessante e, mesmo tendo que assistir às aulas após cansativos dias de trabalho, apreciei cada instante. Os reviews de filmes na edição 2 do Na Toca do Lobo estão sendo redigidos fazendo uso das técnicas de redação de crítica sugeridas pelo Pablo.


Outro curso que fiz foi o Introdutório de Meditação Raja Yoga, ministrado pela Organização Brahma Kumaris, acerca do qual já comentei aqui (após a primeira de três aulas). Após um conjunto de conceitos importantes para a real compreensão do assunto, como o fato de sermos Alma e o Corpo ser apenas um veículo e a existência de três planos (o Mundo Físico, onde vivemos; o Mundo Sutil, uma região de luz branca sem som nem matéria; e o Mundo Incorpóreo, lar de Deus e das almas), fomos apresentados à Meditação Raja Yoga, que pode ser traduzida como Conexão com o Ser Supremo.
Meditar nada mais é do que se comunicar com Deus, escolhendo uma maneira de se relacionar com ele através de pensamentos elevados: vendo-o como uma mãe (oferece amor incondicional); pai (oferece proteção); professor (descoberta das verdades); amigo (apoio em qualquer momento); entre outros. A Meditação Raja Yoga pode ser realizada de olhos abertos e em qualquer posição, até mesmo em movimento, pois o importante é limpar a mente de impurezas, ter pensamentos elevados e conversar com Deus. Eis abaixo os passos, retirados da Apostila:
1) Desapegar o eu dos pensamentos negativos, inúteis e mundanos;
2) Criar pensamentos elevados sobre meu estado original;
3) Visualizar-se em um lar de luz espiritual e de silêncio;
4) Visualizar-se como um ponto de luz consciente diante de Deus em sua forma radiante de luz e ficar aberto para receber seu amor;
5) Experimentar diferentes tipos de relacionamento com Deus.
Ainda no curso fomos orientados sobre práticas de estudo espiritual e acerca dos benefícios de uma alimentação vegetariana. Quem sabe um dia eu abdique de ingerir substâncias de origem animal, mas ainda não estou preparado para isso.


Concluo o post com dois vídeos:



(Hayley Legg, cover da bela música Cannonball, de Damien Rice)


(The Veronicas - Untouched, recomendada na primeira edição de Na Toca do Lobo)

sábado, 4 de julho de 2009

Na Toca do Lobo

Há algumas semanas venho preparando um projeto especial, e fazendo suspense sobre o mesmo no meu Twitter. Pois então, acabo de concluí-lo. Trata-se de um jornalzinho com reviews de filmes, livros, séries, quadrinhos e música, além de algumas matérias adicionais, que escrevi durante todo o mês de junho e pretendo lançar no primeiro final de semana de cada mês.
Minha primeira dificuldade foi um nome. Pensei em utilizar algo da mitologia nórdica, mas não achei nada legal. Também pensei em indicar o tema do jornal, como "Pop News", sei lá. Mas acabei me decidindo por Na Toca do Lobo, afinal é um trabalho com o que se passa na minha cabeça. De qualquer forma, se eu encontrar um título melhor (e aceito sugestões), trocarei sem pudores, mantendo a numeração.
A segunda dificuldade foi escrever tudo. São 33 páginas, somando 16.778 palavras, a maior parte delas escritas por mim. Num mês em que recebi visita de familiares e fiz dois cursos, tive que fazer milagres. A semana passada foi especialmente corrida, e acabei decidindo cortar algumas coisas, como um conto que me faria retornar à narrativa após um ano e meio.
A terceira dificuldade foi a diagramação e o visual, partes da produção de um jornal que eu decididamente não sei fazer. Mas como eu queria fazer suspense, acabei não pedindo ajuda a ninguém. Bom, chega de enrolação. Com vocês:

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson: 1958-2009

É lastimável que, às vésperas de uma nova e aguardada turnê, Michael Jackson tenha falecido. Eu não pretendia fazer esse post hoje, mas tive que fazer uma pequena homenagem ao Rei do Pop. É incrível a contradição ao redor de sua vida. Se por um lado ele provavelmente tenha sido o mais completo músico de todos os tempos (os Beatles eram melhores compositores sim, Elvis Presley era tão bom performer quanto, e alguns poucos poderiam ser melhores dançarinos, mas Michael era excelente nos três pontos), por outro a sua fama, a ausência de infância e adolescência, o fato de seu pai tê-lo usado como uma forma de ganhar dinheiro tornaram-no uma das figuras mais bizarras e trágicas do showbiz, mudando a cor da pele, realizando inúmeras cirurgias plásticas, sendo acusado de pedofilia (se verdade, talvez graças ao fato de nunca ter tido oportunidade de crescer como uma pessoa normal).
A verdade é que nunca fui um grande fã, talvez por não ter passado por seu auge, nos anos 80, quando eu ainda não ouvia música por vontade própria. Mas tive a oportunidade de conhecer seus principais sucessos e ele definitivamente foi uma estrela. Somando sua carreira solo com a época em que cantava com sua família, Michael fica apenas atrás dos Beatles e de Elvis Presley em vendas de álbuns mundialmente, de acordo com o que pude apurar, chegando a cerca de 750 milhões. Também é dono do recorde de álbum mais vendido da história, com Thriller ultrapassando as 100 milhões de cópias. É realmente uma pena que sua carreira não tenha continuado brilhante como prometia.
É interessante que os dois maiores ícones musicais dos anos 80, Michael e Madonna, completem um ao outro. Enquanto ele era bom compositor, cantor e dançarino, mas não sabia conduzir sua carreira, Madonna não é boa compositora, nem cantora nem dançarina, mas é um dos maiores gênios da indústria do entretenimento, conduzindo sua fama da maneira que sempre quis e, após tantos anos, tornando-se um pouco talentosa em todas essas áreas. Bem, sem mais para dizer, deixo-os com alguns clipes e apresentações do Rei do Pop (os clipes podem sair do ar, porque a gravadora bloqueia =/).



(The Jackson 5 ao vivo: Rockin' Robin)



(The Jackson 5 ao vivo: I Want You Back)



(Don't Stop Til' You Get Enough - clipe)



(Billie Jean ao vivo - o primeiro Moonwalk - 1983 - decididamente um gênio da dança)



(Beat It ao vivo no Japão em 1987)



(Thriller, o famosíssimo clipe, versão original de John Landis)



(Black or White, outro famoso clipe, do qual lembro da estréia na TV aberta quando eu era criança)



Para encerrar o post, desejo que Michael possa finalmente descansar em paz após uma vida que parece ter sido muito turbulenta para uma única pessoa. Abaixo uma excelente apresentação da cantora britânica KT Tunstall do clássico dos Jackson 5, I Want You Back.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Vôlei e Meditação

Neste dia 20 fui assistir à seleção brasileira de Vôlei no Ginásio Nilson Nelson, aqui em Brasília. A equipe confrontou a Finlândia pela Liga Mundial. Foi muito bom poder assistir ao único esporte que realmente me atrai, e ver de perto alguns ídolos mundiais, como Giba, Serginho e Bernardinho. A estrutura do ginásio estava ótima: não enfrentei fila, os lugares eram numerados, o animador pré-jogo era divertido, etc. Infelizmente não ganhei uma blusa do Banco do Brasil (as amarelinhas que aparecem na TV), pois escolheram algumas arquibancadas e a que eu estava não ficou entre elas. Ainda atiraram outras para a platéia, mas novamente não dei a sorte.
O jogo em si foi divertido, o gênio Bernardinho já está montando uma equipe jovem de altíssimo nível (os titulares foram Visotto, Lucão, Sidão, Thiago, Murilo, Serginho e Bruninho, dos quais apenas Serginho está perto da aposentadoria) e a partida foi praticamente um passeio em cima dos visitantes. O único inconveniente foi estar sentado próximo à concentração dos reservas brasileiros em 2 dos 3 sets, ou seja, perto de onde Giba estava. É impressionante a quantidade de "Gibazetes" enlouquecidas pelo ídolo e que gritavam seu nome todo o tempo, como se ele fosse uma espécie de astro do rock internacional. Passei grande parte do jogo pedindo que saíssem da minha frente pois eu queria assistir à partida. Mas bem que eu mesmo gostaria de ter tirado uma foto com Giba e conseguido um autógrafo, como alguns poucos sortudos no ginásio ao final da partida. A verdade é que ele é um dos maiores ídolos do esporte nacional, provavelmente o único que nunca decepcionou a torcida e deve ser unânime entre os fãs.




