sexta-feira, 10 de abril de 2009

Nana Songs

Meu anime favorito se chama Nana e conta a história de duas garotas chamadas Nana. Uma delas é vocalista de uma banda chamada Black Stones (ou Blast). Há uma outra banda na história chamada Trapnest, cuja vocalista se chama Reira. Para dar maior realismo, os produtores contrataram duas cantoras para representarem Nana e Reira. Nana é representada pela japonesa descendente de russos e americanos Anna Tsuchiya e Reira pela japonesa descendente de noruegueses e americanos Olivia. Este post não é sobre o anime, mas sim sobre suas músicas. Então, sem mais delongas, deixo abaixo alguns vídeos.



(Anna Tsuchiya cantando Rose, primeira abertura do anime, ao vivo)




(Anna Tsuchiya cantando Kuroi Namida acústico - belíssima!)




(clipe de Lucy, cantada por Anna Tsuchiya)




(clipe de A Little Pain, cantada por Olivia)




(clipe de Wish, cantada por Olivia)




(clipe do anime ao som de Starless Night, cantada por Olivia)




(primeira abertura do anime, ao som de Rose, da Anna Tsuchiya)

terça-feira, 31 de março de 2009

O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks

Minha relação com Carl Barks começou na tenra infância, quando ele ainda era vivo. Um homem simples, de origem rural, conseguiu emprego como animador em desenhos da Disney. E após alguns anos nessa carreira, nos anos 40 surgiu a oportunidade dele trabalhar em casa. Como? Bolando e desenhando histórias para a revista Walt Disney Comics & Stories, que custava apenas 10 centavos de dólar na época. O protagonista deveria ser o Pato Donald, com aparições da Margarida e dos seus três sobrinhos (Huguinho, Zezinho e Luisinho) e de eventuais coadjuvantes, como a Vovó Donalda. Barks descobriu-se imensamente talentoso na criação de histórias cômicas de 10 páginas, sempre recorrendo aos temas: Donald pulando de emprego em emprego; sendo azarado perto do Gastão; disputando a Margarida com o Gastão; tendo que controlar as traquinagens dos três sobrinhos (e sua vontade de cabular aula); e, claro, brigando com o vizinho Silva. Já em meados dos anos 40 Barks estava estabelecido no mercado e suas revistas eram as mais vendidas do país.
E em 1947 ele adicionou a uma história do Donald um tio ranzinza e pão-duro que seus sobrinhos mal conheciam. Era a primeira aparição do Tio Patinhas, na super clássica história Natal nas Montanhas. Era um pato muito cruel e ainda com sua personalidade mal definida. Mas foi no ano seguinte que, com sua segunda aparição, ele começou a fazer sucesso. Se deu na clássica história O Segredo do Castelo, na qual Donald e os sobrinhos ajudam o tio a desvendar os mistérios do castelo de seus antepassados. Uma história repleta de suspense, horror e aventura, fugindo do tradicional padrão Disney.
Foi só em 1952 que Patinhas ganhou sua própria revista, dessa vez com histórias de cerca de 30 páginas, escritas e desenhadas por Barks. A maioria com participação de Donald e os sobrinhos. Inspirado nas revistas da National Geographic, Barks fez os patos viajarem mundo afora, buscando riquezas, desvendando mistérios e encarando aventuras. Barks também deu vida aos Escoteiros-Mirim, que eram uma nova faceta dos sobrinhos traquinas, agora dedicados e extremamente estudiosos. Esta faceta lhes seria muito útil nas aventuras com o tio rico, nas quais comumente salvaram o dia com o auxílio do indispensável Manual do Escoteiro-Mirim.
Barks criou ainda a Maga Patalógica, o Pão-Duro Mac Mônei, os Irmãos Metralha, dentre inúmeros outros coadjuvantes menores.

Com 3 anos eu tinha sido ensinado a ler pelo meu pai e ele me levou a uma banca de revistas e pediu que eu escolhesse algo. Não sabia o que estava fazendo, coitado. Hehehehe. Comecei aí e hoje, 23 anos depois, continuo adquirindo quadrinhos, numa coleção que, a essa altura, já deve ter passado das 1500. Mas então, fui descobrindo os patos da Disney, sobretudo o Tio Patinhas. Logo surgiu o desenho Ducktales, com inúmeras histórias que eu reconhecia das minhas revistas (mal sabia eu que se tratavam de histórias de Carl Barks) e com aqueles personagens que eu amava. Essa paixão durou alguns anos, depois acabei trocando a Disney por quadrinhos mais adultos, como os X-Men. Mas nunca deixei de apreciá-los. E eis que, há alguns anos, a Abril resolveu lançar toda a vasta bibliografia de Carl Barks, na ambiciosa obra que dá título a esse post. Claro, eu comprei as 41 edições divididas em 10 caixas, que adquiri durante cerca de 5 anos, com períodos de maior atividade e alguns de espera. São mais de 7000 páginas de quadrinhos. E hoje eu conheço toda a obra do mestre. Do maior fabricante de sonhos que o mundo já conheceu, responsável pela alegria da minha infância, e de tantas outras crianças. Eu sou quem sou graças a Carl Barks. Não é à toa que alguns anos depois virei fã de Indiana Jones (que possui inúmeras referência às histórias de Barks, do qual Spielberg e Lucas são fãs assumidos), e que sonhei durante muitos anos ser um arqueólogo, pois queria conhecer todas essas terras distantes citadas nas histórias e que permeavam os meus sonhos.

Bom, deixo-os com algumas fotos da minha coleção.





sábado, 28 de março de 2009

XVIII Encontro da Nova Consciência - Parte III

Antes de mais nada, quero pedir desculpas pela demora para concluir a série de posts sobre o Encontro da Nova Consciência. Fui a Recife para o casamento de dois amigos e quando cheguei tive dias bem corridos e enrolados. Mas cá estou eu! =D

Após o encontro de Esperanto, ainda na segunda-feira, cheguei atrasado à palestra sobre Fisiologia Transdimensional, com o médico e escritor espírita Décio Iandoli Júnior. O que vi da palestra me impressionou, pois a Medicina tradicional é respeitada, mas a Fisiologia Transdimensional esclarece muitos pontos. Os médicos tradicionais estão curando o problema, mas não a causa, que é psico-espiritual e está mais relacionada a energias que ao corpo. A teoria é completamente científica, tomando como base o modelo Tiller-Einstein do espaço/tempo positivo-negativo.


Na terça assisti à palestra Homossexualidade, Escola e Preconceito: A Construção Social das Diferenças, proferida pelo professor Adriano Barros. O tema estava bem em voga tendo em vista os preconceitos sofridos na cidade e a palestra foi interessante, mostrando que é possível formar mentes livres de preconceito.

Em seguida, presenciei a mesa redonda sobre Música Independente, Mídia Livre e Cultura Digital, com Ricardo Kelmer, Rômulo Azevedo e Alcides. Rômulo, um especialista em TV e cinema da cidade, falou sobre o mundo digital, sobre a transição das câmeras analógicas para digitais, sobre a pirataria, etc. Alcides falou sobre música independente, pequenas iniciativas e a cena musical de Campina Grande. Por fim, o figuraça Ricardo Kelmer falou de Mídia Livre, de como ter produção independente. Claro, se usou de exemplo e fez marketing de seu livro mais recente, "Vocês, Terráqueas". Os debates foram promissores, sobretudo acerca de pirataria.

Após a palestra, participei de um ritual xamânico muito curioso, com músicas, instrumentos, orações, etc., ocorrendo na praça em frente ao local do evento.

Após uma boa dose de comida japonesa, o encerramento do Encontro 2009 foi com a palestra Jesus e a Nova Consciência, do médico e espírita campinense Fernando Queiroga. Como sempre, Fernando articula bem seu raciocínio e nos conduziu a um encerramento à altura da história do evento.


O saldo final da minha participação foi muito positivo. Mesmo com a redução nas palestras, tive a sorte de assistir a algumas variadas e bem proferidas. Espero que o evento sobreviva, cresça e que eu possa frequentá-lo muitas outras vezes.


Para encerrar, deixo algumas fotos do evento, tiradas por mim.


(Após a Caminhada pela Paz)


(Símbolo do Projeto Semente Estelar)


(Ritual Xamânico)

sábado, 14 de março de 2009

XVIII Encontro da Nova Consciência - Parte II

Continuando minha narrativa do 18º Encontro da Nova Consciência (que outrora se chamava Encontro Para a Nova Consciência, mas teve sua grafia alterada por razões numerológicas, salve engano), tirei a manhã do domingo para descansar um pouco e fui ao evento apenas após o almoço. Domingo à tarde ocorre há vários anos a Caminhada pela Paz, seguida do Ato Ecumênico. A caminhada é sempre guiada ao som dos Hare Krishna, que animam os acompanhantes e é muito melhor do que correr atrás de um bloco de axé, hehehehe. E o Ato conta às vezes com participantes de até 15 religiões distintas. Cada um faz uma breve prece, cânticos são entoados e muita energia positiva circula pelo lugar.
Pois bem, o evento mudou de lugar esse ano (uma vez que o Teatro Municipal está em reformas) e, dessa forma, também mudou o percurso da caminhada. Mas nem por isso ela foi menos prazerosa. Acompanhei ao lado de um amigo o aquecimento dos Hare Krishna enquanto ensinavam à platéia seu tradicional mantra em vários ritmos distintos. Em seguida, acompanhados por um carro de som (uma pessoa segurava o microfone para um Hare Krishna ditar as músicas), fizemos um percurso relativamente curto, mas divertido, sempre acompanhando os mantras. A caminhada terminou na praça embaixo do novo viaduto da cidade, onde se reuniram representantes Hare Krishna, seguidores de Sai Baba, índias tradicionais, representantes do Santo Daime e wiccanos. Curiosamente, a única religião cristã presente este ano foi o Santo Daime. Não sei dizer porque, já que certamente vários espíritas se interessariam em comparecer, e eles sempre conseguiam um padre ou bispo e um pastor mais aberto. De qualquer forma, foi muito bom poder presenciar essa emanação de energia positiva.

Ainda no domingo, assisti parte de uma palestra entitulada O Caminho da Deusa - Jornada de Uma Peregrina pelos Caminhos de Santiago de Compostela, a narração de uma xamã matricial sobre sua jornada pelo caminho que Paulo Coelho tornou famoso no Brasil ao narrar sua própria jornada no livro O Diário de Um Mago. Duas coisas me chamaram a atenção na palestra: a xamã Maria Dáguia era uma branca convertida nas tradições indígenas por uma índia americana, não me recordo se era cherokee ou cheyenne; e ela alternava sua narração com momentos musicais, acompanhados de um instrumento que lembrava um pandeiro, mas sem os guizos, um pouco maior e tocado como um tambor, com a ajuda de uma baqueta (ou seja lá como se chamar). Ela mesma tocava o instrumento, e a primeira música foi especialmente bela, sem conter uma letra, apenas agudos vocais belissimamente harmônicos. Queria um cd! =P

Na segunda pela manhã presenciei a mesa redonda Uma Nova Consciência para o Semiárido (sem hífen na programação, não me perguntem se está de acordo com as novas regras =P). Adriana Lucena abriu a discussão apresentando os problemas do Semiárido, as possíveis soluções, a questão política que ronda o problema e nos apresentou a inúmeras espécies vegetais, inclusive algumas agregáveis à culinária. Em seguida, o professor Daniel Duarte fez uma palestra maravilhosa, uma verdadeira aula de didática. Entrecortando as discussões com trechos de poesias e de músicas nordestinas, a maioria de Luiz Gonzaga, o palestrante, que estava vestido completamente à caráter (de couro, bota e gibão), não deixou a platéia piscar. Exibiu inúmeras fotos de sua autoria mostrando como o Semiárido é belo e saí praticamente amando a região, hehehehe.

No início da tarde, conferi a palestra Radiestesia e Radiônica - Meios de Integração da Mente Universal, com o radiestesista profissional José Marcial, de São Paulo. De acordo com a Wikipédia: "Radiestesia é uma palavra composta por dois termos distintos: Radius, que vem do latim e significa radiação, e aisthesis, de origem grega e que significa sensibilidade, indicando assim a sensibilidade às radiações". Sabe aquele pedaço de galho em forma de Y que chamam forquilha e que serve para encontrar água em regiões secas? É um instrumento da radiestesia. Tudo no Universo emite energia, a radiestesia consiste em diferenciar os tipos de energia e fazer contato com elas. Exemplo: perdeu um objeto? É uma das mais bem-sucedidas práticas radiestesistas encontrar coisas perdidas (ou pessoas, já descobriram cativeiros de sequestros). Encontrar água, mineirais preciosos, e até mesmo descobrir com que tipos de alimentos seu organismo se dá bem. Importante: radiestesia não é ocultismo nem bruxaria. Todos têm essa capacidade, e a maioria pode desenvolvê-la sem muitos obstáculos. Apreciei bastante conhecer mais do assunto, acerca do qual eu tinha apenas uma vaga idéia, e mesmo assim sem saber como se chamava.