Na tarde do sábado fui à sede brasiliense de uma organização mundial chamada Brahma Kumaris, ativa em mais de 100 países e sediada na Índia, que tem como objetivo ajudar as pessoas a adquirir maior compreensão de sua espiritualidade, conhecer a paz, etc. Seus métodos consistem na realização de cursos gratuitos (ministrados por voluntários), como de meditação, auto-estima, pensamento positivo, etc.
Fui participar de um curso introdutório à meditação Raja Yoga, realizado em 3 sábados, dos quais este foi o primeiro. Sempre tive vontade de meditar, mas sempre soube que para tanto era necessário livrar a minha mente de pensamentos, e isso é algo verdadeiramente difícil de se fazer, portanto eu desejava orientação profissional. Para meditar adequadamente de acordo com os princípios da Raja Yoga, é necessário aprender alguns conceitos teóricos, de forma a saber como realizar a meditação.
O primeiro e mais fundamental conceito a ser aprendido é que nós não somos o nosso corpo, mas sim uma alma. O corpo é um mero veículo do qual nos utilizamos aqui na Terra. O professor era espirituoso, e nos fez perguntas como:
- "Quanto você pesa?". "60kg", você pode responder. Mas este é o peso do seu corpo, não o seu. Almas não pesam.
- "Qual o seu nome?", que pode ser respondida como "Mariana", mas este é apenas o rótulo do seu corpo, usado para que possamos nos identificar neste plano, não o seu.
- Depois nos acusou de não ter alma, afinal nós somos uma.
- Nos explicou ainda que nossas almas são originalmente puras, como água. A água é inodora, insípida e incolor. Mas quando misturada com barro em uma poça de lama, não deixa de haver água ali dentro, ela só está com algumas inpurezas, que podem ser retiradas, através de decantação, tratamento, etc. Da mesma forma, nossa alma é pacífica, amorosa e pura, mas contém impurezas que devemos batalhar para limpar. A meditação é justamente um caminho para a limpeza da alma.
Em suma, com didática e cautela, o professor foi introduzindo conceitos hinduístas na nossa mente, e logo todos nos despedimos das 3 horas e meia de aula com um vigoroso "Om Shanti".

Abaixo o símbolo da Brahma Kumaris e uma imagem com textos em inglês que achei muito interessante, reunindo várias orientações religiosas.







(Desculpem a ausência de 22 dias. Estou muito ocupado com a preparação de uma surpresa a ser divulgada aqui na data provável de 4 de julho!)

domingo, 31 de maio de 2009

Movimento no Fim de Semana

Meu fim de semana foi cheio de atividades e decidi falar de algumas aqui.


Recital

Começou ainda na sexta à noite, quando fui conferir um Recital de Cello e Piano, tocados respectivamente por Kayami Satomi e Ronaldo Rolim, dois jovens virtuosos instrumentistas. Foram apresentadas duas peças: a Sonata para Cello e Piano em lá menor D.821 (Arpeggione) de Schubert; e a Sonata para Cello e Piano em sol menor, Op. 19, de Rachmaninoff. A primeira valorizou o cello de Satomi, que tocava com intensa emoção, demonstrando a tristeza das melodias através de seu semblante sofrido. Já a segunda, como era de se esperar de uma obra do compositor russo, trouxe uma bela e difícil melodia que valorizava o piano de Rolim. Este foi extremamente hábil, o mínimo necessário para acompanhar Rachmaninoff. Ambos os músicos têm formação no exterior e são destaques no cenário erudito brasileiro. Foi um excelente recital.


Kodama

No sábado fui para o Kodama, um evento de anime e mangá realizado em Brasília há alguns anos. Foi um dia bem divertido: visitei as barracas de lojinhas (inclusive comprei dois mousepads e mais algumas coisinhas); comi um yakisoba tradicional, saboroso; assisti a uma hilária apresentação de Teatro Cosplay, na qual o Mario (mascote da Nintendo) se internava em uma clínica de reabilitação, e o Shigeru Miyamoto (um dos principais nomes dos games no mundo) realizava um concurso para eleger a nova mascote da empresa. Uma Princesa Peach ninfomaníaca, o Mario atrás do armário, e outros absurdos como estes foram apresentados na divertida e nonsense encenação; e o mais empolgante, pude ver inúmeros cosplays, dos mais criativos, dos mais toscos, dos mais caros, dos mais famosos e dos desconhecidos.