Saí apressado da palestra para conferir o Encontro de Esperanto, com uma palestra do renomado professor de Juiz de Fora José Passini, talvez a maior autoridade brasileira no idioma. Esperanto é a língua planejada mais falada do mundo, e sua principal meta é ser um idioma de fácil aprendizado, buscando ser o elo de ligação entre todos os povos. O Esperanto não quer substituir língua alguma, mas sim ser o meio de comunicação internacional. Aliás, eles abominam a idéia de algum país adotar o idioma como oficial, pois dessa forma perderia as suas características. Mesmo que estudemos Inglês por 10 anos, não falaremos como um nativo, de maneira alguma. Com o Esperanto, não há esse problema, porque a língua não tem donos. Ademais, o idioma parece ser realmente simples, utilizando características de várias línguas. Eu fiquei realmente tentado a fazer um curso ou estudar por conta própria. Eu poderia manter esse blog em Esperanto. =)


Bem, abaixo mais alguns folders de eventos passados (o último foi desse ano) e em breve a última parte da minha narração, repleta de fotos.







Abaixo alguns vídeos do evento desse ano, postados pela ONG:


(um panorama geral do evento. No início, a xamã da palestra e seu instrumento. Dá pra ver bem a feirinha esotérica e um trecho do show de Biliu de Campina - uma espécie de Adoniran Barbosa da cidade, hehehe)



(sobre o Esperanto, entrevista com José Passini)



(matéria da TV Itararé, representante local da Cultura)



(matéria da mesma emissora sobre a Caminhada pela Paz. Um sorvete para quem conseguir me achar no vídeo! XD)

terça-feira, 10 de março de 2009

XVIII Encontro da Nova Consciência - Parte I

Eu já expressei várias vezes (no meu antigo fotolog e há pouco tempo aqui no blog) o meu amor por este evento que ocorre em todos os carnavais na cidade de Campina Grande, na Paraíba (cerca de 120km de João Pessoa). Como residente da cidade e tendo uma mãe espiritualizada, fui levado ao evento algumas vezes na minha adolescência. Mas a vontade de desenvolver meu lado espiritual ainda não tinha surgido forte na minha vida, e, vejam só, o que me atraíu de verdade ao evento foi a sua expansão a áreas distintas da religião. Em 2000 eu aprendi a jogar RPG com alguns amigos e estava ansioso para jogar o famoso Vampiro: A Máscara, do qual tanto ouvia falar e pelo qual me interessava por ser apreciador dos livros vampirescos de Anne Rice (o mais famoso deles é Entrevista com o Vampiro, que deu origem ao filme de 1994 com Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas e a então criança Kirsten Dunst). Eis que em 2001 surgiu na programação do evento o I Encontro de RPG. Um cara viria de fora da cidade para montar fichas de personagens pela manhã, jogar no espaço do evento à tarde e concluir tudo em um live action à noite! Um live action!!! Para os leigos, trata-se de uma partida de RPG encenada, normalmente com os jogadores vestidos à caráter e atuando como seus personagens. Eu e meus amigos ficamos deslumbrados e participamos desse evento.
Esse evento em especial me deixou recordações preciosas, por outras razões que não explicarei ou me alongarei em demasiado (mais do que já irei me alongar =P). No ano seguinte, recebi três amigos de Recife e fomos a algumas palestras com focos mais espirituais. E, aos poucos, passei a apreciar como nunca a pluralidade de temas abordados naquele evento, frequentando os mais espiritualistas, os mais fantásticos e os mais curiosos. Lembro de participar... do Encontro de Ateus e Agnósticos, do Encontro de Literatura Fantástica, do Encontro de Haikai, do Encontro de Pré-História Paraibana, do Encontro de Ex-Ufólogos, do Encontro de Anime, do já citado Encontro de RPG, e inúmeros outros. Além de acompanhar frequentemente as palestras do evento principal, mais voltadas a temas como a paz, o desenvolvimento da alma, a salvação do planeta, etc. E aí vi palestras de bispos, pastores, espíritas, monges budistas, hare-krishnas, membros do Santo Daime, seguidores de Sai Baba, wiccanos, ciganos, babalorixás, além de médicos, físicos, cientistas, escritores, astrólogos, tarólogos e mais uma porção de pessoas que eu certamente esqueci. Não posso deixar de citar as duas palestras que vi no evento (em 2001 e em... 2006 ou 2007, acho) do médium Divaldo Pereira Franco (tive o prazer de ver duas outras exposições suas, em outras oportunidades), o maior palestrante que já conheci. Quem não conhece, recomendo que vá a uma de suas palestras. Mesmo que não seja espírita, não creia em reencarnação, etc., dê uma chance a Divaldo e ele irá lhe conquistar. Vocês podem ficar de olho se ele vai à sua cidade no seu site oficial: http://www.divaldofranco.com/, na seção Agenda. Recomendo que ouçam sua maravilhosa palestra sobre o amor: http://www.youtube.com/watch?v=MKLgiEEsQwE. Há inúmeras outras em áudio no YouTube, e trechos em vídeo.

O Encontro foi fundado em 1992, aproveitando a mesma época na qual ocorria o MIEP, um encontro espírita, na cidade. Alguns anos depois surgiu o CRESCER, um evento católico. E a cidade começou a se tornar referência no assunto teológico. Surgiu então o Encontro da Consciência Cristã, evangélico. E até mesmo um outro evento protestante, organizado por outra Igreja. E o Amigos da Torá, judaico. Destes, apenas o MIEP sempre manteve uma relação agradável com a Nova Consciência, inclusive alguns dos palestrantes de um aproveitavam para palestrar no outro também. Há alguns anos, os membros da Consciência Cristã começaram a interferir no nosso evento. Apareciam nas proximidades do Teatro (onde anualmente ocorria o evento) para panfletar. Em outros anos, ofereciam água e se você aceitasse lhe puxavam para conversar sobre Jesus. Quero deixar claro que não tenho nada contra religião alguma. Pelo contrário, aprecio a diversidade de orientações espirituais, o que só prova que somos todos diferentes e fomos submetidos a diferentes situações, portanto nada mais normal que termos credos distintos. Também friso que creio em Jesus Cristo, só não sou exatamente adepto de uma religião específica, porque prefiro conhecer diversas opiniões, e formular a minha própria. Aliás, um dos mais ilustres e frequentes participantes do Encontro foi o falecido pastor presbiteriano Nehemias Marien, um homem fantástico.
Mas continuando a versar sobre a Consciência Cristã, em 2007 eles realizaram ataques de intolerância e homofobia. Agressão moral no Encontro de Homossexualidade. Agressão moral e praticamente física à babalorixá Sandra Iyá. Incendiaram latas nas escadas do Teatro, atrapalhando o evento, etc. Foi redigido um manifesto e inúmeros participantes do Encontro assinaram, para ser entregue às autoridades locais, buscando evitar novos atos de intolerância. A situação religiosa na cidade só piorou desde então. Todo tipo de manifestações contrárias ao evento foi realizado.
Também, há alguns anos o evento vem sofrendo de problemas orçamentários. Dependente do patrocínio governamental e municipal, a cada ano a verba chegava mais atrasada, os folders saíam mais tarde, a própria programação na Web mais em cima da hora. Este ano foi a gota d'água. A verba municipal foi dada à Consciência Cristã (o vice-prefeito é um protestante conhecido), mas inventaram um atraso no envio da documentação da Nova Consciência e não repassaram à ONG que cuida do evento. Pra piorar, a prometida verba estadual não veio porque o governador foi cassado na semana que antecedeu o carnaval e o novo cortou as verbas prometidas até que soubesse do que se tratava. Então, a maioria dos palestrantes de outras cidades teve que ser retirada às pressas da programação, por falta de verba para trazê-los e acomodá-los. A organização disse ter aprendido a lição e que já garantiu um patrocínio forte para 2010, que não vão mais depender de dinheiro público. Com tudo isso que vem acontecendo, muitas discussões têm sido feitas acerca de como podemos salvar o evento. Sugeriram até mesmo levá-lo para outra cidade mais receptiva. Mas todos têm fé de que podemos salvá-lo em Campina. Só espero que sobrevivamos à imensa concentração de pessoas contrárias à realização do Encontro.

Em meio a tudo isso, assisti à minha primeira palestra da décima-oitava edição. Tratava-se do Fórum sobre Identidade e foi mais um debate que uma palestra em si. Conduzido por um moderador, o professor de História da UFCG, o espírita mineiro José Otávio, apresentou um pouco sobre filosofia, história das religiões, história da intolerância, e a própria sobrevivência do evento participou do debate. Algumas das poucas pessoas na platéia expuseram suas opiniões e foi uma manhã de sábado bastante proveitosa.

No mesmo dia assisti à palestra Sócrates e o Combate: A Presunção da Verdade, proferida pelo professor de Filosofia da UFCG Oscar Lira. Realizando uma comparação entre pessoas que contestaram o modo de viver atual e foram mal-compreendidas pela sociedade, como Sócrates e também Jesus Cristo. Interessante é a frase de Sócrates: "Tudo sei é que nada sei". E assim, por admitir que nada sabia, ele demonstrava ser mais inteligente que as pessoas que pensavam saber algo, quando ninguém se aproximava das verdades. Dono de uma retórica excelente, o professor Oscar jamais deixou a platéia desanimar.

À noite, presenciei a uma palestra do astrólogo pernambucano Haroldo Barros, sobre Astrologia, Ciclos de Vida e Evolução. Como admirador da arte de observar o posicionamento dos astros no céu como indicativo do que pode nos suceder, apreciei em demasiado conhecer um pouco mais acerca de como os mapas astrais são feitos. Na astrologia, cada dia representa um ano. O que isso quer dizer? Que o posicionamento dos astros no céu nos 10 primeiros dias de vida de uma pessoa são um indicativo de seus 10 primeiros anos. Interessante também foi saber que o mapa astral de Barack Obama é extremamente similar aos de Abraham Lincoln e Franklin Roosevelt. E Obama deve ser cuidadoso, porque os outros dois não concluíram seu mandato. Sempre bem humorado, Haroldo conduziu a palestra com brilhantismo, chegando ao ponto de observar o mapa astral do Lula e de abrir o espaço para questionamentos da platéia. Se eu já me interessava por Astrologia, fiquei desejoso de estudar essa arte e fazer eu mesmo meu mapa astral.


Bem, abaixo há algumas imagens de antigos folders do evento, retiradas do site oficial. No próximo post continuarei narrando os melhores acontecimentos de minha passagem pelo XVIII Encontro da Nova Consciência.






Concluirei esta primeira parte do meu relato do evento de 2009 com um poema do supracitado Divaldo Franco. É um poema reencarnacionista, então os que não tiverem essa crença, estão livres para ler apenas caso desejarem conhecer uma belíssima oração.


Poema de Gratidão

Muito obrigado Senhor!
Muito obrigado pelo que me deste e pelo que me dás.
Pelo pão, pela vida, pelo ar, pela paz.

Muito obrigado pela beleza que os meus olhos vêem no altar da natureza.
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar
Que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil
E se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil.

Muito obrigado Senhor!
Porque eu posso ver meu amor.
Mas diante da minha visão
Eu detecto cegos guiando na escuridão
que tropeçam na multidão
que choram na solidão.

Por eles eu oro e a ti imploro comiseração
porque eu sei que depois desta lida, na outra vida, eles também enxergarão!

Muito obrigado Senhor!
Pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro
A melodia do vento nos ramos do olmeiro
As lágrimas que vertem os olhos do mundo inteiro!

Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais, que se houve uma vez e ninguém a esquece nunca mais!
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro.
E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!

Pela minha alegria de ouvir, pelos surdos, eu te quero pedir
Porque eu sei
Que depois desta dor, no teu reino de amor, voltarão a sentir!

Obrigado pela minha voz
Mas também pela sua voz
Pela voz que canta
Que ama, que ensina, que alfabetiza,
Que trauteia uma canção
E que o Teu nome profere com sentida emoção!

Diante da minha melodia
Eu quero rogar pelos que sofrem de afazia.
Eles não cantam de noite, eles não falam de dia.
Oro por eles
Porque eu sei, que depois desta prova, na vida nova
Eles cantarão!

Obrigado Senhor!
Pelas minhas mãos
Mas também pelas mãos que aram
Que semeiam, que agasalham.
Mãos de ternura que libertam da amargura
Mãos que apertam mãos
De caridade, de solidariedade
Mãos dos adeuses
Que limpam feridas
Que enxugam lágrimas e dores sofridas!

Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de cirurgias, de psicografias!
Pelas mãos que atendem a velhice
A dor
O desamor!
Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio!
E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar!

Obrigado Senhor!
Porque me posso movimentar.
Diante do meu corpo perfeito
Eu te quero rogar
Porque eu vejo na Terra
Aleijados, amputados, decepados, paralisados, que se não podem movimentar.

Eu oro por eles
Porque eu sei, que depois desta expiação
Na outra reencarnação
Eles também bailarão!

Obrigado por fim, pelo meu Lar.
É tão maravilhoso ter um lar!
Não é importante se este Lar é uma mansão, se é uma favela, uma tapera, um ninho, um grabato de dor, um bangalô, uma casa do caminho ou seja lá o que for.

Que dentro dele, exista a figura
do amor de mãe, ou de pai
De mulher ou de marido
De filho ou de irmão
A presença de um amigo
A companhia de um cão
Alguém que nos dê a mão!