Quermesse Junina

Nem chegamos em junho ainda, mas a população brasiliense adora fazer quermesses de São João, repletas de comidas típicas, pescaria, quadrilha, etc. Sábado à noite visitei a primeira da temporada. Comi muita besteira, assisti a uma quadrilha com estilo mineiro e me diverti bastante. É um São João bem diferente do Nordeste, mas nem por isso menos atraente.


Six Feet Under

Na madrugada de sábado, assisti aos três episódios finais da série Six Feet Under (A Sete Palmos). Claro, o final foi espetacular. Aliás, ainda melhor do que eu jamais havia imaginado. Que personagens complexos! Que discussões interessantes! Que fantásticos debates sobre vida e morte! É mesmo uma série de altíssimo nível, com um ritmo bem mais lento que muitas por aí, e alcançando um padrão de qualidade invejável, do início ao fim de suas 5 temporadas divididas em 63 capítulos de 50 minutos. O elenco é primoroso, como já citei antes aqui. Os 10 minutos finais foram sublimes, o melhor encerramento possível. O criador Alan Ball está realmente de parabéns.


War Império Romano

Para encerrar o atribulado final de semana, passei a tarde de domingo jogando o jogo recém-adquirido pelo meu amigo Cláudio, War Império Romano. Foi deveras empolgante ter que planejar estratégias de vitória. Permaneci me lembrando do Arte da Guerra de Sun Tzu, estratégias de divisão e conquista, etc. Foram 3 partidas e eu ganhei 2! =D Claro que contei com a sorte nos dados. Minhas defesas foram impenetráveis algumas vezes, e tive até meu momento "This is Spartaaaa!". Ótimo jogo!



É isso, pessoas. Agora recomeça a correria da semana, bom trabalho para todos!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Gossip Girl

O Alex do Espaço da Cultura Inútil me recomendou algumas vezes a série Gossip Girl. Mas ele gostava de O.C., e eu vi algumas vezes e não achei a menor graça em um seriado só com gente rica. Contudo, Gossip Girl era estrelado pela Blake Lively, uma atriz que conheci no longa (e em sua sequência) Quatro Amigas e um Jeans Viajante, que também conta com a Alexis "Rory" Bledel (Gilmore Girls), a atualmente badalada America Ferrera (Betty, A Feia) e Amber Tamblyn (Joan da Arcádia e a novíssima The Unusuals). Como admiro bastante o filme, me deu vontade de conferir a série. Os primeiros episódios são bons e tal, mas... não sei, ainda não tinha realmente me conquistado.
A sinopse: Serena Van Der Woodsen (Lively), Blair Waldorf (Leighton Meester), Nate Archibald (Chace Crawford) e Chuck Bass (Ed Westwick) são jovens ricaços da elite de Manhattan, mais precisamente do bairro Upper East Side. Os quatro estudam juntos e se conhecem há alguns anos. Dan Humphrey (Penn Badgley) é um morador comum do Brooklyn, mas estuda no mesmo lugar com uma bolsa de estudos. A premissa básica da ação é que uma garota misteriosa se autodenomina Gossip Girl e usa um blog (além de SMS) para emitir fofocas sobre a juventude de Manhattan.
O início da série é centrado em Dan e Serena, e eu decidi continuar assistindo porque gostava do romance. Mas, no desenrolar da história, Chuck e, principalmente, Blair mostraram ser os verdadeiros protagonistas da história. Ok, todos participam com importância, mas eles são os melhores personagens e os fãs (andei espiando os comentários em uma comunidade do Orkut =P) os amam. Parte é culpa dos roteiristas, mas decididamente os atores influenciaram este rumo. Leighton Meester, além de belíssima, é talentosa. Gostaria de vê-la no cinema em papéis diferentes, como dramas, para ver se é talento ou se ela realmente é como a personagem. Mas Blair, com todas as suas contradições, é de muito longe o que há de melhor em Gossip Girl e a razão pela qual eu passei a apreciar de verdade o seriado.
Completam o elenco Jenny (Taylor Momsen), a irmã de Dan; Rufus (Matthew Settle), o pai deles; Lily (Kelly Rutherford), mãe de Serena; e Vanessa (Jessica Szohr), amiga de Dan, entre outros com menor destaque.

Bem, é isso aí. Alex, obrigado pela indicação! =D E até a próxima temporada, Gossip Girl.

XOXO



Curiosidade: a Gossip Girl é dublada por Kristen Bell (Veronica Mars e Heroes).