Mas se eu a ninguém tiver para me amar
Nem um teto para me agasalhar,
nem uma cama para me deitar
Nem aí blasfemarei.
Pelo contrário, eu te direi

Obrigado Senhor!
Porque eu nasci!
Obrigado porque creio em ti
Pelo teu amor, obrigado senhor!


Divaldo Franco
(retirado do site
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080826074639AAa4HgR )

sábado, 7 de março de 2009

Férias

As férias acabaram, segunda o trabalho recomeça, e passei os últimos dias de liberdade sem Internet em casa, graças aos problemas da NET. Talvez tenha sido bom, afinal serviu como um descanso da rede também. =P

Bem, passei 19 dias no Nordeste do Brasil, mais especificamente em Campina Grande (e João Pessoa), na Paraíba, cidade famosa por seu São João e pelo clima agradável da Serra da Borborema. Eu residi de 10/07/90 a 24/07/07 nessa cidade e, portanto, deixei lá muitos amigos, que decidi visitar nas minhas férias. Houve outro motivo para a viagem, já citado aqui, e que será assunto do próximo post.

Foram dias agradáveis, nos quais comi muita pizza (e outras iguarias gostosas), conversei sobre muita coisa, revi pessoas queridas, tomei um rápido banho de mar (em minha breve passagem pela capital), fiz um concurso (horrível, aliás), matei um pouquinho a saudade dos meus amigos, vi muitos filmes e descansei pouquíssimo. Mas estou contente de ter empreendido a viagem. Aos que fizeram parte dessas férias, meus agradecimentos pela diversão! =) Meu único revés foi ter esquecido minha câmera em um ônibus e, assim, a perdido sem nem mesmo ter terminado de pagá-la. Felizmente, a maioria das fotos já estava no PC dos amigos e pude trazer de recordação.

Aliás, deixo-os com algumas.

Minha satisfação ao poder comer a incomparável Pizza Charge (e porque não uma Prestígio também?)


Desconfiado do crepe


Assistindo filme na casa dos amigos


Posando no Sesc Centro


O viaduto de Campina Grande, caro e desnecessário, mas não por isso menos bonito




Bom, no mais... não pude assistir à transmissão do Oscar, mas fiquei particularmente satisfeito com o resultado, apesar de, como era de se esperar, eu ter ficado em último no nosso bolão de vencedores da premiação (vencido pela Pati, parabéns!). Nada como ter Kate Winslet vencedora! E Slumdog Millionaire é um filme delicioso e fiquei também contente com o reconhecimento dessa mistura de ocidente com Bollywood e do trabalho do Danny Boyle. Também sorri pela vitória de Penn sobre Rourke pois, apesar de apreciar o trabalho de Mickey, as sutilezas da composição de Milk me parecem mais intensas, além do filme em si ser melhor aos meus olhos.

Bom, por hoje é só. No próximo post: o XVIII Encontro da Nova Consciência!

Deixo-os com uma lendária apresentação do grupo dinamarquês Aqua em 2001, sempre muito enérgico nos palcos, e que está de volta para uma turnê!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Oscar 2009

Bem, hoje é o Oscar. Assisti a quase todos os indicados (faltou Frost/Nixon =///), exceto os documentários, os curta-metragens (e ainda vi 3 dos 5 curtas de animação) e os estrangeiros (dos quais vi apenas Valsa com Bashir). Abaixo meus comentários sobre os 5 últimos. O post está corrido, pois estou viajando e fazendo as coisas nos computadores dos amigos, e nas brechas entre programas.


Milk - A Voz da Igualdade

Um dos filmes que mais me interessavam entre os indicados era Milk, por se tratar da história verdadeira de um dos primeiros ativistas homossexuais da história, nos anos 70. E o filme correspondeu à minha expectativa. Sean Penn está perfeito como Harvey Milk, um gay que decide se envolver com a política de São Francisco. E suas atividades políticas são meras coadjuvantes se comparadas à importância para a comunidade LGBT (ou seja lá como andem se denominando atualmente, já que andam em eterna mudança) que a sua figura pública representou, possibilitando à classe obter e lutar pelos direitos que hoje possui, como o casamento. Josh Brolin está muito bem como o antagonista de Milk (embora não tanto a ponto de merecer uma indicação, seu trabalho em Onde Os Fracos Não Têm Vez foi muito superior), Emile Hirsch também vai bem, e James Franco surpreende como o namorado de Milk. A reconstrução de época é perfeita, e em muitos momentos torna-se difícil dizer se estamos vendo imagens de arquivo ou a filmagem de Gus Van Sant.
5 estrelas em 5


Valsa com Bashir (Israel)

Quando me disseram que Valsa com Bashir era um documentário em animação israelense, este fato despertou a minha curiosidade. Um documentário em animação? Louvável! O filme conta a história de alguns israelenses que tomaram parte na Guerra do Líbano há cerca de 20 anos, e como esta guerra os afetou psicologicamente, ao ponto de alguns deles terem lapsos de memória acerca do que realmente vivenciaram. O filme é uma obra de arte, no que diz respeito à sua narrativa e à criatividade no uso da animação. A "fotografia" é espetacular, utilizando-se de tons amarelados ao retratar imagens da guerra e mesmo de um estilo antiquado ao rememorar fatos da II Guerra Mundial. A história é interessante, mas a construção visual (que une animação, trilha sonora, criatividade na fusão de ambas e nas sequências de animação, cenários, fotografia, etc.) é realmente o ponto forte da obra.
5 estrelas em 5



O Casamento de Rachel

Há meses ouço falar que uma indicação de Anne Hathaway ao Oscar por seu desempenho nesse longa era certa. Realmente a previsão foi concretizada, e Hathaway decididamente merece a indicação, pois oferece uma excelente atuação como Kym, uma dependente que sai da clínica de reabilitação direto para o casamento de sua irmã Rachel (Rosemarie DeWitt). O filme gira em torno do final de semana da família, e foca na conturbada relação entre as irmãs e seus pais separados. É basicamente um drama familiar focado no diálogo e nas brigas entre todos. A direção de Demme (Silêncio dos Inocentes, Filadélfia) é original, fazendo bastante uso da câmera na mão (tremida e em ângulos curiosos) e da trilha diegética (sons originados no filme apenas, não realmente uma trilha), o que certamente confere ao longa um estilo documental. Assim, parecemos realmente acompanhar a vida dessa família que, afinal, não deixa de ser comum. Todas as famílias têm seus problemas, correto?
4 estrelas em 5



Dúvida

Sou obrigado a concordar com a maioria dos americanos sobre o talento de Meryl Streep. Ela parece ser incapaz de fazer um filme sequer de mal gosto ou no qual atue mal. Até mesmo em Mamma Mia (que não assisti), um musical leve e descontraído, ela conseguiu fazer com que seu papel descompromissado ganhasse uma indicação ao Globo de Ouro. E definitivamente, tendo sido indicada 15 vezes, ganhar apenas 2 Oscars é relativamente pouco. Digo que ela merecia mais. Neste Dúvida, Streep está impressionante, como de costume. Interpretando uma madre superior extremamente rigorosa e durona, mas ao mesmo tempo completamente diferente de seu papel no Diabo Veste Prada. A Irmã Aloysius é dura, e ao mesmo tempo humana. Rigorosa, mas parece apenas seguir seus princípios. Claro, o filme conta com desempenhos excelentes de Seymour Hoffman como o Padre Flynn, de Amy Adams como a Irmã James e de Viola Davis como a sra. Miller. Todos merecedores de suas indicações. O roteiro do filme é sutil e focado na guerra de interpretações, mas Streep rouba a cena.
4 estrelas em 5



Abaixo meus palpites para a premiação. Em negrito, os que acho que vão vencer. Em itálico, os que eu gostaria de ver vitoriosos. As categorias que não têm itálico, eu não tenho uma preferência.



Melhor Filme

O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
Milk - A Voz da Igualdade
O Leitor
Quem Quer Ser um Milionário?


Melhor Ator

Richard Jenkins - The Visitor
Frank Langella - Frost/Nixon
Sean Penn - Milk - A Voz da Igualdade
Brad Pitt - O Curioso Caso de Benjamin Button
Mickey Rourke - O Lutador


Melhor Atriz

Anne Hathaway - O Casamento de Rachel
Angelina Jolie - A Troca
Melissa Leo - Rio Congelado
Meryl Streep - Dúvida
Kate Winslet - O Leitor


Melhor Ator Coadjuvante

Josh Brolin - Milk - A Voz da Igualdade
Robert Downey Jr. - Trovão Tropical
Philip Seymour Hoffman - Dúvida
Heath Ledger - Batman - O Cavaleiro das Trevas
Michael Shannon - Foi Apenas Um Sonho


Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams - Dúvida
Penelope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis - Dúvida
Taraji P. Henson - O Curioso Caso de Benjamin Button
Marisa Tomei - O Lutador


Melhor Diretor

David Fincher - O Curioso Caso de Benjamin Button
Ron Howard - Frost/Nixon
Gus Van Sant - Milk - A Voz da Igualdade
Stephen Daldry - O Leitor
Danny Boyle - Quem Quer ser um Milionário?


Melhor Roteiro Original

Courtney Hunt - Rio Congelado
Mike Leigh - Simplesmente Feliz
Martin McDonagh - Na Mira do Chefe
Dustin Lance Black - Milk - A Voz da Igualdade
Andrew Stanton - WALL•E


Melhor Roteiro Adaptado

O Curioso Caso de Benjamin Button, Eric Roth e Robin Swicord
Dúvida, John Patrick Shanley
Frost/Nixon, Peter Morgan
O Leitor, David Hare
Quem Quer ser um Milionário?, Simon Beaufoy


Melhor Filme Estrangeiro

Der Baader Meinhof Komplex, de Uli Edel (Alemanha)
Waltz With Bashir, de Ari Folman (Israel)
The Class, Laurent Cantet (França)
Departures, Yojiro Takita (Japão)
Revanche, de Gotz Spielmann (Áustria)


Melhor Animação

Bolt - Supercão
Kung Fu Panda
WALL•E


Melhor Fotografia

A Troca, Tom Stern
O Curioso Caso de Benjamin Button, Claudio Miranda
Batman - O Cavaleiro das Trevas, Wally Pfister
O Leitor, Chris Menges e Roger Deakins
Quem Quer Ser um Milionário?, Anthony Dod Mantle


Melhor Direção de Arte

A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
A Duquesa
Foi Apenas um Sonho


Melhor Figurino

Austrália
O Curioso Caso de Benjamin Button
A Duquesa
Milk - A Voz da Igualdade
Foi Apenas um Sonho


Melhor Documentário

The Betrayal (Nerakhoon)
Encounters at the End of the World
The Garden
Man on Wire
Trouble the Water


Melhor Documentário em Curta-Metragem

The Final Inch
The Conscience of Nhem En
Smile Pinki
The Witness - From the Balcony of Room 306


Melhor Montagem

O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Frost/Nixon
Milk - A Voz da Igualdade
Quem Quer Ser um Milionário?


Melhor Maquiagem

O Curioso Caso de Benjamin Button, Greg Cannom
Batman - O Cavaleiro das Trevas, John Caglione, Jr. e Conor O'Sullivan
Hellboy II - O Exército Dourado, Mike Elizalde e Thom Floutz


Melhor Trilha Sonora

O Curioso Caso de Benjamin Button
Um Ato de Liberdade
Milk - A Voz da Igualdade
Quem Quer Ser um Milionário?
WALL-E


Melhores Efeitos Visuais

O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro


Melhor Canção Original

"Down to Earth", WALL-E
"Jai Ho", Quem Quer Ser um Milionário?
"O Saya", Quem Quer Ser um Milionário?


Melhor Curta de Animação

La Maison en Petits Cubes
Lavatory - Lovestory
Oktapodi
Presto
This Way Up


Melhor Curta-Metragem

Auf der Strecke (On the Line)
Manon on the Asphalt
New Boy
The Pig
Spielzeugland (Toyland)


Melhor Edição de Som

Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro
Quem Quer ser um Milionário?
WALL-E
O Procurado


Melhor Mixagem de Som

O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Quem Quer ser um Milionário?
WALL-E
O Procurado

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mais e Mais Filmes

Povo querido! Não sei mais se conseguirei cumprir minhas necessidades oscarizáveis antes da cerimônia, porque fui pego desprevenido com umas possibilidades no trabalho e provavelmente esse será meu último post antes de minhas curtas férias. Na primeira semana de março voltarei com algum possível comentário sobre o Oscar e o relato dos passeios (YES, eu VOU para o Encontro ;D).