Abaixo algumas fotos da série e do elenco:


(Da esquerda para a direita: Blair, Dan, Serena, Nate, Chuck e Jenny)

(Da esquerda para a direita: Blair, Nate, Serena, Dan, Chuck e Jenny)

(Da esquerda para a direita: Nate, Serena, Chuck, Blair, Dan e Jenny)

(Blair Waldorf, com todo o seu estilo - olha aí, Denise, eu falando de moda! XD)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Twitter, Wolverine e A Sete Palmos

Twitter

Minha amiga Mari me convenceu a entrar no Twitter e eis que estou adoraaando. Realmente é algo viciante. Para aqueles que quiserem acompanhar meus posts por lá, acessem http://twitter.com/tocadolobo. Adicionei o link ali do lado também! =D
Para quem não sabe, o Twitter é um sistema de post de mensagens curtas (140 caracteres), utilizado como uma espécie de Diário Online, embora os usuários personalizem como desejam. Alguns postam pensamentos que lhes ocorrem, outros o que estão fazendo, ainda outros o resumo do dia, links interessantes, e por aí vai. Mas a idéia de posts curtinhos é ótima! Recomendo!


X-Men Origens: Wolverine


Bem, eu nunca pensei que este filme seria tão decepcionante, sobretudo no seu roteiro, que altera despropositadamente grande parte da história do personagem, coloca personagens em situações pavorosas, e descaracteriza completamente a cada um dos presentes. Cada um. Logan é o mais fiel, para se ter idéia. O que dizer de Emma Frost? Aaaaargh! Eu a detesto nos quadrinhos, mas ela não é uma personagem ruim, só não casa com meu gosto pessoal mesmo. Sinceramente, vou me candidatar a roteirista da Marvel, porque eu faria um roteiro melhor. Bom, roteiros à parte, a ação do filme é regular, anima em determinados trechos. Não deixa de ser um pouco excitante ver algumas das passagens da memória dos quadrinhos ali na tela. E a cena de abertura é magnífica (como bem disse o Pablo Villaça em sua crítica)! Me pergunto se realmente o diretor dessa cena é o mesmo do restante do filme. =P Contudo, o roteirista é, pois estão tão descaracterizada quanto o restante.
De qualquer forma, o filme é médio, mas até que diverte um pouquinho.
3 estrelas em 5


A Sete Palmos

A série Six Feet Under (A Sete Palmos no Brasil) foi exibida entre 2001 e 2005 na HBO, e conta a história de uma família que administra uma funerária. Quando me falavam da série, eu sempre pensei que mexeria com o sobrenatural, mas, quando decidi assisti-la, descobri que não era bem assim. O admirável Richard Jenkins (do maravilhoso The Visitor, já comentado aqui) interpreta Nathaniel Fisher, o patriarca dessa família, um personagem curiosamente dúbio em algumas de suas características. Frances Conroy (atriz de pontas em inúmeras séries) faz o papel de sua esposa, Ruth Fisher, uma personagem que adoro e torço para que consiga ser feliz. Peter Krause (ator de TV, como o atual Dirty Sexy Money) faz o primogênito Nate Fisher, um dos meus favoritos, e talvez o real protagonista da história. Michael C. Hall (que mais tarde se destacaria como o Dexter da série) faz David, o segundo filho. Um personagem interessante, cuja personalidade cresce aos poucos. Lauren Ambrose (nada muito promissor na biografia) completa a família como a caçula Claire Fisher, que inicia adolescente e nos permite acompanhar seu amadurecimento passo-a-passo. Completam o elenco Mathew St. Patrick como Keith, Rachel Griffiths como Brenda (certamente a mais complexa personagem da série) e Freddy Rodríguez como Rico.
A história é profunda, os personagens são todos tridimensionais, seus dramas são reais e cada episódio apresenta emoções inesperadas. O ritmo é um pouco lento, mas é proposital, pois no dia-a-dia não é toda semana que ocorre uma reviravolta em nossas vidas (como acontece em tantas séries por aí).
Os episódios sempre começam com algum personagem morrendo, e o roteirista usa sua criatividade para apresentar uma morte diferente das anteriores. Essa morte normalmente influencia de alguma forma o desenrolar do capítulo.
Mas o principal, eu diria, está na criatividade com a qual os autores demonstram os sonhos, devaneios e pensamentos dos personagens. As cenas realmente ocorrem na nossa frente e em vários casos só descobrimos se tratar de algo na mente de alguém quando a cena passa. Genial!
Bem, série excelente. Já vi 2 de 5 temporadas e estou começando a terceira!