The Visitor


The Visitor (aparentemente ainda sem título em português) é um filme intimista americano, pouco conhecido, com elenco pouco famoso, e a segunda aventura na direção/roteiro do normalmente ator Tom McCarthy. Devo dizer que é um filme belíssimo! Richard Jenkins é o professor Walter Vale, um homem conformado em fazer o mínimo possível para ir levando sua vida. Até que, em uma situação que apenas o destino (ou um bom roteirista =P) poderia proporcionar, Walter conhece o casal Tarek e Zainab, ele sírio e ela senegalense. Timidamente, Walter empatiza com os dois estrangeiros e logo assume uma figura semi-paterna, semi-fraternal, sobretudo com Tarek. E a vida deste homem, que nada tinha de interessante, passa a ter sentido. Jenkins põe toda a sua alma na interpretação e certamente é merecedor da indicação ao Oscar (aliás, comparando com os desempenhos de Rourke e Pitt, eu daria a estatueta a ele - mas ainda preciso ver Penn e Langella), embora sua chance de vitória seja próxima de zero (sendo pouco conhecido, ele certamente seria o azarão). O filme toca nossos corações, com interpretações vivas (destaque também para Hiam Abbass com Mouna, a mãe de Tarek) e roteiro excelente.
5 estrelas em 5




Um Ato de Liberdade


Daniel Craig é mais conhecido por seus papéis nos dois últimos 007, interpretando o famoso agente galanteador. Contudo, volta e meia ele se dedica a projetos menores, e com roteiros promissores. Foi assim com Reflexos da Inocência, e é assim com Um Ato de Liberdade. A película conta a história dos irmãos Bielski, 4 judeus da Bielo-Rússia, tentando sobreviver em meio aos massacres perpetrados pelos alemães na II Guerra Mundial. Obviamente, não deve haver histórias felizes de holocausto (a não ser que sejam de humor negro =P), então o filme é triste e comovente. Tuvia Bielski (Craig) lidera uma Otriad (espécie de resistência judaica), que aos poucos cresce e logo se torna uma grande comunidade de judeus, escondidos em uma floresta. Tuvia é acompanhado pelo irmão Zus (interpretado impressionantemente bem por Liev Schreiber, o que me deixou ansioso pelo seu Dentes de Sabre no filme de Wolverine), e a dualidade de pensamentos da dupla dita o ritmo de boa parte da história. O filme conta com um bom elenco de apoio e cumpre o seu papel, de narrar a história verídica de uma das mais conhecidas resistências aos alemães.
5 estrelas em 5



O Leitor


De um filme de holocausto para um que não é exatamente do holocausto, mas do pós-guerra na Alemanha. O Leitor é o novo esforço de Stephen Daldry na direção (após os badalados Billy Elliot e As Horas - descobri agora que seu próximo projeto será a adaptação do livro As Aventuras de Kavalier e Clay, um dos meus favoritos!!! Ahhhh, preciso ver isso na telona!), acompanhado por um elenco fabuloso, liderado obviamente por Kate Winslet (ah-rá, uh-rú, o Oscar é dela! =PPP) e pelo desconhecido David Kross, contando ainda com um sempre ótimo Ralph Fiennes (vejam como ando falando dele por aqui - A Duquesa e Na Mira do Chefe). A história trata de um jovem alemão chamado Michael (Kross) e seu romance com uma mulher mais velha, Hanna (Winslet). A narrativa se divide claramente em três partes principais (poderia chamar de atos, mas não tenho o know-how pra dizer se realmente são três atos no filme =P), que não posso detalhar aqui sem ser spoiler. Mas uma delas envolve Michael crescido (Fiennes) e as outras duas sua juventude, separadas por alguns anos. A primeira delas trata do belo romance do casal. Não quero revelar mais, mas a reviravolta da trama define a vida de Michael dali para frente. A história está dividindo opiniões mundo afora, mas eu a achei belíssima. O crítico Pablo Villaça, do Cinema em Cena, publicou uma crítica excelente, que pode ser lida aqui.
5 estrelas em 5




Hellboy 2


Pode parecer até estranho, mas eu até agora não tinha assistido Hellboy 2! =P A história da continuação é boa, embora falte alguma coisa, mas mesmo assim vale o ingresso. Na verdade, os quadrinhos de Mike Mignola nos quais Guillermo Del Toro inspirou os filmes são da mesma forma. Nada excepcional, mas momentos de absoluta criatividade fazem valer a leitura. O visual do longa é impressionante, em sua riqueza de criaturas fantásticas, todas extremamente bem construídas (Del Toro é um dos maiores especialistas nesse ramo do mercado hoje), e em suas cenas de ação envolventes. Mas, claro, seu principal apelo, no meu ponto de vista particular e completamente parcial, está na presença da atriz Selma Blair. Totalmente diferente das beldades hollywoodianas, Selma tem algo que chama a minha atenção, e gosto de assistir filmes com ela (apesar de ter visto poucos)! E sua personagem também é uma das mais legais, claro. Hehehehe.
4 estrelas em 5




Ando ouvindo a trilha sonora do anime Nana no meu carro, e decidi deixar aqui dois vídeos: a abertura do anime (com a música Rose) e o clipe da balada Kuroi Namida, interpretadas pela excelente Anna Tsuchiya.








E é isso! Tentarei vir aqui antes do Oscar deixar os meus palpites, ok? ;D

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Carnaval

Queria ir, mas acho que não vou:











Imperdível!
Acessem o site oficial aqui:
http://novaconsciencia.multiply.com/journal
A programação ainda está saindo.

E acessem
http://www.youtube.com/user/ongnovaconsciencia para vídeos de palestras, shows e do incomparável Ato Ecumênico!

Participei do evento de 1999 a 2007. Infelizmente não pude comparecer em 2008 e há grandes chances de minha participação neste ano ser vetada também. =(
Mas divulguem o evento, participem, ajudem! Um encontro de pessoas que buscam a paz não pode ser ruim, pode?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mais Filmes!

Austrália

Baz Luhrmann é um diretor com certa originalidade no seu modo de unir cinema e teatro, fazendo seus filmes lembrarem um pouco espetáculos, muitas vezes tendendo para o brega. Nunca assisti sua versão do clássico romance de Shakespeare, mas sou um grande apreciador do belíssimo Moulin Rouge, dotado de cores intensas, músicas harmoniosas, uma Nicole Kidman no auge da forma e o costumeiramente bom Ewan McGregor, para não falar no elenco de apoio, que inclui até mesmo a cantora Kylie Minogue. Como musical, deve um pouco a Chicago, mais bem estruturado e com números memoráveis. Mas o enredo de Moulin Rouge é mais belo. Dessa forma, eu acreditava que Austrália pudesse se assemelhar em algo ao que tinha visto 7 anos antes. E a única comparação justa entre os dois filmes diz respeito ao seu lado teatral. Nos demais aspectos, definitivamente Austrália sai perdendo. Todavia, não é um filme ruim. Conta a história de Lady Sarah Ashley (Kidman), uma aristocrata inglesa que vai à terra dos cangurus visando trazer seu marido de volta e fazê-lo se livrar das propriedades que mantinha no país. Mal Sarah aterrisa na Austrália e se depara com seu marido assassinado. Então ela tem o desafio de atravessar parte do país conduzindo uma boiada para venda no porto antes que o dono de todas as outras terras, o poderoso King Carney, consiga frustrar seus planos. Ambientado às vésperas da II Guerra afetar o país, o filme nos apresenta ao Capataz, interpretado por Hugh Jackman como um homem rude, mas não menos galã. O grande problema da película, que conta com uma direção artística muito boa, de cenários a figurino, reside na indecisão do seu gênero. Há excelentes filmes que flertam com mais de um gênero, mas Austrália hora é uma homenagem a E O Vento Levou (com Hugh Jackman fazendo um razoável Rhett Butler e Kidman uma empalidecida Scarlett O'Hara), hora é um faroeste e hora é até mesmo um filme de guerra. Infelizmente, o novo trabalho de Luhrmann não se dá bem em nenhum dos gêneros. E saí do cinema desejando rever a obra prima de 1939 para me lembrar como é um romance épico de verdade.
3 estrelas em 5



Na Mira do Chefe

Lembro de ver o cartaz desse filme no cinema muitos meses atrás, mas jamais me passou pela cabeça assisti-lo. Afinal, pensei eu, é mais uma comédia boba hollywoodiana. Ledo engano. É uma comédia sim, mas de humor negro e britânico. E estrelada por um elenco soberbo. Mas, principalmente, contando com um roteiro espetacular e apreciador de reviravoltas. Ray (Colin Farrel) e Ken (Brendan Gleeson) são dois assassinos que estão de chegada à histórica cidade de Bruges, na Bélgica (não confundir com Bruxelas, sua capital), sob ordens de seu chefe Harry (Ralph Fiennes), afinal precisam dar um tempo de Londres. Ken é tranquilo e está feliz de poder conhecer os monumentos, prédios históricos e museus de tão antiga cidade. Já Ray está entediado, ansioso para voltar a Londres, e buscando, pelo menos, curtir a cidade de outras formas, como provando a cerveja local, e se envolvendo com garotas belgas, entre elas Chloë (Clémence Poésy, a Fleur Delacour de Harry Potter e O Cálice de Fogo). Farrel e Gleeson montam uma dupla divertida e extremamente harmônica. Fiennes está excelente, como sempre. E até mesmo Poésy surpreende com uma atuação leve, mas satisfatória. Recomendo para aqueles que apreciam um pouco de humor negro e roteiros mirabolantes.
4 estrelas em 5




Rio Congelado

Rio Congelado conta a história de Ray Eddy (Melissa Leo, ótima e merecedora de sua indicação ao Oscar), uma mãe de família que precisa buscar uma fonte de renda maior para melhorar as condições de vida de seus filhos TJ, de 15 anos, e Ricky, de 5. Após juntar dinheiro para comprar uma daquelas casas pré-moldadas americanas, seu marido some com a grana. Na mesma época, Ray acaba conhecendo Lila (Misty Upham), uma índia Mohawk especialista em ganhar um extra atravessando estrangeiros do Canadá pros Estados Unidos, fazendo de carro o caminho entre os dois países que fica no território Mohawk e dependa da travessia de um rio congelado. Lila tem seus próprios dramas pessoais e Ray é uma mulher sofrida, buscando simplesmente um pouco de dignidade. O filme não é excelente, mas é uma bela e triste história, provavelmente similar a de muitas pessoas residentes em lugares fronteiriços, sobretudo com os Estados Unidos (que parece ser o país com mais problemas de imigrantes ilegais, ou ao menos o mais discutido).
4 estrelas em 5



Foi Apenas Um Sonho

Revolutionary Road (detestei esse nome nacional) conta com um time formidável na sua equipe: o diretor Sam Mendes (do magnífico Beleza Americana), sua talentosa esposa Kate Winslet (já declarei aqui o quanto a admiro), o sempre bom Leonardo DiCaprio (ou seja, o casal Jack e Rose do melo$o Titanic), a irregular Kathy Bates (que também faz uma ponta em Titanic, conta com excelentes performances em sua carreira - cito a de Tomates Verdes Fritos, para dar apenas um exemplo, mas também com catastróficas, como sua aparição no recente O Dia em Que a Terra Parou), e o excepcional, para mim desconhecido (ok, acabo de descobrir que vi pelo menos mais 3 filmes com ele, mas juro que não lembrava da sua cara =PPP), Michael Shannon (o único do time reconhecido pela Academia com uma indicação). O filme conta a história de Frank (DiCaprio) e April (Winslet) Wheeler, um jovem casal americano nos anos 50, vivendo o American Way of Life em todo o seu esplendor, ou seja, ele é um trabalhador dedicado, mas frustrado; e ela é uma dona de casa talentosa, mas que gostaria de ter sido atriz. O casal vive na Revolutionary Road, uma rua que parece ter em seu nome um estímulo para que os Wheeler consigam sair do marasmo de suas vidas. E April faz a Frank a corajosa proposta: largar tudo e ir para Paris, viver uma nova vida, ou simplesmente viver. O casal está em crise durante boa parte da projeção e acompanhamos suas discussões volta e meia. Claro, Kate e DiCaprio estão excelentes em seus desempenhos e decididamente mereciam indicações (e eu amaria ver Winslet ganhar dois Oscars num único ano), mas Shannon está fabuloso e original, e teria chances de ganhar caso Heath Ledger não fosse seu adversário. John, seu personagem, tem problemas psiquiátricos, mas ainda assim parece o único além dos Wheeler a perceber que todos ali vivem uma mentira, da mesma forma como vivemos nós aqui no Brasil, seguindo as tendências da moda, comprando as novidades, assistindo os Big Brothers da vida, tendo nossas mentes moldadas pela mídia, necessitando trabalhar em entediantes cargos públicos apenas pela estabilidade desses, afinal quem deseja uma vida cheia de emoções, não é mesmo? Como filme, tem algumas falhas e a direção de Mendes nem chega perto ao seu debute nas telas. Mas este aspecto em especial me tocou profundamente. Me emocionei na sala escura do cinema ao trazer a questão para a minha própria vida. Eu estou feliz na minha profissão? Ou estou caminhando para me tornar um profissional frustrado, como a maioria das pessoas hoje parece ser? Se eu recebesse um convite para ir a Paris (metaforicamente falando), teria coragem de largar tudo e ir? Sempre busquei me enxergar como um tipo corajoso, que seria capaz de passar fome para ser feliz. Mas quando a responsabilidade bateu à minha porta, me acovardei. Há meses faço essas reflexões, que só foram ampliadas pela temática do filme. Mas, deixando a minha vida de lado, o filme é muito bom, apesar de ser carregado pelo elenco.
4 estrelas em 5

Para encerrar, deixo-os com uma belíssima apresentação acústica de minha cantora favorita, a Melanie C, cantando Carolyna, terceiro single de seu mais recente álbum, This Time (2005, o quarto da carreira solo). Quem se interessar, me avise, pois faço questão de divulgar sua música. ;D