(da esquerda para a direita: Brenda, Nate, David, Keith, Rico, Claire e Ruth - clique para ampliar)



Amanhã espero ver Star Trek. Não conheço muito deste verdadeiro titã da ficção científica, mas se apreciar o longa, penso em assistir a série clássica.


Me despeço com mais uma apresentação doce da Hayley Legg, um cover da I'm Yours do Jason Mraz.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Papo Rápido

É o último dia do mês e decidi preparar um post nessa noite de quinta, véspera de feriado. Ando com a mente dispersa e por isso não tenho comparecido neste local com a frequência que gostaria. Claro que o número de leitores é diminuto o suficiente para que praticamente ninguém sinta a falta dos posts, além de mim mesmo.
Não lembro se já disse isso aqui, mas diferente do meu fotolog, que tinha se tornado um espaço dedicado, sobretudo, aos outros (eu postava pelos comentários, não pelo prazer), este blog é dedicado a mim. Escrevo quando quero, quando sinto vontade, e sobre o que me der na telha.

Bem, o que tenho visto/lido de novo?

Pasmem, eu finalmente assisti Annie Hall (o título nacional é distante do filme, na minha opinião), a mais aclamada obra de Woody Allen. Claro, me falaram tanto do filme que minha expectativa era a mais alta possível. Eu o adorei, como não? Mas também não deverá aparecer no meu Top 10 do final do ano. De qualquer forma, Allen é genial, Diane Keaton é talentosíssima (é triste ver como ela desperdiçou muito de sua carreira promissora) e os diálogos do longa, como não poderiam deixar de ser, são virtuosos.

Também ando numa difícil jornada para tentar completar minha filmografia da Christina Ricci. Pretendo depois elaborar uma série de posts discutindo sua carreira em detalhes.

Sábado passado me deparei com o fabuloso Terra. O documentário é uma produção conjunta da Disney Nature (novo selo da Disney para esse tipo de filme), da BBC (talvez a maior produtora de documentários do mundo) e do Discovery Channel. A obra busca nos apresentar a um ano no Planeta Terra, acompanhando as agruras e proezas dos animais que aqui habitam. Lembra um documentário que passa no Discovery mesmo, mas com produção sublime (a trilha sonora é admirável) e, claro, a vantagem de ver tudo aquilo na telona. As imagens são... espetaculares! Destaque supremo para uma cena do início onde somos transportados a uma imensa quantidade de pássaros migrando pelo céu. A imagem é tão espetacular que encheu meus olhos d'água. Apenas lamento a terrível decisão do cinema de exibir uma cópia com a voz do narrador dublada, talvez visando atrair o público infantil. O original era narrado simplesmente por James Earl Jones, a inesquecível voz de Darth Vader. Uma espécie de Cid Moreira americano, hahahaha! "Que surpresas nos reserva para hoje, Mister M?"

Também ando vendo muitas séries. Acompanhei o final da terceira temporada de Heroes, passei a assistir Gossip Girl (que parece apenas fútil, mas consegue lhe pegar de jeito com alguns personagens brilhantes) e estou começando a ver a badalada A Sete Palmos. É curiosíssimo ver o Michael C. Hall - hoje conhecido como o Dexter do seriado homônimo - em outro papel, muuuuito diferente do seu atual. Mas o interessante é que desde 2001 até hoje ele só atua se for com cadáveres! =D

Nos quadrinhos, o destaque tem sido o início da mega-saga Invasão Secreta na Marvel. Começou bem, eu diria. Só em ser escrita pelo Bendis, promete ser melhor que Guerra Civil, essa escrita pelo Millar. Não que eu não goste do Mark Millar, mas ele é pura pancadaria. =P Excelente pancadaria, mas ainda pancadaria, hahahaha!

Na literatura, destaco o ótimo A História sem Fim, de Michael Ende. O livro originou os filmes, mas a verdade é que as adaptações não são exatamente fiéis, sabe? Bom, a obra original ganha muitos pontos pela criatividade. Eu sempre folheava o livro e me admirava por ver letras verdes e vermelhas. Acreditava ser mero apreço visual, mas apenas lendo fui capaz de descobrir a razão para essa dualidade de cores.


Bem, por hoje é só, pessoal. ^^ Ando pensando em algo para este espaço. Mas ainda não sei se vou seguir em frente com a idéia, estou amadurecendo. =)

Bom feriado para todos!